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"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante..." (Caio F. Abreu)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Os "Imortais" e os nossos caminhos...

Boa noite gente ! Abaixo postei a mensagem diária do Momento Espírita, que hoje versa sobre a Esperança ! Creio que todos nós um dia chegamos a "perder" as esperanças sobre alguma coisa, ou alguém...são aqueles momentos em que nos encontramos cabisbaixos, discrentes do ser humano, desiludidos com alguma paixão, maltratados pela rotina árdua do cotidiano...hum rum ! Não há quem não esmoreça, sinta-se enfraquecer, perca o rumo...um dia, que seja, um dia...

Drummond já dizia que no meio do caminho havia uma pedra...ao que Chaplin retrucou : a persistência é o caminho do êxito ! Então, quando estamos "prá baixo", lembremos de Gandhi em sua citação : não existe um caminho para a felicidade...a FELICIDADE é o caminho. Mesmo que gente do MAL insista em nos perturbar, não esqueçam e digam : todos que aí estão, atravancando o meu caminho, eles passarão e eu...passarinho ! Grande Quintana, sábio Mário. 

Afinal, a experiência é uma lanterna dependurada nas costas, que apenas ilumina o caminho já percorrido, segundo Confúcio. Não devemos pois temer obstáculos, muito menos andarmos para trás já que, conforme o Mestre Nietzsche, muitos são os obstinados que se empenham no caminho que escolheram, poucos os que se empenham no objetivo. Sejamos esses "poucos", assim como Sartre, para quem cada homem deve inventar seu caminho.

Mesmo que uses atalhos, não deixe de tentar chegar ao caminho certo, sem medos, sem angústias, sem receio de fracassar. Frank Clark já dizia que se você encontrar um caminho sem obstáculos, ele provavelmente não leva a lugar nenhum...seja firme nos propósitos, obstinado em sua fé, como Benjamin Franklin ditou : o caminho dos preguiçosos é cheio de obstáculos, ao passo que o do diligente não tem quaisquer embaraços...

Para mim, e para Martha Medeiros,"O caminho é este, tem pedra, tem sol, tem bandido, mocinho, tem você amando, tem você sozinho...é só escolher, ou vai, ou fica. Fui."

Estrela ESPERANÇA...

Contam as lendas que, quando foi concluída a Criação, as estrelas vieram visitar a Terra. A estrela amarela, simbolizando as riquezas, visitou todos os recantos e voltou ao veludo escuro da noite, tomando seu lugar no firmamento. A estrela azul, simbolizando os rios e os mares, igualmente deu um giro em todas as profundezas e retornou. As demais estrelas, simbolizando o restante da natureza, fizeram o mesmo, e todas se engastaram nos lugares definitivos onde deveriam permanecer para sempre.

Todas voltaram, menos uma, por discreta determinação do Rei do firmamento. E, quando perceberam a sua ausência, os demais astros buscaram-na aflitos, de longe. Então perceberam, entre os sofredores e necessitados do mundo, a sua luz faiscando em tom verde. Por isso, é que a ESPERANÇA nunca abandona a vida.

Através de uma lenda, os poetas encontraram uma maneira de falar da esperança. Quando a noite escura do desalento invadir a nossa vida, lembremos da suave luz da esperança que não nos deixa a sós e recobremos o passo, no compasso da harmonia. Quando sentirmos os ferimentos da cruz de espinhos a vergastar nossos ombros, permitamos que o brilho inapagável da esperança nos console.

Se o véu escuro da morte se estender sobre os olhos físicos dos seres amados, lembremos que a Imortalidade, mensageira da esperança, vem lhes descortinar horizontes novos, no além-túmulo.

Ainda que os dias de sofrimento pareçam não ter fim...
Ainda que a enfermidade anuncie que veio para ficar...
Ainda que os amigos abandonem os nossos passos, deixando-nos caminhar a sós...
Ainda que tenhamos a impressão de que o Pai Divino nos esqueceu, lembremos da sublime lâmpada da esperança e permitamos que ela ilumine a nossa alma, plenificando-a com suave claridade, anunciando um novo alvorecer.

Lembremos que, por mais escura e longa seja a noite, o sol sempre volta a brilhar e, com ele, novas oportunidades de construirmos a nossa felicidade. Para tanto, devemos permitir que a ESPERANÇA siga conosco, como portadora da chave que abre a aurora e vence o crepúsculo.

(Momento Espírita / Tagore)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

E como prometido...Ana Luise...

Como postei no dia de seu nascimento (17.02.2011) aí está a primeira foto aqui no meu cantinho de ANA LUISE, filha de Tati e Betto de Floripa, que veio para nos encantar e provar que a vida se renova, que os espíritos de Luz seguem na eterna ida e vinda para concluir ou aprimorar seus "dons"...na foto, a lindinha com minha lindinha Talita...hehehe !

Um maravilhoso domingo a todos visitantes. Hoje tem postagem de piada, de Cecilia Meireles (imortal) e também um texto para reflexão...espero que gostem...Deus os abençoe !

p.s: e tem uma estrelinha lindinha aí do lado direito que recebi carinhosamente da menina Marília Felix, dos meus-desvaneios.blogspot.com 

Troque um relógio de tempo rápido por um de horas longas...

