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"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante..." (Caio F. Abreu)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

E nem rádio havia...

A porta do bar se abriu e ele entrou muito sério. Quem não o conhecesse diria que era um carrancudo. Era não. Aquilo tudo era timidez. Ela o conhecia como ninguém. Viera ali somente para que ela o visse. Conhecia os seus hábitos.

Então ela agiu como se estivesse muito a vontade, e que não o tinha visto. Conversou com outros rapazes, sacudiu várias vezes o cabelo, sorriu. Sabia, como Deus sabe as estrelas, que ele ainda era louco por ela. Apesar da briga. Tocaram uma musica e a noite passou.

Tanta coisa aconteceu depois...
 
E quando velha, ouviu novamente a canção, sentiu-se mal. O coração disparou. Pensou em chorar. Trouxeram depressa um pouco de água com açúcar, mas ela pediu apenas que desligassem o rádio. E nem havia rádio...

(Luiz Manoel Siqueira - Manual de uso de gravatas - Boteco do Tulípio)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Aos meus amigos de Portugal...

 Quando ainda era "mocinho", estudei muito sobre os grandes poetas Portugueses, e os li...Sempre tive algumas preferências e, uma delas, sem dúvida era ANTERO DE QUENTAL, nascido na Ilha de São Miguel/Açores. Mudou-se jovem para Coimbra onde chegaria a fundar a Sociedade do Raio, com pretensões de mudar o País através de sua literatura. Posteriormente foi para Lisboa, onde formou o "Cenáculo", de que fizeram parte Eça de Queirós e Guerra Junqueiro...desencarnou jovem, aos 49 anos de idade, deixando uma vasta obra poética, da qual destaco NIRVANA, em homenagem aos meus novos amigos de Portugal que muito me envaidecem com suas visitas e comentários aqui...Um abraço fraterno à todos...

Para além do Universo luminoso,
Cheio de formas, de rumor, de lida,
De forças, de desejos e de vida,
Abre-se como um vácuo tenebroso.

A onda desse mar tumultuoso
Vem ali expirar, esmaecida...
Numa imobilidade indefinida
termina ali o ser, inerte, ocioso...

E quando o pensamento, assim absorto,
emerge a custo desse mundo morto
E torna a olhar as coisas naturais,

À bela luz da vida, ampla, infinita,
Só vê com tédio, em tudo quanto fita,
A ilusão e o vazio universais.

Podemos contar com nossos amores...

 Ao mesmo tempo que estamos cercados de desafios e de lutas, estamos amparados pelo amor das Leis Divinas. Nunca estamos abandonados, embora muitas vezes achemos que nossa luta é solitária. Podemos contar com o porto seguro da família, das relações saudáveis da amizade, e com a confiança de que tudo acabará bem.

Procuremos sintonizar sempre com os planos espirituais mais elevados, através dos pensamentos positivos e da oração sincera, para que mais facilmente possamos receber o auxílio necessário. Observemos a vida ao nosso redor, e não nos permitamos fechar nas cavernas solitárias da aflição, da ansiedade, e do autoterrorismo.

As tantas lutas valerão a pena. Tenhamos certeza plena disso. E, se muitos acham que a vida é feita de incertezas, e se desesperam com facilidade, aqui vai mais uma certeza reconfortante: a de que podemos contar sempre com nossos amores.

(Momento Espírita)

Cinquentões...

