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"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante..." (Caio F. Abreu)

sábado, 23 de abril de 2011

Resposta do Amor...(postagem 496)

Contam-nos os Evangelhos que, após a morte de Jesus, havia um ambiente de desânimo e expectativa entre os Apóstolos, na espera do cumprimento de Sua promessa de retorno, para comprovar a Imortalidade da alma e continuidade da vida. Depois da crucificação infame e injusta, a dor da perda se misturava ao aturdimento da situação prevista pelo próprio Jesus, porém, indesejada por todos os Seus. Alguns poucos estavam reunidos por Ele e em nome dEle. Apenas os onze mais próximos, Sua mãe, alguns amigos íntimos.

A atmosfera de profunda tristeza e melancolia que se fazia, desde o sepultamento, foi rompida bruscamente pela figura que adentrava à sala de maneira brusca e intensa. Vinha com a notícia que todos esperavam: o Messias havia retornado dos umbrais da morte. Ela mesma houvera tido um rápido colóquio com Ele. Suficiente, no entanto, para reconhecê-lO e enternecer-se novamente com a suavidade do Seu verbo.

Ao verem Maria de Magdala adentrar na casa com a notícia surpreendente, quase todos pensaram:  Por que o Mestre escolhera aparecer para ela? O seu passado de vendedora de ilusões, de meretriz, na cidade de Magdala, fazia-os refletirem: Por que o Mestre aparecera a ela para dar a notícia? A pergunta pairava no ar e parecia não haver uma resposta lógica. Contudo, se eles consultassem a memória, poderiam lembrar da própria fala de Jesus.

Poderiam se dar conta de que aquela mulher, buscando um novo entendimento e comportamento perante a vida, após seu encontro com Jesus, rompera com tudo e todos do seu passado. Começara uma nova vida. Após o diálogo com Jesus, foi capaz de se desfazer da casa rica em que morava, distribuir seus bens e segui-lO.

Também poderiam recordar de como ela demonstrara seu amor ao Mestre, lavando-Lhe os pés com suas lágrimas e secando-os com seus cabelos. E Jesus, percebendo-lhe a alma vibrar de maneira diferente, oferece uma das mais profundas lições, dizendo-lhe: Vai, mulher. E não tornes a pecar. Muito te foi perdoado porque muito amaste.

A frase nos reporta a profundos significados do amor. Diz-nos da capacidade do amor em sublimar todas as nossas dificuldades e erros. Jesus nos ensina que nenhum dos nossos delitos é imperdoável. Não há atitude nossa que não possa ser refeita ou comportamento que não possa ser reestruturado. E o caminho é um só: o Amor...

Ensina-nos Jesus que não devemos nos afogar em processos de autopunição, acreditando que não haja perdão para a falta que tenhamos cometido. Ensina-nos que não devemos nos martirizar pelo erro cometido porque sempre a vida nos oferece a oportunidade de amar. E o amor cobre a multidão dos delitos, permitindo ser reestruturada nossa intimidade. Jamais imaginemos que nosso erro seja tão grave ou nossa ação tão absurda que não possibilite acertos.

É claro que teremos que arcar com as consequências de nossas ações, porém, será sempre a nossa disponibilidade de aprender a amar que nos dará os caminhos para a felicidade e nos abrirá as portas dos céus.

A lição era tão importante que foi justamente a quem tanto se propôs a amar que Jesus escolheu para ser a emissária da Boa Nova do Seu retorno: a certeza de que Ele estaria sempre conosco...hum rum ! E está...

(Momento Espírita)

Caetano Veloso - Jorge de Capadócia

Salve JORGE ...

São Jorge nasceu na Capadócia no ano de 280. No final do século III, o cristão Jorge trocou a Capadócia, na Turquia, pela Palestina, vindo a ingressar no exército de Diocleciano. Jorge logo se destacou, sendo elevado a conde e depois a tribuno militar. Tudo ia bem, até que as perseguições aos seguidores de Cristo reiniciaram. O rapaz não quis negar sua fé, fazendo com que Diocleciano se sentisse traído. 

O imperador, então, condenou-o às mais terríveis torturas. E Jorge conseguiu vencer a todas elas. Suportando uma dor atrás da outra, o filho da Capadócia suportou as lanças dos soldados, permaneceu firme sob o peso de uma imensa pedra, obteve a cicatrização imediata das navalhadas que recebeu e resistiu ao calor de uma fornalha de cal. A cada vitória sobre as torturas, Jorge ia convertendo mais e mais soldados. 