Repare mais no mundo à sua volta. Não apenas para constatar seus problemas – como costumeiramente fazemos - mas principalmente para descobrir suas alegrias, seus valores, suas virtudes. Aprenda com os poetas e seus olhos tortos, e deixe-se encantar pelo pardal que pula no muro, pelas borboletas brancas que voam juntas; pelo fechar dos olhos de um gato, pelo cantar distante de um galo, pelo vôo de um avião; pelo sorriso de um estranho, pelo encontro da água com a terra fértil de um pequeno jardim...

Troque, como afirma uma jovem poetisa, um " relógio de tempo rápido por um relógio de horas longas. Para olhar a natureza, e apreciar os pássaros. Troque um dia apavorado, preso, rápido, por um dia solto, leve e comprido..."

Troque, aprenda, cresça. Inunde sua vida dessas pequenas felicidades certas. 

( Dessas pequenas felicidades certas, do livro O que as águas não refletem, de Andrey Cechelero)

A arte de ser Feliz...

Houve um tempo em que na minha janela havia um pequeno jardim seco.

        Era um tempo de estiagem,de terra esfarelada,e o jardim parecia morto.

        Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.

        Não era uma rega:era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.

        E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

        Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim. 

(Cecilia Meireles - título original)

Mulher esperta...pescador nem tanto...


Um homem telefona para a sua esposa e diz:
- Querida, o meu chefe convidou a mim e a alguns dos seus amigos para irmos pescar num lago distante. Vamos ficar fora uma semana. Esta é uma excelente oportunidade para eu conseguir a promoção de que tenho estado à espera, por isso me prepare roupa suficiente para uma semana e também a minha caixa de apetrechos de pesca. Vamos partir diretamente daqui do escritório e vou passar aí apenas para apanhar essas coisas. Ah! ... Por favor, coloque também o meu pijama novo, aquele de seda azul.
A mulher acha que isso soa um bocado estranho, mas sendo a boa mulher que é, faz o que o marido pediu. No fim de semana seguinte, ele regressa da pescaria um bocado cansado, mas fora isso, sem nada de anormal. A mulher lhe recebe com um beijo e lhe pergunta se apanharam muitos peixes.
Ele responde:
- Sim! Muitos pargos, algumas garoupas e uns poucos carapaus.
- Mas porque é que você não colocou o meu pijama de seda azul, tal como te pedi?
A mulher responde:
- Arrumei sim, querido! Coloquei-o na caixa de apetrechos de pesca!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Quanta dor foi preciso...

Um pequeno poema de Bertolt Brecht diz:

A minha mãe.
Quando ela acabou, foi colocada na terra
Flores nascem, borboletas voejam por cima...
Ela, leve, não fez pressão sobre a terra
Quanta dor foi preciso para que ficasse tão leve!

A dor nos faz mais leves, quando extraímos dela o sumo da sabedoria. De nada adianta sofrer e continuar o mesmo, com a mesma maneira de pensar, com os mesmos vícios...A dor sempre ensina. A dor sempre esculpe. Cabe ao aluno deixar-se ser formado/moldado por ela.

A dor vai retirando, a golpes de cinzel, o que, no bloco de mármore da vida, não é beleza, não é escultura. Num primeiro momento, e numa visão acanhada, os golpes são cruéis, ferem, sangram. Mais tarde, porém, apenas mais tarde, pode-se ver o bloco, antigamente disforme, agora tomando formas definidas e certas.

Assim é o sofrimento. Quase sempre é compreendido apenas com o passar do tempo e quando a visão madura de nós mesmos sobrepõe o imediatismo persistente na alma. Saímos mais leves da vida, certamente, quando aprendemos com o sofrer; quando não repetimos mais os mesmos erros e eles não mais nos escravizam. 

Saímos mais leves daqui, quando arrancamos de nós os pesados vícios - essas cargas perversas que insistimos em carregar pelos dias. Saímos mais leves, sim, ao entender que somos os maiores prejudicados quando guardamos mágoa, quando permitimos que um sentimento negativo fique ressentindo em nosso peito por tanto tempo.

Saímos aliviados da existência, quando a doença nos consumiu a vida do corpo, mas renovou a vitalidade da alma, que agora nasce de novo, deixando na enfermidade transata os débitos com a Lei maior. É certo que a dor é educadora enérgica e implacável, mas é professora indispensável de nossas existências inseguras e irresponsáveis.

É de entendimento geral que, quanto mais responsável e maduro o educando, mais flexível e ameno pode ser o educador. Vivemos ainda a época dos educandos rebeldes, aparentemente incorrigíveis, por isso a mestra dor precisa atuar com tanta veemência e rigidez.

 (A dor e suas bençãos - Livro Fonte de Luz - Joanna de Angelis)

Palavra que consola...

É lamentável se observar como estamos nos esquecendo de cultivar a boa palavra. É sempre importante falarmos o bem. Mesmo quando pensemos que estamos sós, pois em verdade não estamos.

Feliz foi o poeta que disse que o homem tem na garganta uma flauta mágica que pode emitir as mais doces melodias. É a voz, talento divino que nos foi dado para o nosso progresso e crescimento dos nossos irmãos. A guerra nasce da linguagem dos interesses criminosos, insatisfeitos. 

A língua guarda a centelha divina do verbo através do qual o homem pode erguer o monumento da paz. Assim, podemos utilizar a palavra para consolar e edificar os nossos irmãos.

