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"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante..." (Caio F. Abreu)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Busquemos o horizonte...

Tantas vezes nos acomodamos em nossos estreitos limites, e nos esquecemos de andar alguns passos na direção do horizonte, que nos convida incessantemente a caminhar. Quando nos esforçamos para ultrapassar nossos próprios limites, novas oportunidades surgem para que avancemos na direção do infinito que Deus nos reserva como meta de perfeição.

Assim, se você está paralisado pela falta de perspectivas que o incentivem a ir adiante, em busca do autoaperfeiçoamento, olhe para frente e ouça o chamamento do horizonte. Contemple as estrelas e deseje alcançá-las: isso não é um sonho impossível.

Você é filho de Deus, portanto, herdeiro do Universo. Herdeiro das estrelas, dos mundos que gravitam nos espaços infinitos, convidando-nos a seguir em frente, vencendo os obstáculos naturais que se apresentam na caminhada evolutiva. Mas para conseguir esse intento, é preciso esforço e perseverança. É preciso vontade de romper com as amarras que, ao longo dos séculos, nos mantêm presos aos baixos planos da experiência carnal.

E lembre-se, sempre, de que cada passo que você der na direção do horizonte, esse mais se afastará para que você continue caminhando. E, quando você conseguir alcançar o horizonte, é porque terá alcançado a linha máxima da perfeição que a escola chamada Terra pode lhe oferecer. 

 Nesse instante, novos horizontes se abrirão, desafiando sempre e sempre aqueles que têm coragem de avançar, de seguir na direção da luz, da perfeição a que o Mestre de Nazaré nos convidou, dizendo: Sede perfeitos como perfeito é vosso Pai celestial...

(Momento Espírita - título original : Busque o Horizonte ! ) 

domingo, 8 de maio de 2011

Finalizando a semana...

Finalizando esta semana, tão especial já que encerra com a celebração do Dia das Mães, deixo meu carinho a todos aqueles(as) que me acarinham com sua presença nestas páginas. Deus abençoe a todos nós, concedendo-nos uma próxima semana de muita serenidade e Paz...Abaixo, um recado do Momento Espírita, para nossa reflexão ! Inté mais ver pessoas...


Em tudo vibra o amor... E o amor é Deus.

Busquemos, então, meditar sobre o que temos e o que não temos, sobre quem somos e sobre quem não somos, a respeito do que fazemos, e do que não fazemos, guardando a convicção de que sem a presença do amor naquilo que temos, no que fazemos e no que somos, estaremos imensamente pobres, profundamente carentes, desvitalizados.

Seja qual for a lida, a luta, a nossa atividade no mundo, vinculemos-nos ao amor, acatemos as suas sugestões e vibremos vitoriosos e felizes, plenos de vida, de candura, de harmonia, pois com o amor seguimos com Deus, agimos por Deus e em Deus, conscientemente, nos movimentamos.

sábado, 7 de maio de 2011

Maternidade...

Diz-nos André Luiz, na comovente mensagem sobre Maternidade, que "ao filtro do amor que lhes verte do seio, deve o Plano Terrestre o despovoamento dos círculos inferiores da Vida Espiritual, para que o Reino de Deus se erga entre as criaturas." Para todas as mães, amanhã, nosso carinho e nosso amor. Incondicionais...

MATERNIDADE

Vemos em cada manifestação da vida determinada meta de desenvolvimento, qual anseio do próprio Deus a concretizar-se. Na Criação, o clímax da grandeza. Na caridade, o vértice da virtude. Na paz, a culminância da luta. No êxito, a exaltação do ideal. Nos filhos, a essência do amor. No lar, a glória da união.
 
De igual modo, a maternidade é a plenitude do coração feminino que norteia o progresso. Concepção, gravidez, parto e devoção afetiva representam estações difíceis e belas de um ministério sempre divino. Láurea celeste na mulher de todas as condições, define o inderrogável recurso à existência humana, reclamando paciência e carinho, renúncia e entendimento.
Maternidade esperada... Maternidade imprevista...
Maternidade aceita...
Maternidade hostilizada...
Maternidade socorrida...
Maternidade desamparada...