O imperador, contrariado, chamou um mago para acabar com a força de Jorge. O Santo tomou duas poções e, mesmo assim, manteve-se firme e vivo. O feiticeiro juntou-se à lista dos convertidos, assim como a própria esposa do imperador. Estas duas últimas "traições" levaram Diocleciano a mandar degolar o ex-soldado em 23 de abril de 303. 

Conta-se ainda que o bravo militar matou um dragão para salvar a filha do rei de Selena e todos os habitantes desta cidade Líbia. Lenda ou realidade, o fato é que São Jorge nos lembra que todos nós temos algum desafio a vencer nesta vida, seja o nosso orgulho, o nosso egoísmo ou mesmo problemas que nos afetam no dia-a-dia. Como ele, devemos permanecer fortes e corajosos, independentes dos desafios que a vida nos traga. Assim, como Jorge, havemos de vencer...hum rum !

Salve Jorge !

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Devaneio de sexta-feira Santa ...


Boa noite pessoas ! Com esta, serão 493 postagens, restando 7 para completar minha meta de 500 até o dia 24 próximo, domingo, especial no seio de nossa família e para mim. Marca a data de meu retorno ao mundo carnal, em busca de aperfeiçoamento e aprendizado espirituais mas, creio, ainda voltarei muitas vezes para burilar meu caráter, para aprender a ser menos teimoso, a ser menos ranzinza, a ter mais fé, a ser mais solidário por vezes. É uma busca incessante (ou deveria ser) de todos nós que cá habitamos o plano físico.

Pena que muitos não aproveitam essas oportunidades de "retorno", assim como eu, para ouvir mais e falar menos. A ter mais esperança do que viver se lamuriando de tempos em tempos. A enxergar nos outros os defeitos que nós mesmos possuímos e os projetamos, como a um espelho. E brigamos com essa "imagem", esquecendo que ela nos pertence. Mas...

Viver esta presente encarnação tem tido seu lado bom. Pude angariar afetos pelo Brasil afora, e de muitos sinto tanta saudade que as vezes dói um bocadinho...hum rum ! Pude perceber e aprender que não é a presença física que faz a diferença em nossas relações e, sim, os pequenos gestos de carinho e amor que damos e recebemos e, que estes sim, fazem toda DIFERENÇA. Assim como os comentários deixados no post abaixo pelas meninas Cris, Marília, Márcinha e Elisabete. Não as conheço fisicamente, mas tenho por elas um carinho muito especial, um amor incondicional. Porque quando escrevem para nós (e para elas mesmas) deixam fluir palavras de amor e esperança e, todas, amam os seres humanos, acreditam neles, como eu...

Somos seres imperfeitos. E não poderia ser diferente. A perfeição é algo que buscamos lapidar a cada momento de nossas vidas nos meios social e profissional, além do pessoal é claro. Lutamos, lutamos, e nem sempre vencemos a batalha. Mas não há derrota nisso, não ! Ao contrário, travar uma luta é ter a coragem suficiente para não fugir da mesmice, da pasmaceira que se torna o cotidiano de alguém que não sonha, que não projeta para si e para o semelhante algo de bom lá na frente. Não gosto muito de pessoas que precisam "bradar" ao mundo suas angústias e frustrações, como forma de aliviar situações que elas mesmas criaram para si...

Já fiz isso, já incomodei muita gente por aí com atitudes covardes e pedantes. Precisei de "ouvidos" para meus lamentos, esquecendo-me que minhas orelhas estão muito mais próximas de minha boca do que as orelhas "alheias"...Humpft ! É verdade. 

Portanto, hoje não postarei a mensagem espiritual habitual. Desejo que cada um de meus leitores amigos faça uma reflexão somente, nesta Sexta-Feira SANTA. Olhem-se no espelho. Conversem consigo mesmos. Chorem se necessário (assim como o fiz agorinha após ler os referidos comentários). Lágrimas de felicidade, de amparo e atenção, por mimos tão singelos mas tão relevantes. De que vale o "ouro" sem a amizade ? De que vale a "mansão" sem a alegria ? De que valem os "títulos" sem a serenidade ? De que vale a VIDA sem o AMOR ?

Um abraço fraterno a todos e um beijo carinhoso, com muitos xerossssssssssssssssss nórdestinos para minhas "Meninas". Deus abençoe a nós todos !

Um carinho para minhas "Meninas"...