(Momento Espírita)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A harmonia das diferenças...

 Você já pensou que o nosso grande problema, nas relações pessoais, é que desejamos que os outros sejam iguais a nós? Em se falando de amigos, desejamos que eles gostem exatamente do que gostamos, que apreciem o mesmo gênero de filmes e música que constituem o nosso prazer. No âmbito familiar, prezaríamos que todos os componentes da família fossem ordeiros, organizados e disciplinados como nós.

No ambiente de trabalho, reclamamos dos que deixam a cadeira fora do lugar, papel espalhado sobre a mesa e que derramam café, quando se servem. Dizemos que são relaxados e que é muito difícil conviver com pessoas tão diferentes de nós mesmos. Por vezes, chegamos às raias da infelicidade, por essas questões. 

E isso nos recorda da história de um menino chamado Pedro. Ele tinha algumas dificuldades muito próprias. Por exemplo, quando tentava desenhar uma linha reta, ela saía toda torta. Quando todos à sua volta olhavam para cima, ele olhava para baixo. Ficava olhando para as formigas, os caracóis, em sua marcha lenta, as florzinhas do caminho. Se ele achava que ia fazer um dia lindo e ensolarado, chovia. E lá se ia por água abaixo todo o piquenique programado.

Um dia, de manhã bem cedo, quando Pedro estava andando de costas contra o vento, ele deu um encontrão em uma menina e descobriu que ela se chamava Tina. E tudo o que ela fazia era certinho. Ela nunca amarrava os cordões de seus sapatos de forma incorreta nem virava o pão com a manteiga para baixo. Ela sempre se lembrava do guarda-chuva e até sabia escrever o seu nome direito.

Pedro ficava encantado com tudo que Tina fazia. Foi ela que lhe mostrou a diferença entre direito e esquerdo. Entre a frente e as costas. Um dia, eles resolveram construir uma casa na árvore. Tina fez um desenho para que a casa ficasse bem firme em cima da árvore. Pedro juntou uma porção de coisas para enfeitar a casa. Os dois acharam tudo muito engraçado. A casa ficou linda, embora as trapalhadas de Pedro. Bem no fundo, Tina gostaria que tudo que ela fizesse não fosse tão perfeito. Ela gostava da forma de Pedro viver e ver a vida.
  
Então Pedro lhe arranjou um casaco e um chapéu que não combinavam. E toda vez que brincavam, Tina colocava o chapéu e o casaco, para ficar mais parecida com Pedro. Depois, Pedro ensinou Tina a andar de costas e a dar cambalhotas. Juntos, rolaram morro abaixo. E juntos aprenderam a fazer aviões de papel e a fazê-los voar para muito longe. Um com o outro, aprenderam a ser amigos até debaixo d'água. E para sempre.

Eles aprenderam que o delicioso em um relacionamento é harmonizar as diferenças. Aprenderam que as diferenças são importantes, porque o que um não sabe, o outro ensina. Aquilo que é difícil para um, pode ser feito ou ensinado pelo outro. É assim que se cresce no mundo. Por causa das grandes diferenças entre as criaturas que o habitam.

(Momento Espírita -  com base no livro Pedro e Tina, de autoria de Stephen Michael King)

O exemplo do Mestre...

 Jesus foi pobre, conviveu com pecadores, exerceu trabalho humilde, foi perseguido e assassinado pelos detentores do poder transitório. Mas ressurgiu sumamente glorioso, logo após cessar a experiência carnal que viveu por amor a todos. 

Tome-O por Modelo e não se perturbe nunca. Na glória ou na desdita, permaneça em paz interior e persevere no amor. Ao final, quando tudo o mais tiver terminado, sua dignidade, a converter-se em luz, será o seu tesouro.

Pensemos nisso...hum rum !

(Momento Espírita I)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Amar é muito mais...

 Nossos amores não nos pertencem. Eles são filhos do Divino Pai, que os criou para uma meta transcendente e maravilhosa. Nosso papel é o de ajudá-los a atingir essa meta tão sublime. Amar não implica ser conivente ou livrar o próximo do trabalho que lhe compete.

Amar não significa manter o ser amado ao nosso lado, quando ele deseja viver outras experiências. Amar é auxiliar a ser feliz, a ser melhor, a crescer para Deus. A razão lúcida ilumina e dirige o coração. O coração que aprendeu a amar suaviza e dulcifica o raciocínio.

A sabedoria e o amor são duas energias que se complementam, na perfeita harmonia da vida. Nem determinações duras e implacáveis, nem pieguice e conivência com equívocos. Quem ama e sabe, educa e ampara. Acalenta, mas liberta.

(Para reflexão desta quinta-feira - Momento Espírita)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Mais dois mimos...

Recebi com carinho mais dois selos que já estão na barra lateral esquerda do blog...no fim de semana passam a integrar a página especial para eles...foram ofertados pela menina Elaine Cristina de Castro, do blog http://elainedecastro.blogspot.com...( Visões de um Ser).

Um beijão Elaine...Deus te abençoe !

A esperança é....

A esperança é a mão generosa que acende a luz quando estamos mergulhados na treva profunda. É medicamento quando nos contorcemos em dores. Esperança é canção suave, que nos acalenta quando nos sentimos desamparados. É um olhar de compaixão no instante em que o Mundo nos rejeita.
 
