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"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante..." (Caio F. Abreu)

domingo, 25 de março de 2012

Solidão e consciência...


Nesta época em que vivemos, a sensação é que jamais estamos sós. Cercados por gente em ônibus, metrôs, aviões, locais de trabalho e ruas. Entretanto, nunca fomos tão solitários. E quanto mais nos cercamos de gente, de barulho, de tarefas, mais se agrava a sensação de que estamos sós. Parece contraditório? Parece sim. Mas não há contradição. Porque estar em companhia de alguém é muito mais do que estar ao lado da pessoa.
 
Muitas vezes a presença física está lá, mas a alma já escapou para um lugar distante. Um dos maiores compositores da Humanidade, Giuseppe Verdi, criou uma imagem fascinante para as pessoas que vivem cercadas de gente, em festas cheias de risos e de alegria, mas que se sentem caminhando sós pelo Mundo...
 
Está na ópera La Traviata. É quando a personagem Violeta fala que é uma mulher sozinha em um populoso deserto. Quantas vezes nos sentimos em um deserto habitado por gente estranha! Sim, em nossa vida raramente temos pessoas que pensam igual a nós.
 
Aqui e ali temos afinidades e pontos em comum, mas a trajetória da alma é solitária. Nossas descobertas, vitórias e frustrações são intransferíveis. Em nosso caminho para Deus estabelecemos diálogos que dizem respeito apenas a nós mesmos. Processos pessoais, momentos puramente individuais em que a voz da consciência ressoa em nossa alma com exatidão... Com rara sinceridade.
 
Por melhores sejam os amigos, eles não nos dirão as verdades como a nossa própria consciência o faz. O amigo não vai desejar nos ofender, maltratar ou irritar. Por isso, ele tentará minimizar a dura verdade. Mas a consciência, não. Ela nos apresenta uma avaliação rigorosa de nossos atos. Ela nos põe diante de nós mesmos. Tudo muito naturalmente. E sequer conseguimos contestar essa avaliação criteriosa...
 
Então, por que temer a solidão? É quando silencia o mundo à nossa volta que conseguimos ouvir a voz da consciência. O homem sábio muitas vezes busca o deserto, a quietude, o silêncio, a fim de se encontrar consigo mesmo, de voltar-se para Deus. Há tempo para tudo, ensina o Eclesiastes, um dos livros bíblicos. Tempo de semear, tempo de colher, tempo de falar, tempo de silenciar também.
 
Silenciar para ouvir os sons da alma, os conselhos do coração...humpft !
 
Então, se a vida lhe oferece a solidão, acolha-a como um presente. Aproveite cada minuto para reflexões. Encare tudo como oportunidade de aprendizado. Há tanta gente imersa em ruídos, sufocada por conversas maledicentes ou pelo som de risadas irônicas. Há tanta gente cercada de pessoas mas com o coração amargurado, oprimido, vazio.
 
Por isso, não lamente a falta de companhia do Mundo. Busque na sua solidão a mão amiga de Deus.


                                                              (Momento Espirita)
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Enquanto você se crê solitário e triste, frustrado nos anseios que acalentava, perde os olhos nas tintas carregadas do pessimismo e não vê aqueles olhos que o fitam inquietos, desejando se acercar de você, sem oportunidade de poder fazê-lo.
 
Pensemos nisso neste encerrar de semana! Desejo a todos um fim de dia sereno, um despertar alegre e dias vindouros de muita paz !

sábado, 24 de março de 2012

O sentido secreto da vida ...


O homem, ainda na adolescência do intelecto e na infância da moral, começa a descobrir que há um sentido profundo e maior em tudo. Não há o acaso nem o caos na regência Divina do Universo. A lei do trabalho diz que tudo trabalha no Cosmo. Um operar silencioso e incessante encontrado desde os seres mais simples até os mais complexos.

Tudo trabalha rumo à harmonia, à ordem, ao entendimento...

Tudo se aperfeiçoa com o passar do tempo. A lei do progresso estabelece o crescimento inevitável. É uma força viva, que pode ser apenas retardado por um tempo, mas nunca evitado indefinidamente. O aperfeiçoamento dentro de nosso eu é a conquista das virtudes da alma.

A cada instante na vida temos oportunidades de melhorar, de nos tornarmos mais maduros espiritualmente. Essas conquistas vão nos trazendo, naturalmente, a felicidade. A felicidade é proporcional à soma das perfeições alcançadas pelo Espírito. Os bons sentimentos florescem. As ideias nobres ganham asas. As mágoas sangram e se curam, cedo ou tarde. Nenhuma folha morta pende dos galhos enfraquecidos de nosso ser, sem ser amparada por mãos seguras no caminho até o chão.