– Não, não se fazem mais velhos como antigamente.
– É verdade. Não se fazem.
– Veja você. Você está com 54. Lembra quando você era jovem, 54 era um velhinho, não era?
– Avô, avô...
– Então. E as mulheres de 54?
– Bisavós, bisavós...
– Não exagera. Avós, também. Aliás, mulher de 40 já tava velhinha. Todas de preto. Iam à igreja. A mãe da gente tinha 40, né? Era uma santa, né? Imagina se fazia os que as de 40 fazem hoje...
– Onde é que você quer chegar?
– É que a nossa geração mudou tudo. Mudou até a velhice. A gente é de uma turma que rompeu com tudo. Esse negócio de Beatles, Rolling Stone, pílula, tropicalismo, isso fez mudar tudo.
– Prossiga.
– É que a gente mudou os velhos que a gente ia ser. Veja a sua roupa. Você está vestido igual a um cara de 20, 30 anos. Você não está de terno e gravata como os cinqüentões de antigamente.
– Você está é justificando a nossa velhice.
– Que velhice, cara! Você hoje faz tudo que um cara de 20 faz.
– Mais ou menos, mais ou menos.
– A nível comportamental...
– A nível, cara?
– Desculpa, mas comportalmente falando, ficou tudo igual. O cara de hoje, com 50, não se comporta mais como um cara de 50 dos anos 50. Nivelou, entendeu?
– Explica melhor.
– As meninas também. As nossas amigas de 40, por exemplo.
– Melhor não citar nomes.
– É que hoje elas fazem coisas que a gente não poderia imaginar que a mãe da gente fizesse com a idade delas. Estão todas aí, inteiraças. Liberadas, está entendendo? Mandando ver. E nós também. Fora que tem o Viagra que – dizem, dizem – vai segurar mais pra frente.
– Você já usou?
– O quê?
– Viagra.
– O que é isso cara? Ouvi falar, ouvi falar. Mesmo porque não se conhece ninguém no mundo que assuma que já tomou. Parece que existe um acordo lá entre eles. Ninguém conta. É de lei. Mas não desvia o assunto. Eu não estou falando no desempenho sexual. Estou falando de cabeça. Nivelou tudo. E, pra sorte nossa, nivelou por baixo. Veja a roupa do seu filho. Igual à sua. Antigamente um cara de 23 se vestia completamente diferente de um cara de 53. Ou você alguma vez viu o seu pai de tênis? (nem de pênis) Acho que até para jogar tênis ele devia jogar de sapato.
– Se a gente então não está velho, vai ficar velho quando?
– Pois é aí que eu quero chegar. Não existe mais a velhice. Nos anos 60 a gente fez tanta zorra que, sem querer, garantimos o nosso futuro sem velhice. Pode escrever aí. Não existe mais velhice.
– Ficamos imortais?
– Quase. Antigamente o sujeito começava a morrer mais cedo. Ficava uns 10, 15 anos morrendo. Agora não, ela vai ficar até os 80, 90. Daí ele fica doente e morre logo. Acabou a agonia. Pensa bem: a gente está com 50. Temos mais uns 30 pela frente. Firmes. É isso, cara: não existe mais a velhice. E fomos nós que detonamos com ela.
– Mas tem o cabelo branco, as rugas, a barriguinha...
– Detalhes, cara, detalhes. O cabelo branco, a ruga e a barriguinha hoje em dia são encarados como charme. Mesmo porque os cabelos não ficam mais tão brancos como nos nossos pais. E as rugas também. Os velhos estão cada vez com menos rugas. E pra barriguinha estão aí as academias. Tem as fórmulas.
– E isso vale também para as mulheres, né?
– Principalmente. Eu estava falando nas nossas amigas de 40. Pega as de 50. Tudo com corpinho de 30. Cabeça de 20. Tão até melhores do que nós, cara.
– Peraí, a sua namorada não tem nem 30.
– E isso me preocupa. Tem cabeça de 50. De 50 das antigas. O que serve para a nossa geração, não serve para a nova geração. Resumindo: não existe velhice para a nossa geração. A gente batalhou isso. Agora essa nova geração que vem aí vai envelhecer. Se ela quiser continuar a ser como a gente, vai acabar sendo igual aos nossos pais, como diria o grande Belchior.
– Eu não estou entendendo aonde é que você quer chegar.
– Quero chegar nos 90. Me passa o uísque. Me passa o fumo. Me passa o Viagra. Me passa a saudade que eu tenho dos meus 20 anos. Me passa a vida a limpo. E mete os Beatles aí na radiovitrola. Help, please.
 
(Mario Prata - 06/09/2000 - O Estadão)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O dia de ontem...

Ontem eu tinha tudo para comemorar, mesmo que fosse comigo mesmo, dez anos de serena sobriedade...custo a crer que, dia após dia, construí esse número quase inimaginável para a grande maioria dos que deixaram a "bebida" (infelizmente...humpft). É um dado, da OMS (Organização Mundial da Saúde) : 20% da população mundial tem problemas com o alcoolismo. O, hoje falecido, Papa João Paulo II já havia dito que o mal do século XX foi o alcoolismo. De todas as pessoas em recuperação, em clínicas, fazendas, hospitais ou mesmo no lar, apenas 15% deverão permanecer em sobriedade, todas as demais terão "recaídas"...

