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"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante..." (Caio F. Abreu)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Uma boa e divertida recordação ...

Durante um bom tempo, enquanto trabalhei em uma Estatal, tive que empreender viagens. Eram visitas periódicas aos nossos PV (Pontos de Venda), denominação dada às Agências. Assim, tive oportunidade de conhecer a maioria dos municípios de Santa Catarina. Quando era designado para algum trabalho, uma das primeiras coisas a se fazer era entrar em contato com o pessoal da Administração e Transportes, verificando qual motorista estava disponível. Os veículos da frota eram todos Parati, da Volkswagen (diga-se de passagem, "turbinados" pelos próprios motoristas). Meu "preferido" era o Vô...Laércio...

A turma chamava-o assim por ser o mais velho por lá. Taxista nas horas de folga, morava ali no Jardim Atlântico. Vô era um piloto de primeira linha. Super cuidadoso, organizado em seus roteiros e, principalmente, nem um pouco nervoso...era ZEN pra mais de metro...Lembro de uma de nossas últimas viagens juntos, para Xaxim no oeste do Estado. 570 quilômetros. 

Marcamos para ele me apanhar cedo no apartamento. Chegou pontualmente às 06:50; desci, nos cumprimentamos e ele já perguntou : - Chefe, vamos almoçar onde ? Eu respondi: - Vô, onde você achar melhor, tenho reunião às 14:00 hrs. lá em Xaxim...Fechei a porta do carro, acomodei minhas coisas no banco de trás , e ele tornou a falar : - Então almoçamos em Xaxim mesmo, devemos estar lá por volta das 11:00 hrs...dá tempo para descansar antes da reunião...

Olhei para ele meio espantado e tasquei : - Vô, tu vai enfiar o pé na jaca então ! 570 km : 4 = 142,5 km por hora...Ele arrumou o espelho retrovisor, deu partida, e tascou : - Fica sossegado Chefe, a "bichinha" aguenta ! Era assim que ele tratava o veículo 94 da empresa.

Chegamos lá, na realidade, às 11:45. A média por hora ficou um pouco mais baixa, ao contrário de minha temperatura que aumentou significativamente olhando o velocímetro e percebendo  que estávamos "voando" pelas Rodovias do Estado...ressalvo que era fora de temporada, um dia de semana do mês tranquilo, e não enfrentamos qualquer tipo de congestionamento ou passamos por acidente na estrada.

Mas o fato que acabou me levando a escrever este texto, não foi esse. Na volta, uma semana depois, como de costume paramos (aí sim com calma) pros lados de Faxinal dos Guedes, onde há (ou havia) uma Cooperativa da Sadia. Lá comprávamos "ene" itens a preços baixos, já que eram voltados para os funcionários da própria Cooperativa (mas também atendiam os viajantes). Salames daqui, queijos em pedaços dali, pacotes do excelente macarrão com ovos, etc...etc...Quase na saída, Vô me para e diz : - Pera, esqueci de comprar "disco voador com cabine dupla"...???? Olhei para aquela figura alta, grisalha e querida, e mandei : - Que é isso véio, nunca ouvi falar. E ele, serenamente e sorrindo, para após gargalhar de se acabar : - Guri, é só ovo com duas gemas...

Hehehehe ! Putz..."pior" que é verdade. E vendiam dúzias daqueles ovos brancos, todos eles com duas gemas...Vô, onde estiver (me contaram que tu já não está mais entre nós) guarde contigo meu abraço e beijo carinhoso, e minha saudade ! 

Uma justificativa e uma interrogativa ...

Pessoas, hoje não retorno para postar, talvez para dar uma espiadinha em comentários...o bicho tá pegando pro meu lado...hehehe ! É que fui dar uma olhada nos e-mail, no aguardo de um de suma importância, e havia o de uma amiga de Brasilia dando notícias, pedindo-as tb, etc...etc...lá pelas tantas ela indaga : - Nando, pq o endereço de seu blog não leva o título "Irmão das Estrelas", já que a maioria se utiliza de frases ou outras formas de divulgação ? O teu é o sobrenome...

Pois bem, como lá respondi à minha amiga, justifico : nosso sobrenome IMAREGNA é único, no mundo (pelo menos ao que me consta)...e carrega histórias que datam de meus bisavós e sua origem italiana, que até hoje permanecem não muito esclarecidas...Foneticamente falando, é "Imarenha", já que o GNA itálico torna-se NHA...Assim como Lasagna (che bel piatto delizioso...mamma mia).

Se querem a tradução que constava no Brasão que meu avô Ricardo imaginou para a "Famiglia", em latim, é assim : IN MARE REGNA, ou seja, NO MAR REINA (Regna nel mare). No brasão, NETUNO...bem apropriado...

Então, para manter/perpetuar as nossas origens, independente dos descendentes que venham a carregar o sobrenome (não são muitos...ao menos hoje) utilizo-o como forma de homenagem aos que já não estão mais conosco e deram origem a tudo...Mas posso mudar...Fica a interrogação(????)... Abraços fraternos para todos ! 