Nossas lágrimas não rolam em vão...

Quando, com sabedoria, olhamos para nossa própria dor e perguntamos: O que você deseja me ensinar? - estamos dando passo decisivo para a libertação do sofrimento que ainda devassa nosso íntimo aprendiz. Uma invisível porém, sempre presente mão misericordiosa, suaviza a queda da folha, enxuga o pranto da face. A Providência Divina é a solicitude de Deus para com as criaturas. Nunca ficamos sem consolo, sem amparo e sem abraço...Hum rum !

(Momento Espirita)
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Desejo a todos um feliz e sereno fim de semana, o primeiro sem a presença fisica do "imortal" CHICO ANYSIO, que ontem partiu para o plano espiritual, onde habitam tantos outros grandes humoristas brasileiros...vai haver muito riso no andar de cima, enquanto aqui na terrinha ficamos mais tristes...

sábado, 17 de março de 2012

Rio de Janeiro em festa novamente....


Ano passado, aqui vim, e escrevi...e escrevi para homenagear uma pessoa muito especial em minha vida : Mônica ! Era, e hoje é, seu aniversario ! Vou me "estender" um bocadinho mais este ano...

Quando nos pegamos em lágrimas após ver um programa especial da XUXA, com pessoas portadoras da Sindrome de Down, como hoje eu assisti. Quando nos vemos em lágrimas ao assistir um reencontro de mãe e filha apos 31 anos de separação, como hoje presenciei no Caldeirão do Huck. Quando percebemos que os olhos marejam ao assistir novamente, pela enésima vez, a filmes tipo : A Casa do Lago, Sempre ao seu Lado, PS: Eu te Amo, etc...Quando somos capazes de nos emocionar por e com essas situaçoes, sem a minima vergonha de parecermos frágeis demais, creio que estamos apenas externando emoções contidas...hum rum !

Falar de Mônica é, e sempre será, assim...

É voltar ao passado, ao ano de 2003, no mesmo mês de Março quando, mesmo à distancia, pude lhe homenagear durante um jantar com a familia e amigos, naquele seu aniversário. E voltar ao passado e recordar de uma certa noite, à beira do mar, quando presenciamos o "nascer" de uma Lua tão linda, imensa, apaixonante...ABUSADA ! É "andar" novamente por Madureira de mãos dadas, silenciosos, curtindo cada minuto daquele encontro, daquela parceria iniciada de uma forma não usual, mas hoje tão presente na vida de cada um de nós...os meios ditos virtuais.

A emoção que sinto ao falar de , é  certamente a mesma que ela sente quando é acarinhada por seus milhares de alunos e centenas de amigos. A mesma emoção que ela sente quando um de seus pupilos "brilha" na vida, assim como me emociono com os meus "tutelados". Ambos somos sensíveis e eternos chorões. Isso em nada diminui a postura profissional, a retidão de caráter, a ânsia do ensinar, a pretensa carranca e dureza com que Moniquinha enfrenta seu cotidiano. E não é mole não rapaizzzz, como diria sua querida mãe , num sotacão carioca carregado...

Impactando vidas, aqui e acolá, Moniquinha vai seguindo sua jornada, colhendo flores e enfrentando os espinhos, angariando amigos, de cabeça erguida e coração leve, sublimando suas angústias e com o olhar sempre num horizonte melhor, pés no chão, e sonhos ainda a serem alicerçados. Assim a vejo, assim lembro dela, diariamente, quando à noite faço as minhas orações

Hoje é  teu dia , aproveita-o, curta-o. Deus te abençoe, te mantenha sempre no caminho do BEM, ladeada somente de pessoas gentis e amorosas e, também, daquelas que não te tenham em tão grande estima, mas que servirão para te fortalecer, para te aumentar a fé e ratificar a tua espiritualidade...

Muitos "mimos" nesses 10 anos né ?  Um filminho passando pela cabeça (a minha)...Neste 18 de março de 2012 meu presente não vai embrulhado, porque não achei uma caixa térmica apropriada para mantê-lo em segurança até chegar ao Rio...hum rum ! Vai uma foto dele (abaixo) então...

Besos cariño ! Feliz Aniversário! Saúde, alegrias, humildade e serenidade acima de tudo e, muito, mas muito, AMOR ! N.e.o.q.e.a.v.m.c.c.d...

quinta-feira, 15 de março de 2012

Colar de pérolas...


Todas as vezes que nos deparamos com alguém que nos chama a atenção pelas suas virtudes, capacidade ou inteligência, é inevitável questionar de onde vêm tais capacidades. Há quem imagine serem apenas dons, presentes de Deus para alguns que nascem ungidos, abençoados dessa maneira especial...