Para tanto, objetivando manter esta "lucidez" mental e espiritual, é preciso se programar um dia de cada vez...um só, sem maiores vislumbres de futuro...pensar que "jamais" você poderá beber uma cervejinha, ou a sua caipirinha, pro resto da vida ??? Caráca...é muito gente...muito mesmo. Então o indivíduo recai, volta a beber, porque não se imagina mais sem a sua "companhia", sem o seu "amigo"...Mas, quando acordamos, e damos graças aos céus por estarmos VIVOS e olhamos para as próximas 24 horas, fica mais fácil...ah! se fica...é só um dia, um só...fiz isso nos últimos 3.651 dias...

Percebem que falei no início que eu tinha tudo para comemorar o 10 de Fevereiro ? Tinha...até ter uma grande decepção, uma coisa que me machucou muito pela forma como os fatos se desenrolaram, e me vi julgado sem direito a defesa...Mas daí, mesmo tendo que acordar muito cedo para trabalhar, fiquei navegando as minhas próprias páginas, lendo tudo que já postei...e percebi, em cada uma delas, gotas de amor e carinho, de amizade descompromissada e verdadeira...são bálsamos, dos quais não posso prescindir...

Pensei até em abandonar a blogosfera...porém, pensei melhor, fiquei aqui repassando os carinhos das minhas "meninas" e tanto(a)s outro(a)s amigos que venho angariando e concluí que não seria justo com eles, nem comigo mesmo. Porque preciso disso aqui, preciso contar minhas histórias verdadeiras, divulgar os textos maravilhosos que colho por aí, como fossem flores que vão perfumar minha alma para todo o sempre...Os anos correm ligeiro...como já disse (e dizia meu avô), o tempo é escasso de minuto em pouco...

Então para que perder meus preciosos minutos, das minhas 24 horas de sobriedade, para dar justificativas para o que não necessita de tal ? Há muito que se fazer ainda, em nome do BEM, para permitir que pequenas e já perdoadas situações de conflito venham enevoar o que precisa estar bem claro e visível...

Para tanto, nada melhor que a Oração da Serenidade neste fim de dia...
Concedei-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que eu não posso modificar...Coragem, para modificar aquelas que posso e, Sabedoria, para saber a diferença entre uma e outra...

Os sentimentos do outro...

Muitas vezes nosso olhar sobre o outro, sobre suas atividades e sentimentos, é extremamente superficial. O egoísmo em nós ainda cega para as necessidades do outro, e isso, num relacionamento a dois, é fator preponderante para o fracasso. Necessário que deixemos as cavernas de nossas preocupações pessoais para conhecer outras moradias, nos aproximando do outro.

Nesse caminho sempre seremos presenteados com o sol do dia, que nos fará enxergar a vida e o próximo de forma muito mais nítida.O que para um pode não ter importância ou significado, para o outro poderá ser fundamental. Considerar isso é um exercício necessário, que deve ser realizado com constância e interesse. A empatia é a sábia comandante dessa proposta elevada, que nos convida a perceber o outro e suas razões através de um novo ponto de vista, de uma nova perspectiva.

Ela nos ajuda a ser menos implacáveis nos julgamentos e condenações que fazemos. Ela nos ajuda a compreender e a desenvolver a compaixão, evitando que a raiva e a vingança tomem o leme de nossa existência. Ela nos faz entender que as ideias e sentimentos das outras pessoas são tão importantes quanto os nossos. Ela nos ajuda a amar o ser amado...

(Momento Espírita)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Laços de afeto...


Do poeta e escritor gaúcho Mário Quintana, encontramos uma preciosidade que fala sobre algo muito simples: um laço. Escreveu ele: 

Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... Uma fita... Dando voltas. Enrosca-se, mas não se embola. Vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço. E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço. Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido. 

E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço. Ah, então, é assim o amor, a amizade.Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita. Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade. E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços. E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então o amor e a amizade são isso...Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam. Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço...

Tem toda razão o poeta em sua analogia. Amor e amizade são sentimentos altruístas. Quem ama somente deseja o bem do ser amado. Por isso, não interfere em suas escolhas, em seus desejos. Sugere, opina, mas deixa livre o outro para a tomada das próprias decisões. Quem ama auxilia o amado a atingir seus objetivos. Nunca cobra o ofertado, nem exige nada em troca. Quem ama não aprisiona o amado, não o algema ao seu lado. Ama e deixa o amado livre para estender suas asas.

Assim crescem os dois, pois há espaços para ambos conquistarem. Na amizade, não se faz diferente o panorama. O verdadeiro amigo não deseja que o outro pense como ele próprio pois reconhece que os pensamentos são criações originais de cada um. Entende que o amigo é uma bênção que lhe cabe cultivar e o auxilia a realizar a sua felicidade sem cogitar da sua própria.