Misto de júbilo e sofrimento, missão e prova, maternidade, em qualquer parte, traduz intercâmbio de amor incomensurável, em que desponta, sublime e sempre novo, o ensejo de burilamento das almas na ascensão dos destinos. Principais responsáveis por semelhante concessão da Bondade Infinita, as mães guardam a chave de controle do mundo.
 
Mães de sábios... Mães de idiotas...
Mães felizes...
Mães desditosas...
Mães jovens...
Mães experientes...
Mães sadias...
Mães enfermas...

Ao filtro do amor que lhes verte do seio, deve o Plano Terrestre o despovoamento dos círculos inferiores da Vida Espiritual, para que o Reino de Deus se erga entre as criaturas. Mães da Terra! Mães anônimas! Sois vasos eleitos para a luz da reencarnação!
 
Por maiores se façam os suplícios impostos à vossa frente, não recuseis vosso augusto dever, nem susteis o hálito do filhinho nascente - esperança do Céu a repontar-vos do peito!...Não surge o berço em vosso coração por acaso. Mantende-vos, assim, vigilantes e abnegadas, na certeza de que se muitas vezes cipoais e espinheiros são vossa herança transitória entre os homens, todas vós sereis amparadas e sustentadas pela Bênção do Amor Eterno, sempre que marchardes fiéis à Excelsa Paternidade da Providência Divina.
(ANDRÉ LUIZ - do livro "O Espírito de Verdade", cap. 50, ediçãoFEB)

Festa em familia...

 (a foto é do niver de 75 anos de Diva...o aniversariante de ontem é o cara de camisa rosa e acima do peso...hehehe)

Bom dia pessoas ! O "gordinho", meu sobrinho Rafael, resolveu comemorar o niver dele ontem, em Curitiba. Hoje reside com a familia (a esposa Fabíola - a linda - e a filha Rafaela) em Joinville, SC. Tá certo que essas festas "quebram" um pouco da rotina de nosso "Solar dos Manos", sempre calmo e organizado (por conta da mana Marize sem dúvidas). Mas, "famiglia" é FAMILIA ! Vieram Jaqueline e familia (mana de Rafael), Fabiano e familia (mano de Rafael), Mami Divinha, mana Bete e familia (quer dizer, parte...) e mano George e familia. Não sei porque Georgia (minha emoticonzinha de bochechas vermelhas) não trouxe sua super/hiper/mega/ultra câmera fotográfica de última geração...humpft...ficamos sem registros da festa...mas foi assim...

Temos no quintal do sobrado um "meio barril" verdinho, adaptado pra churrasqueira. Lá foram colocados os franguitos, linguiças (se faltarem, Divinha não comparece....hehehe), carnes e afins. Um pãozinho de alho, indispensável também para forrar o estômago da Matriarca. Beras (isso, cervejas) geladas para os pinguços de plantão (éka...tô fora há 10 anos), refris para nós, os abstêmios, o arroz convencional, as saladinhas e, feito às pressas, um tutu de feijão de tirar o fôlego...hum rum. É porque o autor da façanha culinária (Rafael), carregou na pimenta, então mais parecia um "chilli" mexicano....hehehe

Teve bolo também, de sobremesa, mas sem velinhas...alguém esqueceu, como sempre...acendemos isqueiros, eu e Renatinha, para não perder o momento da festa e o gordinho ter o que soprar....hehehe

Em dado momento, em minha humilde cama de casal, estavam sentadas/deitadas 7 mulheres...caráca, imagina só : sete, de uma só vez ! Jamais o objeto de uso para meus sonhos e devaneios ficou tão "enfeitado" pela presença feminina...hehehehe ! Péra, vamos com calma : eram todas pessoas da familia. Jaqueline trocando as fraldas da pequena Sarah (a caçula da troupe Imaregna), Aninha (esposa de Fabiano), minha mana Regina, Rafaela (a segunda bisneta de Divinha) e sua mãe Fabíola e, ainda, Renatinha, a mais "velha" das bisnetas de Diva. Ufa...eram muitas em tão poucos metros quadrados.