Se o coração é generoso alegam ser essa virtude presente dos céus. Se a competência é intelectual afirmam ser presente da Divindade. Esquecem-se tais pessoas de que essa situação não é coerente com a bondade e justiça de Deus, que estaria preferindo a uns e preterindo outros...

Há quem busque explicações na ciência. Imaginam que as capacidades morais ou intelectuais são frutos da genética, de uma combinação favorável do DNA. Um fruto do acaso. Esses julgam que a vida é obra de fatores aleatórios, como um jogo matemático, onde a probabilidade fosse a condutora de valiosos fatores. No entanto, todos os nossos dons, virtudes e capacidades são frutos do esforço de cada um de nós.

Ao caminharmos pelas estradas da vida, nas mais variadas expressões físicas, nascendo ora aqui, ora acolá, experienciando diversas oportunidades e desafios, vamos colhendo nossas experiências. Dessa forma, talentos, virtudes, inteligência não são obra do acaso genético, nem tampouco presente Divino.

Cada um de nós cultivou aquilo que palpita em nossa intimidade...

Assim, cada uma das capacidades que hoje surgem em nossa mente e em nosso coração, são a resultante dos esforços pessoais realizados em algum momento. Vamos, ao longo da jornada de Espíritos imortais, que somos todos nós, cultivando os valores de Deus, que jazem latentes em nossa intimidade. É esse caminhar, a perseverança e o esforço pessoal que vão nos permitindo colecionar tesouros para a alma.

Tal qual um cultivador de pérolas, vamos montando nosso colar, fiando aos poucos as virtudes que desenvolvemos. Por isso nossas virtudes serão umas mais brilhantes, outras com uma coloração diferente, algumas com uma geometria particular. Cada uma, porém, com seu brilho próprio. Como pérolas em harmonioso colar, vão sendo acrescidas aos poucos, adornando nossa alma com seu brilho.

Dessa forma, poderemos ter todas as virtudes e valores que queremos, todas as capacidades e competências que desejamos. Basta o esforço individual, o investimento no coração e na mente.

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Cientes dessas verdades, prossigamos, abrindo mão das paixões e desejos que não nos enriquecem. Abramos espaço em nossa intimidade para que nos ornemos das mais belas pérolas que a Divindade nos oportuniza...Hum rum ! Um abençoado fim de dia para todos.

(Momento Espirita)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulheres...


No mundo existem diversos tipos de mulheres. Existem as que curam com a força do seu amor e as que aliviam dores com a sua compaixão. Foram exemplos Irmã Dulce, na Bahia e Madre Tereza, na Índia. Existem mulheres que cantam o que a gente sente e as que escrevem o que a gente sente. Há muitas mulheres glamourosas, como o foi Lady Di e mulheres maravilhosas que deixam lições eternas, como Eunice Weaver e Madame Curie. Existem mulheres que fazem rir, e mulheres talentosas no Teatro, nas telas dos cinemas, nos palcos do Mundo.

Entre tantos tipos de mulheres existem as que não são  conhecidas ou famosas. Mulheres que deixam para trás tudo o que têm, em busca de uma vida nova. Lembramos das nossas nordestinas e sua luta constante contra a adversidade, para que os filhos sobrevivam...

Mulheres que todos os dias se encontram diante de um novo começo, que sofrem diante das injustiças das guerras e das perdas inexplicáveis, como a de um filho amado, pela tola disputa de um pedaço de terra, um território, um comando. Mães amorosas que, mesmo sem terem pão, dão calor e oferecem os seios secos aos filhos famintos. Mulheres que se submetem a duras regras para viver.

Mulheres que se perguntam todos os dias, ante a violência de que são vítimas, qual será o seu destino, o seu amanhã. Mulheres que trazem escritos nos sulcos da face, todos os dias de sua vida, em multiplicadas cicatrizes do tempo...

Todas são mulheres especiais. Todas, mulheres tão bonitas quanto qualquer estrela, porque lutam todos os dias para fazer do mundo um lugar melhor para se viver. Entre essas, as que pegam dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar. E quando chegam em casa, encontram um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.

Mulheres que vão de madrugada para a fila a fim de garantir a matrícula do filho na escola. Mulheres empresárias que administram dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana. Mulheres que voltam do supermercado segurando várias sacolas, depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento. Mulheres que levam e buscam os filhos na escola, levam os filhos para a cama, contam histórias, dão beijos e apagam a luz.