Sente-se feliz com o bem daquele a quem devota amizade. Entende que cada criatura humana é um ser inteligente em transformação e que, por vezes, poderão ocorrer mudanças na forma de pensar, de agir do outro. Mudanças que nem sempre estarão na mesma direção das suas próprias escolhas. O amigo enxerga defeitos no coração do outro, mas sabe amá-lo e entendê-lo mesmo assim. E, se ventos diversos se apresentam, criando distâncias entre ambos, jamais buscará desacreditar ou desmoralizar aquele amigo.

Tudo isso, porque a ventura real da amizade é o bem dos entes queridos. Um laço que ata... Um laço que se desata...Aqueles a quem oferecemos o coração, poderão se distanciar, buscar outros caminhos, atravessar outras fronteiras. Eles têm o direito de assim proceder, se o desejarem. De nossa parte, lembremos da leveza do laço e cuidemos para que não se transforme em nó, que prende e retém.

(Do Momento Espírita...para reflexão...)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

As estranhas pessoas grandes...

(...) As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que coleciona borboletas?" 

Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!" 

(Saint Exupéry - O Pequeno Príncipe)

Recadinho de Ju Pretinha...

Me enxergue com o coração, 
só assim você verá quem realmente sou...

E, se mesmo assim eu te decepcionar, 
me faça livre, pois te "sirvo" por Amor 
e não por obrigação...

(Juliana Oliveira - recado deixado em minha mesa em Ago/2008)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Duas músicas: uma lembrança, outra desejo...

Meu amigo Pessoa (aquele outro Fernando...) já dizia que o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que elas acontecem...Em outubro de 2008 era nisso que eu pensava, num quarto de hotel no Rio de Janeiro. Luzes de neon piscavam lá fora e, debruçado no parapeito do muro da varanda do quarto, repassava minha vida em busca de algumas respostas. O movimento na rua ainda era intenso (fim de dia para os cariocas), dezenas de ônibus e transeuntes e, eu ali divagando...Uma música me veio à cabeça, a mesma que um dia até tentei cantar junto com o Márcio, garçom do Hotel Regência, num almoço em São Lourenço : Um Sonhador, de Cesar Augusto e Piska, na voz de Leandro e Leonardo :
 
"...Eu não sei pra onde vou, pode até não dar em nada, minha vida segue o sol, no horizonte dessa estrada...Eu nem sei mesmo quem sou, nessa falta de carinho, por não ter um grande amor, aprendi a ser sozinho..."

Não que não tivesse um grande amor, e tenho, mas sim pela indefinição de meus rumos, o alcance de alguns objetivos...e estar ali, sozinho, pela primeira vez me fazia um enorme mal...Repassei os últimos anos de minha vida, muitos deles vividos sob a égide daquela que foi um divisor de águas na minha caminhada...Como naquele dia, hoje tento me perdoar pelas tantas vezes em que fui piegas, em que não soube aceitar que perdi horas, dias, meses, buscando interrogações onde tudo era óbvio e necessário. Tentando me perdoar por não ter vivido simplesmente aqueles momentos, com alegria e prazer, deixando de lado as tantas picuinhas e azedumes...

A música segue na cabeça..."e onde o vento me levar, vou abrir meu coração, pode ser que num caminho, num atalho ou num sorriso, aconteça uma paixão". Na verdade, cá dentro, do véio coração calejado pelas andanças, é outra letra que quero cantar : " vim tanta areia andei, da lua cheia (e abusada) eu sei, uma saudade imensa...vagando em verso eu vim, vestido de cetim (no meu caso azul e branco), na mão direita rosas (cor de chá)...vou levar ! Olha lua mansa se derramar, ao luar descansa o meu caminhar, seu olhar em festa se fez feliz, lembrando a seresta que um dia eu fiz...por onde for quero ser seu par...Hum rum...

Mágoas desnecessárias...

 Ninguém há no planeta que não se aborreça quando recebe do outro o que não gostaria de receber. No entanto, não podemos esquecer que ninguém também pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, não cause aborrecimentos e mágoas a outras pessoas, ainda que involuntariamente.

Desta forma, cabe a cada um de nós procurar resolver mal-entendidos, chateações e mágoas com os recursos disponíveis do diálogo, do entendimento, da desculpa e do perdão. Afinal, se outros nos magoam, de nossa parte também acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.