Quando retornei com este cantinho em Novembro do ano passado, vivia um momento muito delicado em minha vida. Aquele momento, por qual todos passamos, de introspecção, de reflexão. Exato momento em que analisamos tudo que fizemos até então, na longa caminhada terrena, e o que pretendemos para o futuro. Recordamos dos amigos que se distanciaram, dos entes queridos que "alçaram" outros vôos e estão em outro Plano, das nossas conquistas e fracassos pessoais e profissionais...enfim, um filme de nossa passagem por esta encarnação...hum rum !

Aos poucos, muitas pessoinhas queridas foram se tornando seguidoras do Irmão das Estrelas e, em especial, essas quatro encantadoras "meninas" que ilustram esta postagem e as quais homenageio por ocasião de mais uma Páscoa. Não há dia que eu deixe de enviar vibrações positivas e, em oração, pedir ao nosso Mestre e Irmão JESUS que olhe por Márcinha, Marília, Cris e Elisabete e lhes conceda muita saúde e paz, sucesso e alegrias, Amor e Luz...humpft !

Pra vocês, minhas amigas e amores, um beijo muito carinhoso...Ah ! É claro (e para não perder o costume) muitos, e muitos...

Xerossssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss também !

Prece para a Mãe Terra...

Bom dia pessoas ! Hoje, além de marcar a data do "descobrimento" do Brasil ( uai, os índios já não estavam aqui ???) é o dia consagrado à MÃE TERRA !  Há 40 anos, pessoas do mundo todo comemoram, em 22 de abril, o Dia da Terra. Mas, a ONU nunca o celebrou oficialmente. Em 2009, o Presidente da Bolívia, EVO MORALES, sugeriu que o órgão proclamasse a data como o Dia Internacional da Mãe Terra. A proposta foi acatada por unanimidade na Assembléia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York, no próprio dia 22.

Na época, Morales elogiou a decisão dizendo que: “Sessenta anos depois da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Mãe Terra está, agora, finalmente tendo seus direitos reconhecidos”. A nomenclatura é inspirada na própria tradição boliviana de chamar o planeta de Pacha Mama, que na linguagem quíchua quer dizer “Mãe do Mundo”, em referência à divindade máxima dos povos andinos.

Então, do Evangelho dos Assênios, uma Prece para a nossa Mãe Terra em seu dia. Abraços fraternos a todos !

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Abençoado seja o Filho da Luz que conhece sua Mãe Terra,
Pois é ela a doadora da vida.
Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.
Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida,
E te deu este corpo que um dia tu lhe devolverás.
 
Saibas que o sangue que corre nas tuas veias
Nasceu do sangue da tua Mãe Terra.
O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela,
Borbulha nos riachos das montanhas,
Flui abundantemente nos rios das planícies.
 
Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra.
O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu
E os sussurros das folhas da floresta.
Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra.
 
Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.
A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos,
Nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra,
Que te rodeiam feito as ondas do mar cercando o peixinho,
Como o ar tremelicante sustenta o pássaro.
Em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra,
Ela está em ti e tu estás Nela.
 
Dela tu nasceste, Nela tu vives e para Ela voltará novamente.
Segue portanto as suas leis, Pois teu alento é o alento Dela,
Teu sangue o sangue Dela, Teus ossos os ossos Dela,
Tua carne a carne Dela,
 
Teus olhos e teus ouvidos são Dela também.
Aquele que encontro a paz na sua Mãe Terra,
Não morrerá jamais.
Conhece esta paz na tua mente,
Deseja esta paz ao teu coração,
Realiza esta paz com o teu corpo.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Canção de Outuno...

Boa noite pessoas ! Um pouco de poesia neste final de quinta-feira, véspera da Sexta Santa. O título é da autora, a imortal CECILIA MEIRELES. Gosto de todas as estações do ano mas, tenho um profundo carinho por esta que "abrigou" o meu re-nascimento, com suas manhãs geladas (ao menos cá na amada Curitiba), o sol ardente do meio-dia, as trovoadas de fim de tarde e o anoitecer majestoso e sereno, onde despontam no céu minhas irmãs estelares e uma Lua que, por "acaso" é Cheia nesta semana...

Desejo a todos um magnífico findar de dia, com as bençãos do nosso Irmão JESUS. Um abraço fraterno !

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Perdoa-me, folha seca, não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo, e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo sobre o própro coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca! Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles que não se levantarão...

Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade - a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão. Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
 
(Cecilia Meireles)

E os nossos medos...