Mulheres que lecionam em troca de um pequeno salário, que fazem serviço voluntário, que colhem uvas, que operam pacientes, que lavam a roupa, servem a mesa, cozinham o feijão e trabalham atrás de um balcão. Mulheres que criam filhos, sozinhas, que dão expediente de oito horas e ainda têm disposição para brincar com os pequenos e verificar se fizeram as lições da escola, antes de colocá-los na cama.

Mulheres que arrumam os armários, colocam flores nos vasos, fecham a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantêm a geladeira cheia. Mulheres que sabem onde está cada coisa, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para dor de cotovelo do adolescente.

Podem se chamar Bruna, Carla, Teresa ou Maria. O nome não importa. O que importa é o adjetivo: Mulher...
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A tarefa da mulher é sempre a missão do amor, estendendo-se ao infinito. Tal tarefa pode ser executada no ninho doméstico, entre as paredes do lar, na empresa, na universidade, no envolvimento das ciências ou das artes.

Onde quer que se encontre a mulher, ali se deverá encontrar o amor, um raio de luz, uma pétala de flor, um aconchego, um verso, uma canção...Hum rum...

Para minhas manas, amigas e, AMORES...Um beijo carinhoso em SEU DIA...

(Momento Espirita)

terça-feira, 6 de março de 2012

Pariquera-Açú em festa novamente...

Boa noite pessoas ! Um ano depois e, novamente, estou aqui para homenagear uma pessoinha muito especial em minha vida : minha querida amiga Ivoneide, a Neidinha para os mais chegados. Lugar comum dizermos que existem pessoas que possuem a capacidade de transformar a amizade em algo tão "especial". Neidinha certamente é uma dessas pessoas. Cativa a todos com seu sorriso e seu carinho, nada negando quando lhe seja solicitado um auxilio, uma palavra de conforto, um ombro amigo...

Por isso, Neide, neste que é o dia em que comemoras o teu retorno ao nosso convívio, quero te agradecer profundamente por todos os momentos de alegria e carinho vividos nos anos passados, quer seja de forma virtual (o iniciar de tudo né ?), quer seja pelos maravilhosos dias que compartilhamos nas suas vindas para minha amada Curitiba e, ainda, pelos momentos presentes e futuros, por certo, que ainda viveremos...hum rum !

FELIZ ANIVERSÁRIO amiga..Deus te abençoe e mantenha no caminho do BEM, com saúde e alegrias, serenidade e humildade (acima de tudo), muita luz e muita Paz ! Beijos carinhosos !

sexta-feira, 2 de março de 2012

Não nos permitamos...

Refletindo sobre nossos companheiros de jornada, é provável que, em alguns momentos da vida, nos deparemos com uma angustiante questão. Olhamos para nossos pais, cônjuge, filhos ou amigos e nos perguntamos: Quando foi a última vez que recebi ou que lhes ofertei um abraço? O toque, seja através do afago, do beijo ou do abraço expressa nossos sentimentos, enche a vida de ternura e aquece a alma de quem o oferece e de quem o recebe.

As manifestações sinceras de afeto fazem as pessoas se sentirem amadas e queridas pois demonstram o amor que as envolve. Ter a liberdade de falar sobre os sentimentos e expressá-los, com equilíbrio e sensatez, também mantém apertados os laços que nos unem às pessoas com as quais nos relacionamos. 

Ao constatarmos a distância estabelecida sutilmente entre os afetos, uma grande tristeza nos invade. É o momento em que  nos questionamos: Quando e como começou a ser estabelecida essa distância? Como pudemos permitir que chegasse a esse ponto? Quem foram os responsáveis? E agora? Como fazer para construir novamente essa ponte de ligação com as pessoas amadas?

Olhamos para trás buscando as respostas, na tentativa de começar a construir um caminho diferente, uma nova aproximação. Muitas vezes, essas respostas não serão facilmente encontradas pois, por mais que busquemos nos arquivos de nossa memória, será difícil identificar o registro de quando foi que tudo começou.

Essa análise do passado é importante, pois descobrindo onde erramos, podemos, a partir dessa constatação, agir de outra forma. Verificamos então, que talvez tenhamos nos permitido adotar algumas atitudes que podem ter nos distanciado lenta e gradativamente dos seres amados. 

Foi o Bom dia deixado de lado pela pressa de começar logo as atividades de mais uma jornada de trabalho; o Boa noite esquecido, vencido pelo cansaço. Os sentimentos ocultados pela quietude diária, onde cada um se envolve apenas com suas próprias questões pessoais. A falta de compreensão e de companheirismo, o egoísmo, as mentiras sutis, as mágoas acumuladas e os pequenos desentendimentos.

Essas atitudes são como gotas pequeninas que, com o tempo, se transformam em imensos oceanos. E quando nos damos conta, não mais sabemos atravessar esse espaço e tocar alguém que tanto estimamos.