Assim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispensável o armazenamento de sentimentos como a mágoa ou a raiva no coração. Há tanto a se realizar de bom e de útil a cada dia, e o tempo está tão apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos mágoa na alma, qualquer que seja a intensidade.

(Momento Espírita...Livro Ações Corajosas para se viver em paz...)

Uma bronca, e uma reparação...

A mocinha da foto é Ju Oliveira, parceira e amiga desde os tempos de Exímia. É a mãe da MADU, que já teve duas fotos aqui publicadas (porque é linda de "viver" e filha de quem é). Estou montando ainda a página de Meus Afetos...são muitos (graças a Deus)...só que Ju ficou magoada por não constar ainda...e tem razão, claro...

Porque em alguns momentos difíceis de minha vida nos últimos anos, ela foi ombro e amparo, companhia e alegria, amizade e Amor...Porque era ela que, após as nossas reuniões de trabalho, deixava recadinhos "grudados" em minha mesa com palavras de ânimo e carinho (já comentei sobre isso no post "Existem anjos sim, e lindos, na Terra")...

Desculpa Ju...mas está feita a reparação ! Ah ! E continuo te amando da mesma forma, ou até mais...hehehehe ! Beijinhos em Madu e abraços para a rapaziada !

O elevador e Josiana, em um dia feliz...

Josiana, do http://vogaisvazias.blogspot.com, já é "figurinha carimbada" por aqui...hum rum...Hoje trago o seu texto intitulado ELEVADOR...Mas é só um tiquinho, o finzinho, porque para ler todo tem de ir lá, visitá-la...hehehe...Vale a pena, vale sim...hum rum ! Bjos Josi...e, olha, não exagero não..repito...

Na volta, sobem três pessoas comigo no elevador; duas paradas antes do quinto andar. Em qualquer outra noite me encolheria no canto e abaixaria os olhos para não sufocar com tanta gente encarando, querendo conversar sobre seu dia e contar causos do trabalho. Contaria os segundos da viagem até meu apartamento como se fossem horas, suando frio e precisando de um gole de água para a boca seca. Chega de gente, chega de máscaras e papo inúteis. Em qualquer outra noite. 

Hoje o dia foi mesmo bom e não me importo de sorrir mais um pouco. Sorrir para os três que presenciam minha subida de final de história feliz e que enfrentaram um dia que pode ter sido lindo ou turbulento. Hoje posso arreganhar os dentes, dizer "tudo bem" e perguntar "e você?" sem medo de a resposta ser longa. Manda ver, sou toda ouvidos. Dou uma piscadela discreta para a câmera e penso que o elevador está vendo. 

Se todos podem, também posso ter um dia diferente. Acho que foi o nada que me aconteceu. O coração vazio, desocupado, leve e brando. Não importa. O elevador vê, assim como eu, que se for para ser feliz por algumas horas, não vai adiantar seu espelho dizer que minha cara está deplorável. Ele vê e, penso, sorri para mim em resposta ao meu último sorriso do dia.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Amor é imortal...

 "... O amor não morre. Nós o deixamos murchar, apagar-se. É nosso desleixo, desatenção e preguiça que sufocam o amor. Mas basta regar com cuidado, sorrisos e carinho, para que ele reviva. Como planta ressequida, o amor bebe as palavras que lhe dirigimos e se reergue.

O amor não morre nunca. Mesmo que acreditemos que ele está morto e enterrado, que desapareceu, ele apenas aguarda que um gesto de amor o faça reviver. Experimente! Olhe para as pessoas de sua família, para o seu amor, e lembre-se das belas coisas que viveram. Não deixe que as más lembranças o contaminem. 

Focalize toda a sua atenção nos momentos mais felizes. Abrace, afague, sorria junto, diga o quanto os ama. E se, de repente, seu coração acelerar, seus olhos ficarem úmidos e uma indescritível sensação de felicidade tomar conta de você, não tenha dúvida: são os efeitos contagiantes e deliciosos do amor..."

(Momento Espírita)

Alguém...

Era uma vez um menino pobre 
que virou rima rica, em um caderno de poemas. 
Era um menino que morria de fome, mas era tão nobre.

Era arquiteto de casas sem teto, de cantos de rua. 
Era um menino tão solto que virou verso livre.
E seu lindo nome rimava com fome. Era pequeno...

Era um soneto sem dois tercetos e alguns centavos, 
que não davam nem para ser alguém...
(Maria Isabel S. Silva - 1ª CRE/RJ - Poesia na Escola - Profissionais da Educação - 1999)
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