Lá fora, ao lado da churrasqueira, o papo corria solto entre a rapeize : Marcelo, filho de Luis, Fabiano e Rafael (os manos), Brunno da Bete, Rodriguinho da Marize, Tiaguinho, esposo de Jaque, e mano George. O assunto, um só : a acachapante vitória de 6 x 0 do nosso Coxa Branca prá cima dos "porquitos" do falastrão Felipão que, dias antes do jogo, apregoava que o nosso time, 24 partidas seguidas vitorioso (recorde Brasileiro), não havia jogado ainda com um "time de expressão". Onde tava, ou está, esse time ??? Ah sei ! Deve estar na Conchinchina, já que perderam o rumo de casa...hahahaha !

Diva vem sentar em meu quarto também. Diz que tá mais quentinho, e ela detesta o frio. E alguém prontamente lhe trás o pratinho com farofa e as suas linguiças preferidas, aquelas fininhas e bem temperadas. Sarah, devidamente trocada, sorri e faz graça para todos. Quinta-feira ela já estivera aqui em casa com sua mãe. Peguei-a no colo, posição frontal (ela...pq gosta de ver as pessoas de frente), e comecei a cantar um samba da Mangueira (desculpa aê Mônica - também gosto da Portela) e ela além de balançar as perninhas começou a bater palmas....hum rum ! Pronto ! Mais uma adoradora de samba na familia...hehehe !

As horas vão transcorrendo, Marianna e Bete vêm cuidar de nossas fazendas, cafés e agora cidades em miniatura (opa, gente, é só coisa virtual tá ?). Chega do futebol o outro Rafael (da Lorena, enteada de George). Fico olhando para as pessoas, algumas do lado de fora (apesar do frio, mas "esquentadas" pelo calor da churrasqueira, e o humano), outras na segunda sala do sobrado, trololando sem parar, as crianças numa algazarra comum. Mami quietinha, com seus profundos e límpidos olhos azuis (que inveja sentimos todos...tínhamos que puxar o nosso Pai...putz), mas atenta a tudo e sempre dando seus "pitacos". Mano Luis estava trabalhando...mana Solange certamente sobrecarregada com cadernos para corrigir. Senti novamente falta de meus filhos ao lado de seus primos e primas.

Aos poucos a turma vai "abandonando" o encontro familiar. Amanhã (hoje) alguns ainda trabalham, outros acordam cedo mesmo, como eu. Não sem antes auxiliarem na cozinha e demais cômodos, a colocar as coisas em ordem. Venho para o PC, desligo-o. A turminha já tinha colhido e plantado minha fazenda, cozinhado peru de natal (???) em meu Café e, acrescentado algumas coisas na minha mini cidade. O "e-mail" de alguém ficou aberto...até pensei em espiar as mensagens, mas isso não se faz...é feio...fechei prontamente.

Na TV, Jô Soares rolando. 3 convidados que eu nunca vira (ou se vi, não prestei maior atenção). Desligo o aparelho. Domingo tem mais...é dia das Mães, e a festança vai continuar, aí sim, com a presença de todos. Foi só um aperitivo, como disse alguém antes de retornar ao seu lar...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Laços atemporais...


Gostei do termo, "Laços Atemporais", que Mônica postou em comentário aqui. Atemporal é tudo aquilo que transita no tempo sem necessariamente pertencer ao passado, futuro ou presente. Tá lá no Wikipédia. São os laços bem "tramados" em outras esferas, que não necessariamente as atuais, e que na maioria das vezes transcende à compreensão de muitos. Quando se cuida das coisas do coração, com desvelo, invariavelmente mantemos esses laços bem apertadinhos. Ou, como também me disse Mô, permanecemos em "stand by" e, vez por outra, damos um clique no botão, e a "história" segue, como se o tempo transcorrido não pudesse ser contado além do ponteiro dos segundos no relógio da vida.

São os mesmos laços que nos prendem aos entes queridos, aos familiares. Mesmo que fiquemos anos afastados fisicamente, o amor e o carinho permanecem inalterados ou, quiçá, muito maiores. Acrescente-se uma pitada de saudade, e o "prato" está completo. Sempre fui sentimental, romântico, saudosista. Vez por outra num passado nem tanto distante, "abusei" desse sentimentalismo como forma de pressão, numa pieguice sem igual, forçando situações constrangedoras. Me sentia "vítima" de desapegos, um mercenário da atenção alheia. Aliás, nem tão alheia assim e, sim, de pessoas que me eram fundamentais na caminhada.