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Não deixemos que isso aconteça pois transpor essa distância que construímos é uma difícil tarefa. Não nos permitamos deixar de dar o sorriso de boas vindas, o abraço de despedida, o afago de boa noite e de bom dia. Esse esquecimento pode significar o início dessa barreira invisível que se forma entre as pessoas.

Falar sobre os sentimentos, perguntar com interesse como vai o outro, escutar, importar-se, perceber o que incomoda, vibrar com o que felicita, dividir as angústias e as alegrias, faz muita diferença. Lembremos que todas as manifestações sinceras de carinho e amor são vibrações que envolvem o próximo, aquecem as almas, alegram e embelezam a vida.

Hum rum...tenhamos todos um abençoado fim de dia, e um final de semana sereno e FELIZ !

(Momento Espirita)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Amor que não acaba...

Até que ponto vai a capacidade de amar do ser humano? Quanto tempo dura o amor? Um poeta da música disse, certa vez, que o amor é eterno enquanto dure. E todos os desiludidos, os traídos e abandonados têm impressões muito próprias a respeito do amor, onde a tônica principal é de que amor eterno não existe.

Contradizendo tudo isso, alguns fatos, que a mídia televisiva ou impressa nos traz, afirmam que o amor verdadeiro é uma sinfonia inigualável. Foi com esse sentimento que Chris Medina, um rapaz de vinte e sete anos, se apresentou em um programa de talentos, cantando uma música de sua autoria. Os versos diziam mais ou menos assim:

Onde quer que você esteja, estou perto. Em qualquer lugar que você vá, eu estarei lá.
Toda vez que sussurrar meu nome, você verá como mantenho cada promessa. Que tipo de cara eu seria se fosse embora, quando você mais precisasse de mim?
O que são palavras se você realmente não acredita nelas quando as diz? Se são apenas para os bons momentos, então elas nada são.
Quando há amor, se diz em voz alta e as palavras não vão embora. Elas vivem mesmo quando partimos.
Eu sei que um anjo foi enviado apenas para mim. Sei que devo estar onde estou. E vou permanecer ao seu lado esta noite.
Nunca partiria quando você mais precisa de mim.
Vou manter meu anjo perto para sempre.

Ele não conseguiu vencer todas as etapas do concurso, sendo eliminado, em determinada fase, mas sua história levou às lágrimas os jurados e o público presente. Porque a sua composição retrata exatamente o seu drama e sua decisão pessoal. É uma verdadeira declaração de amor. Ele estava noivo e há dois anos pediu em casamento Juliana Ramos. A jovem bela, entusiasta. Formavam um casal primoroso.

Dois meses antes do casamento, no dia dois de outubro de 2009, o carro de Juliana foi atingido por um caminhão. Ela quase não sobreviveu. Uma grave fratura no crânio desfigurou seu rosto e a transformou em uma mulher com muitas limitações físicas. Foi-se a beleza, a agilidade, o sorriso fácil, as caminhadas, a dança, a alegria de todas as horas. Ele permaneceu ao lado dela. Leva-a consigo para onde vá. E faz shows para arrecadar fundos para o tratamento de que ela necessita.

E isso ele externaliza cantando e agindo...

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Quando se ama a beleza e ela se vai, o amor acaba. Quando se amam as formas perfeitas, a plástica, as linhas harmônicas do corpo e tudo isso se vai, o amor também se esvai. Quando se amam aparências e outra realidade se apresenta, o amor acaba. Quando se ama a transitoriedade, o amor fenece quando as situações se alteram.

Mas, quando se ama a essência, nada diminui o sentimento. Esse amor é companheiro, solidário, se esmera para que o outro se sinta bem, seja feliz. A sua é a preocupação de fazer a felicidade do outro. Amor assim se perpetua no tempo, independente da soma dos anos, da multiplicação das rugas ou da diminuição da agilidade.

É o amor que sabe envelhecer junto e quanto mais passa o tempo, mais se solidifica.

(Momento Espirita)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Que significa a Vida ?


Certa feita, um jovem aprendiz, sedento das coisas da vida e de seus mistérios, dirigiu-se ao velho sábio da aldeia, interpelando-o:
- Mestre, o que significa a vida?

A pergunta, aparentemente simples, fez com que o ancião refletisse profundamente em torno das longas décadas que caminhara pela existência.
- A vida, meu filho, é apenas uma escola. - Respondeu, calando-se em seguida.

Pela resposta inusitada e breve, o jovem esperou algo mais e, como o silêncio se fizesse longo, não resistiu e tornou a questionar:
- Mestre, como pode a vida ser uma escola, se tantos morrem analfabetos, se outros não têm oportunidade de frequentar uma sala de aula e muitos nem sequer entendem a importância do estudo?