Jesus tinha razão ao afirmar que o conhecimento da verdade nos libertará. O conhecimento é diferente de crença. A crença é sempre cega, vazia de certezas. Para crer em algo não é preciso conhecer, basta acreditar. Mas a convicção só se adquire através do conhecimento. Conhecimento que gera a fé inabalável. Fé que encara a razão face a face, sem hesitar, em todas as situações.

Assim sendo, vale a pena envidar esforços para libertar-nos dos medos, buscando lançar luz sobre o que a ignorância oculta. Importante libertar nossas crianças, muitas delas reféns de monstros imaginários terríveis, dialogando com elas sobre seus medos. É preciso considerar que o medo é o pior de todos os monstros, e precisa ser aniquilado com urgência.

É preciso clarear os caminhos escuros da ignorância com a luz do conhecimento, para que o medo bata em retirada...Como asseverou o grande filósofo grego, Sócrates: Há apenas um bem: o conhecimento; e um mal: a ignorância. Sócrates foi o precursor das ideias cristãs e, como Jesus, também foi vítima da ignorância de seus contemporâneos.

Pensemos nisso e busquemos, com vontade firme, conhecer as leis que regem a vida! Só assim seremos verdadeiramente livres de todos os medos que tanto nos infelicitam...
Hum rum !
(Momento Espírita)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

E a Páscoa se aproxima...


Boa noite pessoas ! Pertinho já, a Páscoa, e a correria é geral nas prateleiras de lojas e supermercados em busca dos chocolates tradicionais, dos ovos e coelhos, das caixas de bombons e afins...Busca incessante também pelo preço mais baixo do Bacalhau e outras variedades de peixes...É que na sexta-feira Santa não se come carne vermelha...hum rum...Nos demais 364 dias do ano, tudo bem, dá para se empanturrar de bifes sanguinolentos, picanhas na "chapa", carne moída das almôndegas (as de minha mana Marize são imbatíveis...hummmmm), chuletas, maminhas, mignons, e por aí...

É, ainda bem que damos uma trégua aos nossos "ácidos estomacais" ao menos um dia por ano...(.........)

É quando "lembramos" da Ressurreição do CRISTO...nos demais 364 dias tudo bem, não é necessário lembrar de sua passagem entre nós, nem de seu martírio na cruz, e a volta do mundo dos "mortos" para mostrar que há vida sim, pós a morte física...

É quando lembramos dos amigos, dos afetos, dos familiares, e corremos desesperadamente atrás de uma "lembrança" (quase sempre em cima da hora...) para ofertar-lhes, sejam presentes, sejam chocolates, mensagens...nos demais 364 dias do ano, tudo bem...não há necessidade de uma ligaçãozinha que seja, de um recadinho no Orkut ou no Facebook, quiçá um SMS ? Ou outra forma de comunicação hoje existente...

Páscoa, gente minha, é partilhar a vida na esperança, é lutar para vencer toda sorte de sofrimento. Páscoa é dizer sim ao AMOR e à VIDA ,é investir na fraternidade, é lutar por um mundo melhor, é vivenciar a solidariedade. Páscoa é ajudar mais gente a ser gente, é viver em constante libertação, é crer na vida que vence a morte. É uma nova chance pra gente melhorar as coisas que não gostamos em nós. Páscoa é tudo isso e muito mais e, não precisamos aguardar um dia somente nos 365 à nossa disposição para tentarmos ser o que neste fim de semana próximo seremos (???)...

Há outra postagem abaixo, que eu recebi de meus irmãos do Momento Espírita e gostei demais da conta...espero que vocês também apreciem...Um abraço fraterno, tenham todos um magnífico fim de dia...

E os presentes sem preço...

Quando recebemos um convite para um aniversário, um casamento, a primeira preocupação, quase sempre, é: Como presentearei? O que oferecerei como presente? E ficamos a cogitar o que será mais adequado, mais bonito, mais precioso, mais agradável. Assim, consultamos catálogos, sites, visitamos lojas, verificamos preços. Afinal, o presente deve ser muito bom, mas deve caber no nosso orçamento.

Será que a pessoa apreciará o que escolhemos? Estará do seu gosto? É sempre um grande dilema. Uma coisa é certa: não importa o tipo, o tamanho, a qualidade do presente. O mais importante é a intenção de quem dá e a gratidão de quem recebe.