A esperança nasce de gestos de generosidade, de atitudes espontâneas, de palavras corretas. Mas não se habitue apenas a esperar que a esperança venha gratuitamente se aninhar no seu coração. Abra as portas da alma para ela!

(Momento Espírita)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A inserção social das pessoas com "deficiência"...humpft !

A Lei 8.213/1991 estabeleceu a obrigatoriedade de as empresas com 100 ou mais empregados preencherem parte de seus cargos com profissionais que apresentem algum tipo de deficiência. O conceito de pessoa com deficiência para efeito legal adotado no país se baseia em duas normas internacionais que o Brasil ratificou: a Convenção 159/83 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas com Deficiência, que data de 1999.

Esses dois tratados definem deficiência como “limitação física, mental, sensorial ou múltipla que incapacite a pessoa para o exercício de atividades normais da vida” e entendem que, em razão dessa incapacitação, ela pode ter dificuldades de inserção social.

O que tenho visto nas grandes redes de Supermercados é que, agora, provavelmente movidos por alguma autuação do Ministério do Trabalho, o número de pessoas ditas com deficiência tem aumentado significativamente. E aí, trabalhando ao lado delas no meu cotidiano, me questiono ? Deficiência ? O que tenho visto são jovens, tanto mulheres quanto homens, que trabalham com muito mais afinco e EFICIÊNCIA em relação aos "NORMAIS"...uma verdade nua e crua. 

São receptivos, têm sempre um sorriso no rosto, cumprimentam a quem quer que seja, obedecem aos horários estabelecidos e são sempre solícitos à qualquer momento...Trabalhar ao lado deles é, além de uma grata satisfação, uma grande, enormeeeeeeeeee, lição de vida e de força de vontade.

Tons da Paz...

 Ninguém consegue viver em paz, desrespeitando os direitos alheios. Não se vive em paz cultivando na alma os corrosivos da mágoa, da inveja, da prepotência, da ingratidão, do desrespeito. A paz consciente é incompatível com a ignorância e com o descaso. 

Não se pode construir a paz nas bases da indiferença moral, nem nos alicerces da violência íntima disfarçada de autenticidade. Muita gente deseja viver em paz convivendo, paradoxalmente, com situações que a tornam impossível. A paz que não está sedimentada na razão e no mais profundo sentimento de amor ao próximo, não é paz, é ilusão.

(Momento Espírita - para reflexão desta terça-feira)

Do Diário de Anne Frank ( 2 )

Ontem postei um trecho do Diário de Anne Frank...eu tomei conhecimento da história dessa menina quando também era adolescente e, já havia lido a obra completa sobre a Segunda Guerra Mundial que meu avô paterno possuía. Anne (Annelisse Maria Frank) morreu de tifo com apenas 15 anos de idade. Vale a pena "navegar" pela inúmeras páginas existentes na net para conhecer mais sobre a sua breve vida, e como o "Holocausto" impactou a vida de milhões de pessoas como ela...Agora mais um trecho...

“Pois em suas mais íntimas profundezas, a juventude é mais solitária que a velhice.” Li esta frase em algum livro, acho-a verdadeira e lembro-me sempre dela. Será verdade que os mais velhos passam por maiores dificuldades que nós? Não, sei que não é assim. Gente adulta já tem opinião formada sobre as coisas e não hesita antes de agir. É muito mais duro para nós, jovens, manter a firmeza e as opiniões em tempos como estes em que os ideais são destruídos e despedaçados, as pessoas põem à mostra seu lado pior e ninguém sabe mais se deve crer na verdade, no direito e em Deus...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Do Diário de Anne Frank ( 1 )

"É realmente inexplicável que eu não tenha deixado de lado todos os meus ideais, porque eles parecem tão absurdos e impossíveis de se concretizarem. Mesmo assim eu os conservo, porque ainda acredito que as pessoas são boas de coração. Simplesmente não posso edificar minhas esperanças sobre alicerces de confusão, miséria e morte. Vejo o mundo gradativamente se tornando uma selvageria. Escuto o trovão se aproximando, cada vez mais, o que nos destruirá também; posso sentir o sofrimento de milhões e ainda assim, penso que tudo irá se corrigir, que esta crueldade também terminará. Enquanto isso, preciso adiar meus ideais para quando chegarem os tempos em que talvez eu seja capaz de alcançá-los." 

(15 de julho de 1944 - O Diário de Anne Frank)

O homem "construindo" esperança...


“Já se disse que as grandes idéias vêm ao mundo mansamente, como pombas. Talvez, então, se ouvirmos com atenção, escutaremos, em meio ao estrépito de impérios e nações, um discreto bater de asas, o suave acordar da vida e da esperança. Alguns dirão que tal esperança jaz numa nação; outros, num homem...

Eu creio, ao contrário, que ela é despertada, revivificada, alimentada por milhões de indivíduos solitários, cujos atos e trabalho, diariamente, negam as fronteiras e as implicações mais cruas da história. Como resultado, brilha por um breve momento a verdade sempre ameaçada de que cada e todo homem, sobre a base dos seus próprios sofrimentos e alegrias, constrói para todos...” 

(Albert Camus - na Crônica Mansidão do site "A Casa de Rubem Alves" )

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Desencontrários (título original do autor)...