Helga e o fim das terapias...

Helga contava com bem mais de 40 anos.

Nunca foi uma beldade, mas em toda a sua vida, foi aos 40 que ficou mais vistosa. Naquela altura do campeonato, ela já havia tentado de tudo para encontrar a alma gêmea, a paixão de sua vida. Enfim, a razão para ter nascido: Viver um grande amor!

Morava em apartamento próprio, tinha seu próprio carro, assava seu próprio churrasco. Era uma profissional muito cobiçada no mercado. Só não era cobiçada para ser namorada de ninguém.Fez terapia. Todas que se puder imaginar, fróidiana, iunguiana, raichiniana, transcendental, vidas passadas, regressão. Sem contar que por muito tempo sustentou uma cartomante. Foi quando resolveu comprar um tarô e aprender a lançar a própria sorte, pois caso contrário teria que declarar falência em breve. 

Freqüentava bons ambientes. Academias de ginástica, clubes, restaurantes, centro de cultura, assistia todos os filmes. De Wim Wenders, a Mazaropi. Mas sinceramente, os filmes que mais gostou, e nunca disse, eram “Uma Linda Mulher” e “O vento levou”. Morou quase um ano num mosteiro no Tibet, pra ver se largava dessa idéia ridícula que é uma mulher passar a vida atrás do grande amor. Tentava praticar o desapego, a ser zen. 

Apaixonou-se por homens mais velhos, mais moços, com cultura, sem cultura, com dente, sem dente, com cabelo, sem cabelo, gordos e magros. Enfim, nunca discriminou partido. Quem sabe não estaria ali o príncipe ? Já estava prestes a se apaixonar pelo apresentador do noticiário  Afinal, todas as noites, ele lhe dizia um “Boa noite!” de um modo tão romântico, tão intimo e pessoal...

Quando já estava desistindo, resolveu que a última alternativa seria a Internet. Muito temerosa, adentrou naquele mundo que até hoje não sabe bem onde fica, o virtual. Sentiu medo, receio. Tantos casos de psicopatas, loucos, assassinos, pedófilos. Bem, no caso não era o caso. Existiriam velhófilos?

O resumo da ópera? Foi ali, no mundo virtual, que a cansada Helga encontrou sua alma gêmea! Atualmente está feliz, vivendo há mais de dez anos com o amor da sua vida. Ele não é um príncipe, o que é uma pena. É um homem - e o bom é que não tem nada de virtual!

(Postagem original de Jun/2010 - Helga e sua história de Amor - Dinorah - http://dinorahcomaganofim.blogspot.com)

Que eu possa refletir...

Da minha queridíssima amiga Rosa Gandine recebi pela manhã, e repasso a todos para reflexão diária...Beijos Rosa, obrigado por estar sempre presente em minha vida !
Que posso desejar para a vida do meu semelhante?
Que as verdadeiras amizades continuem eternas.
Que as lágrimas sejam poucas e compartilhadas.
Que as alegrias estejam sempre presentes e sejam festejadas por todos.
Que o carinho esteja presente em um simples olá, 
ou em qualquer outra fase.
Que os corações estejam sempre abertos,
para novas amizades e novos amores e novas conquistas.
Que Deus esteja sempre com sua mão estentida 
apontando o caminho correto. 
Que as coisas pequenas como a inveja e o desamor,
sejam retiradas de nossa vida.
Que aquele que necessite de ajuda encontre 
em nós uma animadora palavra amiga.
Que a verdade sempre esteja acima de tudo. 
Que o perdão e a compreensão superem 
as amarguras e as desavenças.
Que tudo que sonhamos se transforme em realidade.
Que o amor pelo próximo seja nossa meta absoluta.
Que nossa vida seja um caminho de alegria!!!

Carinho que não tem preço...

Me digam se há coisa melhor para seu dia, para sua vida, quando se lê e se absorve na alma uma gentileza como essa que recebi de minha querida DINORAH, do Blog http://dinorahcomaganofim.blogspot.com, do qual tomei "emprestado" um texto para abrilhantar nosso espaço aqui...
 
O Fernando Imaregna, além do blog Irmão das Estrelas - http://imaregna.blogspot.com/ possui um estoque imenso de generosidade. Publicou um texto - “Frustração” – aquele em que relato o sentimento de um assalto não consumado.

É a primeira vez que recebo tão alta condecoração. Estou num exibimento que só vendo. Feliz por ter um texto publicado em outro blog e, talvez, mais feliz ainda por saber que há pessoas com um coração tão lindo e generoso como o seu, Fernando.

Muito obrigada! 
 
Obrigado você Dinorah pelo imenso carinho...sem palavras...Humpft...Beijos !
 
 
 
 

domingo, 30 de janeiro de 2011

Outro selinho recebido...