Assim aconteceu com Rita. Ela estava envolvida nos preparativos do casamento da filha. Eram tantas providências: o salão para a festa, a decoração, os músicos, o cerimonial, o bolo, as bebidas...Dois dias antes do casamento, ela estava revendo detalhes no salão onde seriam recepcionados os convidados, quando viu um senhor espreitando à porta. Ela o cumprimentou e logo percebeu que era um solitário desejando conversar.  Ele contou que, em criança, sofrera um acidente, batera com a cabeça e por isso, passara sua vida num asilo.

Encontrava-se, por um período, em casa de um irmão e estava passeando antes do jantar. Quis saber o que é que iria acontecer no salão e, ante a notícia do casamento, perguntou se poderia vir dar uma espiada na festa. Rita o convidou para a recepção.

Chegou o grande dia. No salão, a cerimônia, a música, o corte do bolo da noiva, risos, danças. Então, alguém veio dizer a Rita que um cavalheiro estava na entrada e desejava lhe falar. Era o homem solitário. Estava impecavelmente arrumado, mas tímido. Não desejou entrar. Rita foi buscar um pedaço do bolo da noiva e lho entregou. Ele ficou comovido e lhe deu um presente: É para a noiva, disse com orgulho.

Tratava-se de um pacote pequeno, mal embrulhado com papel pardo, atado com um barbante. Ele se foi e Rita colocou o presente junto a outros tantos. Após a recepção, já em casa, ela principiou a anotar, com detalhes, cada um dos presentes e quem o tinha oferecido.

Quando chegou no pequeno embrulho, o abriu. Era uma pequena leiteira branca, de louça, dessas bem simples, que se usam em hospitais e em asilos. Então Rita chorou. Chorou pela felicidade da sua filha e pela solidão daquele homem, que passara a maior parte da sua vida numa casa para doentes mentais. Chorou pelo gesto de amor daquele estranho. E, na lista, escreveu: Uma leiterinha - Sr. Fulano, Asilo Tal.

Mais tarde, quando sua filha arrumou a casa, dispôs os presentes, colocou a leiterinha em destaque, no meio de outras lindas peças de prata. Ela se comovera com a dádiva daquele homem. Era um presente especial, de um mundo solitário para um outro de esperança. Um testemunho de amor de uma vida para outra.
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Feliz é quem sabe ser grato ao que recebe, com a certeza de que a alma que o escolheu, comprou, embrulhou e lhe ofereceu, impregnou aquele objeto com toda sua afeição.

Por isso, todo presente é sempre muito especial. Ele é mensageiro do afeto de alguém. Muito próximo de nós ou simples conhecido, esse alguém despendeu seus pensamentos, seu tempo para nos agraciar com um mimo. Pensemos nisso...Hum rum !

(Momento Espírita)

terça-feira, 19 de abril de 2011

E se a vida fosse uma estrada...

Cada um de nós caminha pela vida como se fosse um viajante que percorre uma estrada...Há os que passam pouco tempo caminhando e os que ficam por longos anos. Há os que veem margens floridas e os que somente enxergam paisagens desertas. Há os que pisam em macia grama e os que ferem os pés em pedras pontudas e espinhos. Há os que viajam em companhias amigas, assinaladas por risos e alegria. E há os que caminham com gente indiferente, egoísta e má.

Há os que caminham sozinhos - inclusive crianças - e os que vão em grandes grupos. Há os que viajam com pai e mãe. E os que estão apenas com os irmãos. Há quem tenha por companhia marido ou esposa. Muitos levam filhos. Outros carregam sobrinhos, primos, tios. Alguns andam apenas com os amigos. Há quem caminhe com os olhos cheios de lágrimas e há os que se vão sorridentes.

Mas, mesmo os que riem, mais adiante poderão chorar. Nessa estrada, nunca se conheceu alguém que a percorresse inteira sem derramar uma lágrima. Pela estrada dessa nossa vida, muitos caminham com seus próprios pés. Outros são carregados por empregados ou parentes. Alguns vão em carros de luxo, outros em veículos bem simples. E há os que viajam de bicicleta ou a pé.

Há gente branca, negra, amarela. Mas se olharmos a estrada bem do alto, veremos que não dá para distinguir ninguém: todos são iguais. Há gente magra e gente gorda. Os magros podem ser assim por elegância e dieta ou porque não têm o que comer. Alguns trazem bolsas cheias de comida. Outros levam pedacinhos de pão amanhecido.

Muitos gostam de repartir o que têm. Outros dão apenas o que lhes sobra. Mas muita gente da estrada nem olha para os viajantes famintos. Há pessoas que percorrem a estrada sempre vestidas de seda e cobertas de joias. Outros vestem farrapos e seguem descalços. Há crianças, velhos, jovens e casais, mas quase todos olham para lugares diferentes.