Por isso resolvi retornar com o blog meses atrás. Para vir aqui, diariamente, enviar mensagens espirituais as quais leio atentamente antes da postagem final e, delas, tentar a absorção do mínimo que seja de aprendizado, evitando que torne a incorrer nos mesmos erros. Laços atemporais, e não circunstanciais ! Gostei muito disso Moniquita...muito mesmo...Besos mi cariño, pensei em ti muito hoje antes de escrever estas linhas...hum rum !

ps: além dos laços atemporais, em nossa história temos muitos "lacinhos", que enfeitaram presentes mútuos...hum rum...há promessa dela de que o próximo será rosinha...hehehehehe

Encontro feliz...

Boa noite pessoas. Quem por aqui "navega" já sabe que gosto de relatar as minhas andanças por Curitiba e os encontros que tornam meu dia mais FELIZ...hum rum ! Hoje, ao ir ao Banco Bradesco no Centro Cívico, na fila de espera dos caixas reencontrei minha queridíssima amiga IONARA, a Narinha, filha de Seu Fraga, mãe de Stéfani (ambas na foto). Há muito tempo (anos) não a via. Éramos colegas/amigos nos tempos do SESC/Centro. Esqueci de comentar por ocasião do meu aniversário em 24 de abril passado que o pai dela, Seu Fraga, também comemora primaveras comigo...eitcha data especial (infelizmente, como aqui postei, Vó Gildinha nos deixou naquele dia...humpft)...

Conversamos por alguns minutos para matar as saudades, tempo suficiente para darmos boas risadas de algumas passagens/pessoas daquela época. Lembro-me de quando fui à sua residência e fui carinhosamente recebido por todos. São estes breves momentos que reforçam a tese de muitos de que AMIZADE independe de "presença" constante. No coração é que guardamos os bons amigos, nas boas e alegres recordações ou mesmo naquelas nem tanto, mas que marcam nossas vidas para todo o sempre...

Bom demaisssssssssssssssssssss da conta ter falado contigo Narinha. Deus te abençoe e à tua maravilhosa familia...Beijos carinhosos !

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Eles passarão...eu, passarinho...

Há 17 anos atrás desencarnava MÁRIO QUINTANA, nascido no Alegrete, lá pras bandas do Rio Grande, o do Sul. Conheci sua poesia ao longo de minha juventude/adolescência, e segui admirando-o até o seu desencarne. Então, uma lembrança desse imortal Brasileiro, para ficar aqui registrada. Antes de sua partida, Quintana escreveu para os amigos, assim :
 
"Amigos não consultem os relógios quando um dia me for de vossas vidas... Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida - a verdadeira - em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira".

Este era Mário de Miranda, o Quintana.

RECORDO AINDA

Recordo ainda...E nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas ai,
Embora idade e senso eu aparente,
Não vos iluda o velho que aqui vai:

Eu quero meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai...
Que envelheceu, um dia, de repente!...

("Poesias". Ed. Globo, Porto Alegre, 1962)

As mães extraordinárias...

Aproximando-se o Dia das Mães, vou deixando aqui alguns "registros" sobre essas "Criaturas Divinas", para as quais qualquer tipo de homenagem ou texto sempre será "menor" que a GRANDEZA que elas representam no Universo !


Toda mãe é uma educadora. Algumas lecionam matérias para o dia a dia dos seus filhos. Ensinam a se portar, mandam o filho para escola, alimentam-no. Outras, e são essas as mães extraordinárias, renunciam a tudo pelo bem dos seus rebentos.
Transmitem lições para a vida imperecível. Não pensam somente no bem-estar físico dos filhos. Vão além. Trabalham e estabelecem lições para a vida do Espírito.
Elas desejam que seus filhos sejam felizes agora, no hoje, na Terra, e no Além, quando abandonarem o casulo carnal.
Essas mães... Essas mães são mesmo extraordinárias !

(Momento Espírita)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Envelhecer com Sabedoria...

Helena teve cinco filhos. Foi mãe muito jovem. Passou boa parte da vida cuidando das suas crianças, que tão rapidamente tornaram-se adultos. Agora eram os netos que enchiam a casa de risos e correria. Um dia, quando os afazeres já não eram tão numerosos e o tempo parecia passar mais lentamente, ela viu-se diante do espelho da sala. Deteve-se. Deus do céu!
 