Mandei a palavra rimar,
ela não me obedeceu.
   Falou em mar, em céu, em rosa,
em grego, em silêncio, em prosa.
   Parecia fora de si,
a sílaba silenciosa.

   Mandei a frase sonhar,
e ela foi num labirinto.
   Fazer poesia, eu sinto, apenas isso.
Dar ordens a um exército,
   para conquistar um império extinto. 

(Paulo Leminski)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A alegria só mora nas coisas simples...

Diz Guimarães Rosa que “felicidade só em raros momentos de distração…“ 
Certo. Ela vem quando não se espera, em lugares que não se imagina. 
Dito por Jesus: “É como o vento: sopra onde quer, 
não sabes donde vem nem para onde vai…“ 

Sabedoria é a arte de provar e degustar a alegria, quando ela vem. 
Mas só dominam essa arte aqueles que têm a graça da simplicidade. 
Porque a alegria só mora nas coisas simples.

(Rubem Alves)

Carinho em forma de Meme Literário


Recebi com alegria da menina Márcinha Mendonça (http://marcinhamendoncapt.blogspot.com) 
este Meme Literário...
Obrigado querida amiga pela lembrança e o carinho...

Respondendo os questionamentos :

1) A Cidade do Sol (Khaled Hosseini)
2) A Cabana (William P. Young)
3 ) Querido John (Nicholas Sparks)
4) Indicando (missão difícil...humpft) 10 blogs para responder este Meme :

http://evanirgarcia.blog.uol.com.br
http://boatosafins.blogspot.com
http://passossilenciosos.blogspot.com
http://olivrodosdiasdois.blogspot.com
http://vogaisvazias.blogspot.com
http://zinamaria.blogspot.com
http://dinorahcomaganofim.blogspot.com
http://divalosofando.blogspot.com
http://omeuvizinhoepiorqueoseu.blogspot.com
http://lainefreitas.blogspot.com

Todos devem assistir esse vídeo ao menos uma vez!!!

Eu e Saint-Exupéry, rindo com as estrelas...

Não há de ser no infinito azul do céu que encontrarei teu rosto novamente mas, mesmo assim, continuo olhando e sorrindo para as estrelas à noite , achando que a Lua é muito abusada quando está cheia e, todos os dias, enquanto admiro as nuvens que passam ligeiras com o vento sul, desejo que elas levem meu melhor sorriso e minhas saudades até você..." Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Poesia para o fim do dia...

São sempre os que eu recordo que me esquecem...
Mas digo para mim: «Não me merecem...»
E já não fico tão abandonada!

Sinto que valho mais, mais pobrezinha:
Que também é orgulho ser sozinha,
E que também é nobreza não ser nada!

(Florbela Espanca, Livro de Soror Saudade - 1923 - O meu orgulho)

Floripa em festa....nasceu ANA LUISE...

"Chegou" ontem, 17.02.2011, com 3.300 kg e 50 cm., ANA LUISE, filha de Tatiana e Betto, para alegrar nossas vidas e trazer as boas novas do ALTO...Sê benvinda Aninha, Deus te acompanhe na jornada concedendo-lhe saúde e muitas alegrias...Parabéns Tati e Betto, Deus os abençoe !

Na foto, a mãe Tati, no chá de fraldas de Aninha, e minha filha Talita...posteriormente posto as fotos do bebê...hehehehe !

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Almas Gêmeas...

"As pessoas acham que alma gêmea é o encaixe perfeito, mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama atenção para você mesmo para que você possa mudar sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora".

(Trecho do livro - Comer, Rezar e Amar - Elizabeth Gilbert)

Porque as pessoas entram na sua vida...

Quando alguém está em sua vida por uma “razão”…  É, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. 

Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Às vezes, eles simplesmente se vão. Às vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

(Trecho do texto/título - Martha Medeiros)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Agenda do cotidiano...(1)

Estou trabalhando para a Kraft Foods, maior empresa de alimentos dos EUA e segunda maior do Mundo, que adquiriu a Cadbury (Britânica). Em 1944, instalada em São Paulo,  a Cadbury chamava-se ADAMS (sobrenome do fundador Thomas Adams - inventor da goma de mascar), pertencente à American Chicle Company, vendida depois em 1964 para a Warner Lambert e, depois, para a Pfizer, que preparou a divisão para a produção de confeitos, o que ocorreu em 2003, quando a ADAMS passou a integrar a Cadbury, e a fábrica instalou-se em Bauru/SP em 2005...

Ufa ! Explicação dada....vamos ao "lance "...hehehe

Acordar cedo, digam-me o contrário, é uma chatice. Ainda mais com a chuva insistente que vem castigando Curitiba. Então você está lá, no primeiro busão do dia, com a cara ainda amarrotada, com aquele ar de quem gostaria de estar em baixo do edredom fino e quentinho, e começa a olhar para os lados em busca de alguma "inspiração" para o blog. Caso contrário, bate uma soneira e, convenhamos, isso é de doer...Se conseguir um lugarzinho que seja para ir sentado tudo bem ! Tira-se um pequeno cochilo, entrecortado pelos solavancos dos biarticulados de nossa cidade, com o risco de babar literalmente na gola da camisa ou, perceber que está ressonando alto demais e incomodando os "vizinhos".

