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"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante..." (Caio F. Abreu)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

E quando o coração aperta...


Ficamos chocados, estarrecidos, e com aquele sentimento de impotência, ao vermos as imagens (principalmente as de ontem) da Cidade Maravilhosa, da terra de Noel e Cazuza, de Vinicius e Cecilia, do Mestre Cartola, de Tia Clementina e Chico (o Buarque) e tantos outros, incontáveis, imortais cariocas, assolada por uma onda de atentados à ordem pública.

Estava vendo a Globo News (ao vivo) quando o Globocop registrou a imagem dos narcotraficantes e outros indivíduos ligados ao crime no Rio de Janeiro, subindo desordenadamente o morro da Vila Cruzeiro, em rota de fuga para o Complexo do Alemão. Imagens fortes, de homens armados, enquanto nas ruas do Rio e das cidades limítrofes carros e ônibus/vans eram queimados, na clara intenção de desviar a atenção dos orgãos de segurança e causar pânico aos moradores.

E causam. E vemos as imagens de pessoas correndo, refugiando-se em quaisquer locais mais seguros e distantes das "rotas" de eventuais balas perdidas, escolas fechadas, comércio paralisado, e aquela sensação incômoda de impotência da população, como disse no início deste. E aí o coração aperta...

E vêm à memória os passeios pelo Campinho, por Madureira...e a mãe de Mônica preocupadíssima quando, um determinado dia, "fugi" dela e fui apanhar o trem na Estação de Madureira para ir à Central do Brasil. Humpft !
Só queria ver as ruas, as pessoas, passear pelo largo da Carioca, ver o Paço Imperial e o Edifício Mozart (Amarelinho), dar uma espiada nas peças de teatro em cartaz no Bibi Ferreira, Miguel Falabella, Maria Clara Machado, quiçá dar uma escapadinha à Lapa e subir a Escadaria de Azulejos de Selarón (posteriormente Mônica registrou em foto minha passagem por lá).

Era somente um passeio. Não achei que ficariam preocupadas por um Curitibano sozinho, em dia de semana pela manhã, andar por essa cidade que tanto amo, que conheci na década de 80 quando ainda estava na Caixa. Mas procurei assimilar a inquietude de ambas. Só quem mora lá sabe, infelizmente, das agruras pelas quais passam no dia a dia.

Então, acompanhando os noticiários desde a semana passada, meu coração aperta sim, porque sei que pessoas que tanto amo estão aflitas, provavelmente reféns em suas próprias casas, com receio de dar um passeio (como eu há anos atrás...), e aí entendo o motivo delas terem "arrepiado os cabelos" naquela ocasião.

Volto ao assunto logo mais...
Deus abençoe o Rio de Janeiro e seus moradores...

2 comentários:

Denise disse...

QUE BLOG LIIIIIIIIIIIIINDO!!! NÃO ME SURPREENDE VINDO DE VC, AMEEEEEEEEEEEEEEEEEI.POIS É AMIGO, É ISSO QUE PASSAMOS, NO RJ HÁ UMA SEMANA, MAS COM MUITA FÉ, QUE EM BREVE TEREMOS A TÃO SONHADA: "PAZ". VC É QUERIDO, AMADO E VERY ESPECIAL...BJUSSSSSSSSSS LUZ

Lene disse...

Fer...Nando...Bruxo amado!!!Que DEUS o proteja sempre!!o blog está maravilhoso!!!um cantinho mto especial...pensamentos...reflexões!!te amamos mto!!!Lene e Jú

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