Quem era aquela velhota que estava no reflexo do espelho? Ou melhor, onde fora parar a jovem mulher que ela ainda sentia existir em sua intimidade? Estaria aprisionada em uma carcaça envelhecida? Como era possível isso? Cobriu a face com as mãos e sentiu a pele enrugada. Mexeu nos cabelos e procurou encontrar fios negros. Tarefa difícil. Restavam tão poucos. As mãos também não pareciam mais com aquelas mãos operosas que tanto produziram ao longo da vida.
 
Ora, ora! Então era isso! Distraída em viver, ela não havia se dado conta que os anos haviam passado rapidamente. Marcaram seu corpo, alteraram sua fisionomia. Seu fôlego já não era mais o mesmo. Nem seus movimentos que, antes ágeis, agora eram imprecisos e lentos. Mas enquanto observava a transformação ocorrida, Helena percebeu que o brilho de seus olhos permanecia igual. Reconhecia em seu olhar o mesmo olhar de seu passado...
 
As vivências transformaram a jovem que ela fora em uma mulher muito mais sábia. Seu corpo não era mais tão vigoroso, mas sua alma era muito mais forte do que havia sido antes. O mesmo tempo que lhe trouxera rugas havia lhe oferecido experiência. Ontem, jovem e bela, impetuosa e impaciente. Hoje, madura e envelhecida, tolerante e compreensiva. Helena olhou-se e sorriu...
 
Adoraria ter a pele um pouco mais lisa, mas sabia que não era isso que a faria feliz. Sabia que a decadência do corpo não representava prejuízo algum a sua alma vibrante e disposta. As marcas que o tempo fizera em seu corpo eram apenas para sinalizar o passar dos dias e as constantes mudanças da vida. Vida essa que não se acaba nunca, nem mesmo quando os corpos envelhecidos deixam de funcionar.
 
Helena sentiu o coração encher-se de alegria. “Melhor do que nunca!” – disse para si mesma – “a cada dia que passa eu me sinto melhor do que nunca!”
 
Celebre a vida todos os dias. Celebre o fato de dispor de um corpo, seja ele jovem ou não, que lhe possibilita mais essa experiência na Terra. Agradeça ao Criador pela dádiva da existência.
Aproveite seus minutos, seus dias, sua vida. Aproveitar, no entanto, não significa exaurir as forças vitais pelos excessos de toda a ordem. Aproveitar quer dizer, em verdade, fazer bom uso, dar utilidade.
 
O corpo físico, invólucro perecível de nossas almas imortais, deve ser tratado com o zelo que garanta sua utilização adequada. Mas sem neuroses ou preocupações descabidas, mesmo quando a juventude for apenas a lembrança de mais uma etapa superada. Envelhecer de forma sábia é reflexo de se viver bem. Pense nisso, e viva com sabedoria...hum rum !
 
(Momento Espírita)

Rir, ainda é o melhor negócio...hum rum

Uma mulher acompanha o marido ao consultório médico. Depois de ser atendido, o médico chama a esposa reservadamente e diz:
- Seu marido está com stress profundo. A situação é delicada, e se a senhora não seguir as instruções que vou lhe passar seu marido certamente vai morrer. São apenas 10 instruções que salvarão sua vida:
 
01) Toda manhã, prepare para ele um café reforçado;
02) Para o almoço, ofereça refeições nutritivas;
03) Para o jantar, prepare pratos especiais, tipo comida japonesa, italiana e francesa;
04) Mantenha em casa um bom estoque de cerveja gelada;
05) Não o atrapalhe quando ele estiver vendo futebol;
06) Pare de assistir novelas;
07) Não o aborreça com problemas do universo feminino;
08) Deixe-o chegar no horário que desejar;
09) Nunca questione onde estava;
10) Faça sexo como e quando ele quiser.

No caminho de casa, o marido pergunta:
- O que foi que o médico lhe disse?

Ela respondeu:

- Ele disse que você vai morrer...

(hehehehe...que maldade sô...humpft)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Saberes diferentes...