Mas não é o caso. Vamos de pé mesmo, mãos latejando pela força imprimida contra os canos de aço gelados...ou isso, ou dar de cara no vidro quando eles (busões) fazem as curvas ou freiam em "cima" de qualquer obstáculo à sua passagem. 

E aí, olho para um assento adiante e lá está, ela, uma moça de uns 18, 20 anos...sonadérrima, quase desmaiando no ombro do seu vizinho, um senhor de uns 65, 70 anos...e, pasmem ! Mascando chicletes...hum rum...mas não era um "mastigar" comum não, pelo contrário...embora isso possa parecer meio chato falar, já que não conhecia a referida rapariga, mas era como...tipo...sabe vaca quando no pasto a comer capim ??? Mais ou menos parecido (ou muito ?...hehehe)...caráca ! Dava pequenos intervalos para roncar baixinho, abria os olhos de repente, e mascava...putz, esqueci como é a onomatopéia para isso...mas vocês podem imaginar como quiserem...e de boca abertaaaaaaaaaaa gente ! Humpft...Ai Jisuis !

Tudo bem, já fui fã de carteirinha da goma de mascar. Sou da época do ping-pong, da Kibon (preferia o verdinho de hortelã)...colocava já dois na boca que era para durar mais...e fiquei imaginando que ela estaria mascando Babaloo (da Cadbury/Adams)...e deviam ser três, quatro...tamanho o esforço dela em mastigar "aquilo"...pequeno intervalo, para dormir mais um pouco, e pimba ! lá tava a moçoila acordada (????) ruminando aquela goma toda...fiquei analisando as reações do senhor ao lado, mas este estava mais para lá de Bagdá que ela...dormia, a sono profundo....hehehehe !

Vai daí que, quando pensei que ia ficar só naquilo, a figuraça dá aquela espreguiçada, olha para a janela, percebe que está próxima de seu ponto de parada, arruma as suas coisas (bolsa, celular, etc) e prepara-se para levantar...mas não sem antes, para meu espanto e de alguns que deviam também estar acompanhando a cena, mastigar...mastigar...mastigar...e ...voilá ! Fez uma enorme bola que, se estourasse naquele instante, deixaria a sua cara encoberta por aquela meleca cor de rosa (acho que era babaloo de morango ou tutti-frutti). Mas não, a moça era exímia na arte de fazer bolas de chicletes...soprou, soprou, e depois fez a bola retroceder lentamente para dentro da sua boquinha e tornar-se novamente aquele instrumento de ruminação...
Valha-me Deus...e depois disso ainda fiquei o dia inteirinho "abastecendo" chicletes Adams nos atacados...é para endoidar o pobre véio aqui...hehehehe !

Poetas Portugueses...

Dá-me uma febre, um papel, uma esquina
Algo que rasgue ou se dobre ou estremeça
E que se esconda e mais tarde apareça
Sombra de vulto subindo a colina
 
Dá-me um arco que seja íris
Dá-me um sonho que seja doce
Dá-me um porto que tenha barcos
Dá-me um barco que nunca fosse

(Trecho do poema Petição Inicial de Mário Domingos - http://portuguesapoesia.blogspot.com)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pedra Filosofal...

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

(Poema de Antonio Gedeão - trecho)

Recompensa ou fim...(título original)

(...)Tudo o que se faz na vida gera algum efeito. Nada, absolutamente nada passa incólume. Às vezes, é verdade, os atos são imperceptíveis e ficam assim para sempre. O efeito gerado é ínfimo e quem os praticou se conforma em não ser identificado. Às vezes, as ações tardam a ser percebidas e o autor, igualmente, permanece incógnito.

Às vezes, a percepção é imediata, mas as conseqüências é que são imperceptíveis. E às vezes, os atos (bons ou ruins) são percebidos de imediato e premiados ou punidos, de acordo com sua natureza, sem tardança. Mas tudo, absolutamente tudo o que se faz na vida gera algum efeito.

São os rastros, as marcas, os vestígios de nossa existência que deixamos nos caminhos do tempo. Cecília Meirelles ilustra essa situação de forma lírica e bela, com estes versos que encerram o poema “4º motivo da rosa”, e com os quais encerro, também, essa nossa periódica conversa: “Eu deixo aroma até nos meus espinhos/ ao longe o vento, o vento vai falando de mim// E por perder-me é que vão me lembrando,/por desfolhar-me é que não tenho fim”.

Desfolho-me, em cada lugar que passo, deixando um pouco de mim. Busco espalhar perfume no caminho que trilho, na tentativa de ser lembrado com carinho pelos que comigo conviveram ou que, ao menos, me conheceram. Tento, sobretudo, semear exemplos de conduta e motivar as pessoas na conquista e manutenção da felicidade. Como Cecília Meirelles, “por desfolhar-me é que não tenho fim”. 

(Trecho da crônica de Pedro J. Bondaczuk - Planeta News - Maio/2010) 

Uma gota d'água....

 Você já parou, alguma vez, para observar uma gota d'água? Sim, uma pequena gota d'água equilibrando-se na ponta de um frágil raminho...Com graciosidade, a gotícula desafia a lei da gravidade, se balançando nas bordas das folhas ou nas pétalas de uma flor. São gotas minúsculas, que enfeitam a natureza nas manhãs orvalhadas ou permanecem como pequenos diamantes líquidos, depois que a chuva se vai.