- No entanto, redarguiu o velho mestre, não há quem passe pela vida sem ter a oportunidade de valiosas lições. É verdade que muitos se veem analfabetos ao longo da existência ou pouca oportunidade de estudo se lhes apresenta. Porém, as lições da vida não são somente para o cérebro. Muitas delas e, talvez, as mais importantes, são para o coração.

- Quando conseguimos calar perante a ignorância alheia é a lição da humildade e paciência que a vida nos oferece. Quando nos tornamos solidários, temos compaixão, auxiliando alguém em dificuldade, é a lição do amor fraterno que a vida nos oportuniza.

- E quando as dores da alma nos chegam, como a rasgar nossas entranhas, parecendo nos dilacerar e aguardamos e esperamos, é a lição da fé e resignação que a vida nos apresenta. Assim meu filho, ninguém pode passar pela existência alegando que não teve oportunidades excelentes de aprendizado.

- O que pode ocorrer é que muitos de nós somos alunos ainda muito indisciplinados e rebeldes para essa escola abençoada. Mergulhados nas ilusões de que o mundo é apenas um parque de diversões, no qual se deve usufruir de todos os prazeres fugidios que ele nos ofereça, poucos nos damos conta das importantes lições da vida.

- Devemos encarar cada dia que se inicia como nova oportunidade de aprender coisas para a mente, mas também para o coração. Afinal, dia virá em que seremos convidados a nos apartar do corpo que nos serve, nesta existência, e seguiremos apenas com aquilo que conseguirmos carregar, na mente e no coração.

Por isso podemos dizer que o hoje é a oportunidade para a construção de dias futuros felizes, ou um amanhã de tristezas, quando aportarmos do outro lado da vida. Tudo dependerá do aproveitamento das lições. E do que guardarmos em nossa intimidade.

- Assim, meu filho, podemos dizer que o céu ou o inferno, a felicidade ou a desdita depois desta vida estão somente em nossas mãos, em bem ou mal aproveitarmos as lições desta escola.

Finalizando sua explicação, o velho ancião afastou-se, dando oportunidade para o jovem ficar a sós, repassando na mente as profundas reflexões do mestre sábio...

(Momento Espirita)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Rio esteve (e ainda está) em festa...

Boa noite pessoas ! Ontem, não consegui postar...hum rum. Mas não deixaria passar em branco data tão especial para mim. Foi o dia do aniversário de Dona Neyde, mãe de Moniquinha. Contou-me ela (Mônica) hoje, que foi uma festança quelá pras bandas de Madureira. Justíssima homenagem a essa Mulher maravilhosa, dona de um sorriso capaz de desarmar qualquer desafeto e, acima de tudo, legítima proprietária, meurmão, de uma gargalhada que ainda "escuto" sempre que me recordo dos bons momentos passados no seio de sua familia. 70 anos de muita luta e muita coragem, de muita fé  e muita bondade. Parabéns Dona Neyde...

Deus a abençoe, mantendo-a sempre no caminho do BEM, com muita saúde e alegrias, serenidade e humildade, amor...e LUZ ! Um beijo carinhoso e saudoso do meu, para o seu, coração !

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ser transparente...

Às vezes, nos perguntamos por que é tão difícil ser transparente. Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero e não enganar os outros. No entanto, é muito mais do que isso. É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sentimos. É desnudar a alma, deixar cair as máscaras e baixar as armas. É destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche e transborde.

Infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana. Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam da profundeza do nosso ser. Preferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que não sabemos todas as respostas, que somos frágeis, que temos medo.

Por mais doloroso que seja construir uma máscara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e de Deus, preferimos manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção. E vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que não condizem com o nosso verdadeiro eu. Não porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso.

Com o passar dos anos, um vazio escuro nos faz perceber que já não sabemos oferecer e nem pedir aos que nos cercam o que de mais precioso temos a compartilhar: a doçura, a compaixão e a compreensão. Muitas vezes sofremos e nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos sozinhos, num silêncio que nos remete à saudade de nós mesmos. Saudade daquilo que pulsa e grita dentro de nós e que não temos coragem de mostrar àqueles que nos querem bem e que nos amam.

Aprendemos que nos mostrar com transparência é sinal de fraqueza, é ser menos do que o outro. Na verdade, se agíssemos deixando que a nossa razão ouvisse o nosso coração, poderíamos evitar muita dor...hum rum !

Tenhamos todos um abençoado fim de dia e uma sexta-feira serena e FELIZ !