Narra-se que, num largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito e com ar altivo, o advogado pergunta ao barqueiro:
Companheiro, você entende de leis?
Não. Responde o barqueiro.
E o advogado compadecido acrescenta:
É pena... Você perdeu metade de sua vida!
A professora, então, muito social, adentra na conversa:
Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
Também não. Responde o remador.
Que pena! - condói-se a mestra. Você perdeu metade de sua vida!
Nisso, uma onda muito forte vira o barco
O canoeiro, preocupado, pergunta:
Vocês dois sabem nadar?
Não! Responderam eles rapidamente, em conjunto.
Então é pena! - conclui o barqueiro - vocês perderam toda sua vida!

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O texto do educador Paulo Freire mostra, com bom humor e profundidade, que não há saber maior ou saber menor, apenas saberes diferentes. Todos somos importantes e sempre temos algo a contribuir para com a sociedade. Cada um com suas habilidades, na sua área de conhecimento específico, fazemos parte de uma grande engrenagem, tanto na Terra, como no Cosmos.

Para que essa engrenagem funcione bem, os dentes precisam estar bem encaixados, uns oferecendo, outros recebendo e vice-versa. Juntos formamos um organismo completo, onde as pequenas e importantes peças, sempre solidárias entre si, complementam-se, preenchendo as deficiências umas das outras.

A Lei maior do progresso dita que todos, um dia, saberemos tudo sobre tudo. Porém, neste longo caminho a ser trilhado, vamos adquirindo tais conhecimentos gradualmente. A Sabedoria Divina, sempre fabulosa, faz com que tenhamos uma interdependência entre nós, para que nos ajudemos mutuamente e não nos isolemos.

Desta forma as sociedades precisam dos advogados, das professoras, dos médicos. Mas também carecem dos barqueiros, dos garis, dos músicos, etc. É nisto que está a beleza da vida, das habilidades que se complementam e se auxiliam para que todos possam não só viver, mas bem viver...hum rum !

(Momento Espírita - introdução do educador Paulo Freire - 25.06.2010)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Saudades eternas...

A imagem que guardarei dela, para o restante de minha caminhada, é do ano de 2008, mês de Outubro, quando fui visitá-la em sua casa no Rio de Janeiro. Estava sentadinha no sofá (com sua acompanhante), assistindo a novela da tarde. Pouco fiquei, para não atrapalhar seu sossego e recuperação (estivera doentinha naquela semana). Antes de sair, não pude deixar de olhar novamente para a "Sagrada Família" que lhe dei de presente em ano anterior, e estava na sua estante. Certa vez, enviei flores para ela. Ficou feliz por demais.

Era meu modo carinhoso de dizer o quanto gostava de Vó Gildinha. Hoje, ela estaria completando mais uma primavera...humpft ! Mas nos deixou, indo (conforme escrito por sua neta Mônica), para a nossa Pátria Espiritual, aquela esfera mais elevada para onde vão as pessoas que desencarnaram. E seu desencarne se deu no dia do meu aniversário, semana passada...humpft's duplos ! Na foto acima, ela era homenageada pela família na passagem de seus 90 anos. Foi uma vida profícua certamente. Partiu lúcida, uma lucidez que me espantava quando conversava com ela pelo telefone, ou pessoalmente nas vezes em que viajei para o Rio.

É difícil escrever sobre ela...mesmo sem laços sanguíneos, a tinha em grande consideração como se minha Avó fosse...hum rum ! 

Deixo-lhe um beijo amoroso Vó Gildinha, e oro para que nossos mentores e o Irmão JESUS te amparem e cuidem. 

Tempo precioso...

Na Terra, nossa vida tem um tempo para começar e um tempo para acabar. Ela é finita.

Nossa alma é imortal e continuará a viver após a morte do corpo físico, mas o tempo que temos nesta existência é finito. Assim, vale a pena refletir em como e em que o temos empregado. Lembrando o ensino de Jesus de que onde estiver nosso tesouro aí estará nosso coração, podemos entender que priorizaremos o tempo, baseando-nos nas coisas e nos valores que trazemos na alma.