Uns olham para o próprio umbigo, outros contemplam as estrelas, alguns gostam de espiar os vizinhos para fofocar depois. Uma boa parte conta o dinheiro que leva e há os que sonham que um dia todos da estrada serão como irmãos. Entre os sonhadores há os que se dedicam a dar água e pão, abrigo e remédio aos viajantes que precisam.

Há pessoas cultas na estrada e há gente muito tola. Alguns sabem dizer coisas difíceis e outros nem sabem falar direito. Em geral, os sabichões não gostam muito da companhia dos analfabetos. O que é certo mesmo é que quase ninguém na estrada está satisfeito. A maioria dos viajantes acha que o vizinho é mais bonito ou viaja de forma bem mais confortável.

É que na longa estrada da vida, esquecemos que a estrada terá fim...Hum rum !

E, quando ela acabar, o que teremos?

Carregaremos, sim, a experiência aprendida durante o tempo de estrada e estaremos muito mais sábios, porque todas as outras pessoas que vimos no caminho nos ensinaram algo. A estrada de nossa existência pode ser bela, simples, rica, tortuosa. Seja como for, ela é o melhor caminho para o nosso aprendizado. Deus nos ofereceu essa estrada porque nela se encontram as pessoas e situações mais adequadas para nós.

Assim, siga pela estrada ensolarada. Procure ver mais flores. Valorize os companheiros de jornada, reparta as provisões com quem tem fome. E, sobretudo, não deixe de caminhar feliz, com o coração em festa, agradecido a Deus por ter lhe dado a chance de percorrer esse caminho de sabedoria...

(Momento Espírita, para nossa reflexão...)

E no dia do ÍNDIO...

Em 1943 foi sancionada a Lei, pelo então Presidente VARGAS (o Getúlio), que criou o Dia do Índio, cuja data comemorativa é hoje, 19 de Abril, mesmo dia do Primeiro Congresso Interamericano Indígena (1940) . Em homenagem então, aos nossos irmãos que povoaram primeiramente nosso imenso Brasil, um trecho somente da carta enviada pelo Cacique SEATLLE, em 1855, ao Presidente dos Estados Unidos...vale a pena ler na íntegra esse documento histórico...hum rum !

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"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.

Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo...

(...) 
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra...(...)

(...)
Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. 

Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Eu e Djavan, aguardando o dia que se inicia...


Amanhã, outro dia, Lua sai, ventania 
abraça uma nuvem que passa no ar...
Beija, brinca e deixa passar
E no ar, de outro dia, 
meu olhar surgia nas pontas 
de estrelas perdidas no mar...

Pra chover de emoção, trovejar... 
Raio se libertou...clareou
muito mais se encantou pela cor lilás
Prata na luz do amor, céu azul...
 
Eu quero ver o pôr do sol
lindo como ele só...
E gente pra ver e viajar
no seu mar de raio.

(Djavan - Lilás)

O Tempo...

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo. Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus. Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.

Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual. É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?

Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma. A velha expressão popular "matar o tempo" reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido. Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.

Os interesses imediatistas do mundo clamam que o "tempo é dinheiro", para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.

Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor. 

(Chico Xavier - da obra: Caminho, Verdade e Vida- ditado pelo Espírito Emmanuel)

domingo, 17 de abril de 2011

Meditando, neste fim de domingo...

Buenas gente ! Hoje, apressando o passo para completar as 500 postagens até 24 de abril próximo, teve piada para rirmos um bocadinho, um poema de Neruda (pois ontem sonhei com alguém especial), um dos textos mais bonitos de GIBRAN que já li, e a mensagem espiritual. Pra finalizar o dia, nada melhor do que uma Prece, a de CÁRITAS, psicografada na noite de Natal em 25 de dezembro de 1873 pela médium Mme. W. Krell em um grupo de Bordeaux, França. Com ela, desejo a todos um sereno fim de domingo e que esta semana da Páscoa seja momento para reflexão de cada um de nós sobre a importância da fraternidade, da solidariedade e da humildade, acima de tudo. Deus os abençoe !

Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai força àquele que passa pela provação, dai luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!  
Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.  
Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai! 
Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor, para aquele que Vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé. 
Deus, um raio de luz, uma centelha do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.  
E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor. 
Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia. 
Deus, dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Imagem.  

Assim seja !
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