(Momento Espírita)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Curitiba e Pariquera-Açú em festa...

Hoje niver de Elâine (Nana)...hum rum...a bonitona da foto, filha de minha querida amiga Neide. O que te desejo, Nana,  de coração, é que DEUS siga lhe abençoando e mantendo no caminho do BEM, com esta mesma alegria que lhe é peculiar, com bastante saúde e paz, com muito Amor e muita humildade, trilhando devagarinho sua trilha ao alcance do sucesso pessoal e profissional, porque tu mereces.

Um beijo carinhoso Nana ! FELIZ NIVERRRRRRRRRRRRRRRRRRR !

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Flor de estufa...

É natural o desejo de viver em paz e ser feliz. Todos almejam levar a vida sem maiores percalços e desafios. Entretanto, a realidade é bem diversa. Qualquer que seja o contexto econômico ou social em que a criatura se apresente, ela enfrenta alguns problemas. Esse fenômeno precisa ser entendido em sua justa configuração. O instinto de conservação, inerente aos seres vivos, indica-lhes que devem buscar preservar-se ao máximo.

Trata-se de um recurso providencial, para que bem aproveitem a experiência terrena. Caso não se cuidem como podem e devem, correm o risco de perecer antes do tempo. Com isso, deixam de aprender a lição do momento em sua integralidade. Ocorre que o aprendizado e o aprimoramento são a finalidade do existir. O Espírito não renasce para se recrear, mas para se melhorar.

Assim, a condição de flor de estufa não lhe assenta...

Se fosse para permanecer em doce repouso, não necessitaria de um corpo físico. As injunções materiais tornam necessárias certas atividades que viabilizam o progresso. Porque precisa se manter, o homem disciplina-se a trabalhar. Como os postos de trabalho são disputados, ele se habitua a estudar e a se aperfeiçoar constantemente. Para se manter no emprego, precisa respeitar inúmeras regras. Com isso, gradualmente incorpora em seu ser diversas virtudes.

Disciplina, polidez, humildade e todos os valores e talentos humanos não são presentes, mas conquistas...Em sentido geral, as exigências ordinariamente se apresentam. Algumas crises sempre precisam ser vividas e superadas. Nesse contexto de desenvolvimento amplo e constante, dificuldades não são tragédias. Elas representam uma lição preciosa...

Todo Espírito possui um destino glorioso. Nele dormem os princípios das virtudes angélicas. Constitui uma tola ingenuidade achar que se transitará pela vida ao abrigo de preocupações. Os problemas que surgem não são injustiças e nem perseguições. Seu sereno enfrentamento, em contexto de dignidade, é o próprio objetivo da existência.

O homem não pode ser uma flor de estufa, delicada e de pouco perfume...

Seu destino é se assemelhar a uma árvore frondosa, de madeira perfumada, cheia de frutos e flores. Integralmente útil, qualquer que seja o contexto. Na pobreza, pleno de dignidade e com muito amor ao trabalho. Na abastança, modesto e disposto a partilhar e a se fazer instrumento do progresso.

Assim, não se ressinta dos desafios que se apresentam em sua vida. Entenda-os como testes cuja solução exige apenas disciplina e serenidade...hum rum ! Tenhamos todos um abençoado fim de dia e um amanhecer RADIANTE !

(Momento Espírita- 20.06.2011)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sou o que somos...

Todos temos sempre algo mais a aprender. Não somos pessoas acabadas às quais nada mais possa ser acrescentado. É por isso que os que temos ouvidos de ouvir e olhos de ver nos encantamos com as pérolas que descobrimos em toda parte. Quando menos se espera, eis uma preciosidade a se apresentar.

Não foi diferente com um antropólogo que foi à África com o objetivo de estudar usos e costumes tribais. Concluída sua tarefa, aguardava o transporte que o conduziria ao aeroporto, de retorno ao lar. Observando as crianças que brincavam, resolveu propor uma brincadeira-desafio. Adquiriu doces variados e os colocou em um cesto, com um belo laço de fita, debaixo de uma árvore. Aí, chamou as crianças e lhes disse que quando ele gritasse a palavra: Já!, elas deveriam correr até o cesto. O vencedor ganharia todas as guloseimas que ele continha...

As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse Já!, elas se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes. O antropólogo foi ao encontro delas e lhes perguntou por que tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces. Elas simplesmente responderam: Ubuntu, tio. Como uma de nós  poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?
*   *   *
Ubuntu é uma antiga palavra africana, cujo significado é humanidade para todos. Ubuntu também quer dizer sou o que sou devido ao que todos nós somos.