Assim, vale pesar em nossas escolhas, para bem usar o tempo, o entendimento de que estamos na Terra para experienciar e aprender as coisas e as Leis de Deus. Se é importante empregar o tempo no trabalho digno, no amealhar o dinheiro para o conforto que o mundo pode proporcionar, também devemos empregá-lo para as coisas que não se contabilizam nos valores da Terra.

Então, não deixemos de investir nas coisas da alma e do coração. Guardemos horas preciosas da semana para uma leitura sadia, para o convívio com a família, para uma atividade de voluntariado, para auxiliar o próximo. Priorizemos um tempo para olhar nos olhos do nosso filho e ler o que lhe passa na alma, para namorar quem amamos, seja esse amor de alguns meses ou de algumas décadas. Ou para visitar alguém em dificuldade.

Somente poderemos dizer que não dispomos de tempo para todas essas atividades, se elas não forem eleitas como nossas prioridades. Pensemos nisto: ao concluir o tempo de mais esta existência terrena, inevitavelmente, cada um de nós responderá em como e em que utilizou o precioso tempo...hum rum !

(Momento Espírita - título da mensagem " O preço do Tempo" - trecho somente)

domingo, 1 de maio de 2011

Os verdadeiros bens...

Boa noite pessoas ! O maior bem que possuímos é o coração...Hum rum ! Nesse orgão vital de nosso corpo humano é que trazemos guardadas, desde os primeiros dias na existência carnal, as "riquezas" que vamos adquirindo na caminhada terrena, muito superiores em valores do que as que conquistamos materialmente. Não que os bens materiais sejam menos importantes, mas não são fundamentais para que tenhamos uma vida profícua e cercada de muito amor e alegrias.

Na minha juventude pude perceber isso claramente. Frequentava a casa de familias muito "bem postas" socialmente, por conta da proximidade residencial com elas e, invariavelmente, o que vislumbrava no dia-a-dia eram sinais de pouca felicidade, já que viviam isoladas dentro de seus imensos portões e grades de ferro, abrindo-os somente nos eventos sociais. Frequentavam Clubes de Campo/Urbanos tradicionais em Curitiba e, lá, encontravam-se com seus "pares" e tudo era somente pompa e amizades interesseiras. O que rolava nos bastidores eram muitas fofocas e maledicências, além das inevitáveis "comparações".

Paralelamente, frequentava a casa de pessoas amigas, mais humildes, onde íamos tomar o cafezinho no fim de tarde após uma agitada partida de futebol, sempre regada a muitas risadas e brincadeiras por parte dos times adversários. Nas noites de sábado, promovíamos festinhas americanas : cada um levava um prato ou refrigerante, não havia muito luxo, mas transbordava a amizade descompromissada e um crescente AMOR entre os presentes.  Prova disso, já postei aqui : após mais de 35 anos, tornamos a nos encontrar, aqueles mesmos moleques das décadas de 1960 à 1980, e o tempo não pareceu passar. O que mudou foram as fisionomias, os cabelos brancos (ou nenhum...) e as "formas" físicas : alguns mais magros, outros mais rechonchudos (a maioria...hehehehehe). 

Mas a amizade que um dia nos uniu, permaneceu inalterável. O Amor, o carinho, o cuidado de um com o outro, permaneceram os mesmos. Se uns se tornaram profissionais de sucesso, outros exercem cargos menos imponentes, mas nem por isso menos importantes. Assim como postei hoje no dia do trabalho, abaixo.

Houveram exceções sim, claro. Aqueles que eram "abastados" e permaneceram assim, e continuaram a ser pessoas simples e humanitárias, com o coração sempre pronto a ofertar o melhor que lhes fosse possível. Estes, não deixaram que as imensas "grades de ferro", lhes trancassem a alma e o espírito também, assim como ocorria com o corpo físico.

Somos pequenas sementes ainda, todos nós. Precisamos que nos reguem diariamente, para um dia nos tornarmos frutos maduros, prontos para serem "colhidos" pela VIDA ! Esta rega, vem através dos pequenos estímulos, dos pequenos gestos de carinho, das pequenas demonstrações de afeto, dos conselhos úteis, das broncas de pais e amigos verdadeiros, que visam nosso crescimento. Há que ter o SOL, a nos aquecer, e as águas das chuvas para nos fecundar. Há que ter o sereno, para amenizar o calor, e as estrelas para nos espiarem lá de cima e acompanharem nosso crescimento.