É por isso que um bom observador dirá que a vida seria diferente se não existissem gotas de água para orvalhar a relva e amenizar a secura do solo. Madre Tereza de Calcutá foi uma dessas almas sensíveis. Um dia, um jornalista que a entrevistava lhe disse que, embora admirasse o seu trabalho junto aos pobres e enfermos, considerava que o que ela fazia, diante da imensa necessidade, era como uma gota d'água no oceano.

E aquela pequena sábia mulher lhe respondeu: - Sim, meu filho, mas sem essa gota d'água o oceano seria menor.

(Momento Espírita)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um minuto de silêncio...pela despedida do Fenômeno...


Além da imaginação...

Tem gente passando fome...E não é a fome que você imagina, entre uma refeição e outra...
 
Tem gente sentindo frio. E não é o frio que você imagina, entre o chuveiro e a toalha.
 
Tem gente muito doente. E não é a doença que você imagina, entre a receita e a aspirina.
 
Tem gente sem esperança. E não é o desalento que você imagina, entre o pesadelo e o despertar.
 
Tem gente pelos cantos. E não são os cantos que você imagina, entre o passeio e a casa.
 
Tem gente sem dinheiro. E não é a falta que você imagina, entre o presente e a mesada.
 
Tem gente pedindo ajuda. E não é aquela que você imagina, entre a escola e a novela.
 
Tem gente que existe e parece imaginação...

(Ulisses Tavares - Viva a Poesia viva...S.Paulo, Saraiva - 1997)

As forças do amanhã...

 Não há nada como a grandeza alheia para fazer o homem perceber sua própria pequenez. Defender corajosamente os mais fracos quiçá tenha o condão de motivar outras pessoas a também protegerem os desvalidos. Manter-se honesto e íntegro, mesmo em face das maiores tentações, talvez seduza outros para a causa do bem.
 
A visão da generosidade em franca atividade é um grande consolo, em um mundo onde o egoísmo grassa. Por se afigurar admirável a prática de virtudes, há tendência de alguém genuinamente virtuoso ser admirado e imitado. Nosso destino se desdobra em correntes de fluxo e refluxo.
 
As forças que exteriorizamos hoje, potencializadas pelos atos que inspiramos, voltarão a nossa vida amanhã. Desse modo, nunca é demais prestar atenção no testemunho que damos. Será nossa presença um fator de equilíbrio no mundo? Por força da Lei de Causa e Efeito, que opera no Universo, recebemos o que damos.
 
Se desejamos paz, compreensão e conforto, devemos oferecê-los ao próximo, por meio de nossos sentimentos, atos e palavras. Pensemos nisso...

(Momento Espírita, com base em texto de Emmanuel)

Pessoinhas mais que queridas...


Na foto, Bárbara, filha de Karen e Camilla, filha de Andréia...netas de Cidinha, uma das pessoas mais incríveis que conheci em toda minha vida. Dotada de uma força de vontade incomum, de um senso de responsabilidade e justiça ímpares. Fã de carteirinha do imortal ELVIS (afinal, Elvis morreu ???...acho que não). Uma AMIGA, com A maiúsculo mesmo, para todas as horas, sejam as alegres, quando solta a voz e dança feito criança, quer nas tristes, quando é ombro e conselhos, carinhos e AMOR...Os frutos, dizem, não caem longe do "pé"...verdade ! Andréia e Karen são mulheres excepcionais...

Quando conheci Cidinha pela primeira vez, o que mais me chamou a atenção foi sua simplicidade e humildade...na plena concepção do que representam esses "atributos" na vida da gente...Em minutos, parecia que eu estava "em casa" novamente. Nada era estranho, tal a forma amorosa com que fui recebido. Hoje, sinto não poder estar mais presente na vida das "minhas" 5 Mulheres...mas elas sabem que residem do lado esquerdo do peito, dentro do coração...e nos falamos por telefone, para matar as saudades...

Se, um dia, lá no passado, elas precisaram das minhas palavras de incentivo e fé, dos conselhos para dissipar pequenas desavanças naturais numa Familia, hoje sou eu que não deito a cabeça do travesseiro sem elevar ao Mestre e Irmão JESUS uma prece, de alma, em agradecimento por todo BEM que elas me proporcionam...

Beijos meninas : Déia, Ká, Bá e Milla...beijão Cida...Deus as abençoe ! Eu as AMO ! hum rum...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O amor é privilégio dos corajosos...



 
Não tente adivinhar o que as pessoas pensam a seu respeito. 
Faça a sua parte, se doe sem medo. 
O que importa mesmo é o que você é. 
Mesmo que outras pessoas não se importem. 
 
Atitudes simples podem melhorar sua vida. 
Não julgue para não ser julgado... 
Um covarde é incapaz de demonstrar amor 
- isso é privilégio dos corajosos. 
 
(Mahatma Gandhi)

O ìntimo do ser...

Ele estava ofegante de tanto correr, as pernas feridas nas matas espinhosas. O que procurava? Um lugar seguro para sepultar seus medos. Daquele dia em diante decidira que não mais teria medos, e pôs na cabeça que iria sepulta-los bem longe. Tentou jogar os medos na água, mas ao ver seu reflexo desistiu, imaginou que assim como podia ver-se na água, seus medos também poderiam vê-lo em qualquer lugar que houvesse água.
 