Que bela filosofia! Totalmente acorde ao amor ao próximo como a si mesmo, ensinado por Jesus. Como posso ser feliz tendo tanto se meu irmão padece fome e frio? Como posso ser feliz enquanto meu irmão padece por falta de medicamentos? Por que devo desejar tudo para mim e não deixar nada para meu irmão?

Verifiquemos como, em tantas oportunidades, nós mesmos, na qualidade de pais, incentivamos nossos filhos a apanharem tudo que podem para si. Basta que recordemos das festinhas, onde são distribuídos brindes e guloseimas. Alguns pais chegam a entrar na brincadeira para conseguir algo mais para os seus filhos. Estamos incentivando o egoísmo em detrimento do amor ao próximo, do partilhar, do ficar feliz repartindo com o outro.

Isso é um grande promotor do tudo para mim, sem me importar com o semelhante...

Pensemos nisso e principiemos a vivenciar mais o partilhar, o dividir, ensinando, ao demais, nossos filhos, desde pequeninos, a assim proceder. Recordemos que todos ansiamos por um mundo melhor, mais justo. Façamos a nossa parte, desde o hoje...hum rum !

(Momento Espirita, a partir de fato narrado pela jornalista Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Florianópolis, SC, no ano de 2006)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Pessoas e potes de geléia..


Transformamos as pessoas em potes de geléia. Sim, toda vez que julgamos precipitadamente, que criamos rótulos, estamos comparando as pessoas a objetos. Objetos podem, muitas vezes, ser facilmente explicados, descritos, compreendidos. Basta um desenho, um esquema, ou algumas palavras e está tudo resolvido. Ficaram famosos os jogos de mímica, nos quais os oponentes precisam adivinhar uma palavra, uma frase, através da compreensão dos gestos do outro.

O problema está quando desejamos usar esta nossa habilidade de descrever rapidamente alguma coisa, no convívio com as pessoas. Pessoas são Espíritos, almas complexas, de realidades múltiplas e possibilidades infinitas. Avaliá-las com superficialidade é desrespeitá-las em sua essência divina.

O grande escritor russo Léon Tolstoi, afirma que um dos nossos preconceitos mais comuns e disseminados, é o de que cada pessoa tem uma característica fixa. Segundo ele, tal preconceito faz com que existam apenas pessoas boas ou pessoas más; pessoas inteligentes ou pessoas estúpidas; pessoas frias ou pessoas quentes.

Aí começam os rótulos...

Muitas vezes, com o objetivo de simplificar, nós empobrecemos e menosprezamos as pessoas. Até nossos hábitos de linguagem precisam ser revistos, pois muitos deles já nos acostumam ao rótulo fácil. Você lembra de Fulano de tal?Não, não lembro. – responde o outro. Aquele magrinho com nariz pontudo, lembra? Ah, sim, claro, agora lembrei!

Pois aí está o embrião do vício dos rótulos...

Pode ser uma observação sem maldade, que apenas ajude a lembrar mais facilmente das pessoas, mas, por vezes, já desenvolve em nós esta prática desagradável. Mais um pouco e estamos no nível de observações como: Beltrano é falso mesmo. Cuidado com o que ele diz! Obviamente que podemos identificar as dificuldades das pessoas. É algo comum da vida de relacionamento. Mas, avaliar toda uma personalidade, todo o universo de um Espírito encarnado, e resumi-lo em uma frase, em um rótulo, é pequeno e simplista demais. Além de ser desrespeitoso...

Aplicando um rótulo a alguém, principalmente os negativos, estamos dizendo que ninguém é capaz de mudar, de crescer. Estamos dizendo que a pessoa é assim e pronto. Chegamos a aplicar rótulos a nós mesmos, por vezes. Colamos na testa um adesivo dizendo: Sou teimoso. Não pense em vencer qualquer discussão comigo. É uma auto-rotulagem, uma expressão de acomodação perante uma imperfeição, da qual, muitas vezes chegamos a nos orgulhar. Até mesmo os rótulos positivos são preocupantes.

Quando, por exemplo, aquele amigo que carregava em sua fronte o rótulo de bonzinho, faz conosco algo que mostra uma característica oposta a essa, vem a decepção. - Nunca esperava isso dele ou dela... – expressão típica de quem não conhece o outro em profundidade, e que preferiu ficar na superficialidade da rotulagem.

Todos ainda somos almas sendo automoldadas a todo instante...

Nem temos imperfeições fixas, eternas, que ficarão para sempre conosco, nem virtudes em grau de excelência, que não nos permitam o equívoco em situação alguma. Lembremos: rótulos são para potes de geléia, e não para pessoas.

( Momento Espírita - citação de Léon Tolstoi, extraída do livro Pensamentos para uma vida feliz..)
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