Somos falíveis, mortais. Isso independe de nossa classe social. Não há dinheiro no mundo que aplaque a dor de uma perda de ente querido. Não há dinheiro no mundo que traga a felicidade plena, se não existir AMOR e AMIZADE. Não se abriga a bondade e a honestidade dentro dos muros de uma mansão. Elas precisam habitar as ruas, os locais de trabalho, as instituições públicas e privadas. Não se coloca a solidariedade e a riqueza nos cofres de um banco. Elas tem que estar nas obras assistenciais, nas doações, na entrega do que nos "sobra" e a tantos falta, nem que seja em forma de nosso tempo disponível e na nossa palavra de consolo.

Como escreveu o imortal Irmão CHICO XAVIER : - Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim...

Pensemos nisso, neste fim de domingo, dia do trabalho. Trabalhemos para um mundo melhor mas, principalmente, para que nos tornemos melhores enquanto irmãos da mesma "cruzada".

O Trabalho de cada um...

No Ramayana, uma das grandes epopéias indianas, conta-se a história do príncipe Rama, um jovem cheio de virtudes. A esposa de Rama, Sita, fora seqüestrada pelo perverso Ravana. Ajudado por ursos e macacos, o valente Rama tentava construir uma ponte até à ilha de Lanka, onde viviam Ravana e a prisioneira Sita.

Os ursos carregavam pesadas árvores e os macacos traziam pedras. Mas, não havia trabalho para um grupo de esquilos. Pequeninos, sem muita habilidade, eles apenas conseguiam pôr alguns grãos de areia na ponte que se formava. Os esquilos faziam assim: molhavam-se na água e depois rolavam na areia. Os grãos de areia grudavam no pêlo e eles corriam até à ponte. Ali, sacudiam a areia sobre a construção.

Narra a história que os outros bichos riam dos esquilos e desprezavam suas tentativas de colaborar. E os esquilos se sentiam humilhados porque seus esforços não eram valorizados. Alguém resolveu contar a Rama o gesto dos esquilos. Esperava que Rama também risse dos bichinhos ingênuos. - Venha vê-los,Rama, venha se divertir também com esses esquilos tolos!

Mas Rama observou os animaizinhos, que rolavam na areia, enquanto todos à sua volta haviam parado o trabalho para rir. Gentilmente, ergueu um deles do solo. Acariciou-lhe a pelagem e disse, com amor:
Um dia, todos ouvirão falar sobre a ponte para Lanka. Louvarão o esforço dos ursos e dos macacos, mas eu sou grato a todos os que trabalham. E você, pequenino, tem minha eterna gratidão.

E, diante de todos que olhavam a cena, o príncipe Rama deu um presente ao esquilo. Acariciou-lhe as costas e seus dedos ali deixaram três listras brancas. - Esta, pequenino, é a marca de minha gratidão, disse Rama.
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Todo o Ramayana é composto de histórias como esta, que trazem um profundo ensino moral. Esta nos faz refletir sobre gratidão, generosidade e, principalmente, a importância do trabalho. Por mais humilde e obscuro que seja, cada um de nós tem um papel muito importante no Mundo. Aparentemente, outros são mais importantes, contribuem mais, têm tarefas maiores. Aparentemente...

Mas lembremos, por um momento, a falta que fazem porteiros, vigias, garis, faxineiras, empregados domésticos. Todos são muito importantes. São homens e mulheres que se esforçam para ganhar o pão de cada dia, tantas vezes regado com lágrimas que ninguém vê.

Para Deus, todo esforço é válido, todo trabalho é digno, todo trabalhador merece recompensa. A medida do Mundo não é a medida Divina. É que Deus, que conhece a nossa alma, sabe avaliar com exatidão o nosso esforço, capacidade e talentos. Ele sabe que o que é simples e fácil para um, pode exigir muito de outro. E Deus, que também vê no silêncio e na solidão, acolhe e ama cada trabalhador pequenino neste Mundo tão vasto.

Que cada um de nós possa ver os trabalhadores do Mundo sob a lente do imenso amor Divino...hum rum !

(Momento Espírita - neste dia consagrado a todos os Trabalhadores)
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