Quis então, sepultá-los na terra, até cavou uma funda sepultura, mas notou que por onde quer que andasse pisaria em terra, onde quer que estivesse, existiria terra debaixo dos seus pés. Irremediavelmente enquanto vida tivesse pisaria no solo e depois de morto iria se misturar ao pó da terra. Lhe assustou a ideia de conviver a eternidade sendo assombrado por seus medos, e desistiu de os sepultar no lugar que seria uma espécie de, descanso eterno.
 
Resolveu então escalar uma alta montanha, e jogar seus medos no ar, talvez os ventos os carregassem para longe. E também desistiu, pois concluiu que não era confiável crer no ar, pois os mesmos ventos que engolissem seus medos poderião muito bem vomitá-los novamente de qualquer uma das direções da terra. E teve medo de uma fatal devolução.
E já no cansaço de tanto pensar surgiu-lhe a mente uma brilhante ideia. 
 
Decidiu então, fazer uma grande fogueira e queimar cada um dos seus medos, e assim fez, mas na hora de entregar suas tormentas ao fogo, lembrou, que depois de queimar toda a madeira, restariam as cinzas, que poderia ser carregada pelo vento, cair na água, se misturarem com a terra, e novamente chegar até ele.
 
Seu coração batia desmedido, sentou-se angustiado e observou como o fogo se consumia sem piedade de si mesmo... ao olhar esta cena, lhe veio a solução que tanto procurara, resolveu pois, sepultar seus medos dentro dele, sem piedade, assim como o fogo, que se consumia. E sepultando o medo dentro de si, jamais correria o risco de recebê-lo de outra forma.E assim fez. Enterrou em si todos os medos...e logo, sentiu-se leve, por entender que tudo que nasce dentro da gente, é lá dentro que deve morrer.
 
(Cristina Lira - texto feito especialmente para o site Catingueiro.net)

E nem rádio havia...

A porta do bar se abriu e ele entrou muito sério. Quem não o conhecesse diria que era um carrancudo. Era não. Aquilo tudo era timidez. Ela o conhecia como ninguém. Viera ali somente para que ela o visse. Conhecia os seus hábitos.

Então ela agiu como se estivesse muito a vontade, e que não o tinha visto. Conversou com outros rapazes, sacudiu várias vezes o cabelo, sorriu. Sabia, como Deus sabe as estrelas, que ele ainda era louco por ela. Apesar da briga. Tocaram uma musica e a noite passou.

Tanta coisa aconteceu depois...
 
E quando velha, ouviu novamente a canção, sentiu-se mal. O coração disparou. Pensou em chorar. Trouxeram depressa um pouco de água com açúcar, mas ela pediu apenas que desligassem o rádio. E nem havia rádio...

(Luiz Manoel Siqueira - Manual de uso de gravatas - Boteco do Tulípio)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Aos meus amigos de Portugal...

 Quando ainda era "mocinho", estudei muito sobre os grandes poetas Portugueses, e os li...Sempre tive algumas preferências e, uma delas, sem dúvida era ANTERO DE QUENTAL, nascido na Ilha de São Miguel/Açores. Mudou-se jovem para Coimbra onde chegaria a fundar a Sociedade do Raio, com pretensões de mudar o País através de sua literatura. Posteriormente foi para Lisboa, onde formou o "Cenáculo", de que fizeram parte Eça de Queirós e Guerra Junqueiro...desencarnou jovem, aos 49 anos de idade, deixando uma vasta obra poética, da qual destaco NIRVANA, em homenagem aos meus novos amigos de Portugal que muito me envaidecem com suas visitas e comentários aqui...Um abraço fraterno à todos...

Para além do Universo luminoso,
Cheio de formas, de rumor, de lida,
De forças, de desejos e de vida,
Abre-se como um vácuo tenebroso.

A onda desse mar tumultuoso
Vem ali expirar, esmaecida...
Numa imobilidade indefinida
termina ali o ser, inerte, ocioso...

E quando o pensamento, assim absorto,
emerge a custo desse mundo morto
E torna a olhar as coisas naturais,

À bela luz da vida, ampla, infinita,
Só vê com tédio, em tudo quanto fita,
A ilusão e o vazio universais.

Podemos contar com nossos amores...

 Ao mesmo tempo que estamos cercados de desafios e de lutas, estamos amparados pelo amor das Leis Divinas. Nunca estamos abandonados, embora muitas vezes achemos que nossa luta é solitária. Podemos contar com o porto seguro da família, das relações saudáveis da amizade, e com a confiança de que tudo acabará bem.

Procuremos sintonizar sempre com os planos espirituais mais elevados, através dos pensamentos positivos e da oração sincera, para que mais facilmente possamos receber o auxílio necessário. Observemos a vida ao nosso redor, e não nos permitamos fechar nas cavernas solitárias da aflição, da ansiedade, e do autoterrorismo.

As tantas lutas valerão a pena. Tenhamos certeza plena disso. E, se muitos acham que a vida é feita de incertezas, e se desesperam com facilidade, aqui vai mais uma certeza reconfortante: a de que podemos contar sempre com nossos amores.

(Momento Espírita)
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