A Mariz, do Blog Sintonia Natural (http://sintonia-natural.blogspot.com) carinhosamente me ofertou o selo acima. Tem também as "instruções" de praxe. Neste caso, repassar a 15 pessoas (avisando-as), e responder algumas perguntas. Como no último selo que recebi "descumpri" as regras (hehehehe) e deixei que todos meus amigos/parceiros o pegassem mas, não percebi se todos viram o post, então vamos lá (sem ser indelicado com os demais)...
  • Marilia Felix, Malu, Dinorah, Cristina, Riff, Re, Fátima, Everson, Bibiana, Néia, Nádia, Josiana, Márcinha, Priscila e Zina.
  • ************************************************************************
  • Respondendo as perguntas :
  • Nome : Fernando 
  • Uma música : Garganta (na interpretação de Ana Carolina ou Mônica)
  • Humor : depende do seu
  • Uma cor : azul, em todas as suas variantes
  • Uma estação : outuno
  • Como prefere viajar : avião, indiscutivelmente
  • Um seriado : afinal, o que querem as mulheres ???
  • Frase ou palavra dita por você : nunca deixe de sonhar; o dia que isso ocorrer, melhor baixar à sepultura
  • O que achou do selo : adorei a lembrança e o carinho
Obrigado Mariz...um beijo carinhoso e Deus te abençoe ! 

Ps.: gente, o negócio é o seguinte...me conheço, isso vai me incomodar...hehehehe...quem ler o post, pegue o selo please...é ofertado com muito carinho...os "indicados" avisarei... 

Duas, rapidinhas...

Um aviso aos navegantes...são duas piadinhas para terminar a semana ao menos rindo um bocadinho..Ô mente poluída...humpft !

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Numa noite, a mulher desconfiada do marido pergunta :
- Amor, você já me traiu ?
O marido assustado, mas disposto a abrir o coração diz :
- Bem, sabe aquela secretária do escritório ?
- Sei...e daí...
- Pois é, aquele corpo todo foi meu...
 A esposa : 
- Só ela ?
- Putz...não. Sabe aquela sua amiga do trabalho, a morena ?
- Sei !
- Então, aquele corpo todo foi meu um dia...

E seguiu, enumerando mais algumas mulheres e a mesma "ladainha"...
Então, perguntou à esposa :
- E você meu bem, já me traiu ?
E ela...
- Só uma vez...
- Só ????
- Hum rum...sabe aquele Corpo de Bombeiros ali na esquina...pois então, foi todinho meu um dia...

Toma papudo...

Os erros e pecados do passado, ainda nos perturbam...

Pessoas, não tive uma má formação...sou de boa índole, quem me conhece sabe disso, apesar de ser um pouco "esquentado" as vezes, mas precisa me deixar realmente irritado para que eu saia do sério, seriedade esta que já me incomodou bastante, ao ponto de me tacharem de soberbo, de nervosinho, de estressado, de arrogante...nada disso, é simples : sabendo, façam as coisas corretamente, porque errar com consciência e conhecimento,  é burrice. Ah ! E marcando "horário" comigo, não me deixem esperando...aí, a coisa fica braba...hehehehe (nunca é demais repetir como somos...evita tanta coisa...).

Então, mesmo sabendo que a Sociedade Protetora dos Animais, os adoradores de BASTET, a Deusa Gata dos Egípcios e, aqueles que possuem esses pequenos seres denominados "gatos", irão me crucificar, me xingar, me escrachar, e coisa e tal...preciso contar uma coisa...Mas primeiro vamos ler :
  • Na Cabala e no budismo o gato representa a sabedoria, a prudência e a vivacidade. A tradição popular japonesa aponta-o como um animal que atrai má sorte.
  • Segundo uma tradição celta, ele teria nove vidas. Posteriormente, durante a Idade Média, o gato passou a ter apenas sete vidas. Animal misterioso associado aos poderes da lua, ao mundo da magia e às bruxas, os machos pretos eram a personificação do diabo.
Pronto, agora posso contar....É que eu estava com minha querida amiga Marcinha Lanes no messenger, trocando umas figurinhas, coisa e tal, tal e coisa, e lá pelas tantas, falamos em coelhos (é ..coelhos...ainda não são os gatos...daqui a pouco só, esperemmmmmmm), porque ela havia dado uma "saída" da telinha para tocar os orelhudos da horta da mãe...putz, sei o estrago que os fucinhentos comilões causam...justamente aí, deu um clique na cachola ainda pulsante e vermelha do sol de ontem, comentei com ela que também já criei coelhos. 

Uma vizinha nossa na Iguaçu, Dona Maria, japonesa, tinha um quintalzão, onde plantava de um tudo, que era colhido e vendido na merceria que a familia possuía no bairro. E criava coelhos. Muitos, de todas as cores e tamanhos. Era costume minha mãe comprar cheiro-verde e algumas "folhas" diretamente de Dona Maria. Subíamos no muro, gritávamos (literalmente) por ela que, pacientemente (ah ! santa calma oriental) vinha nos atender. Um dia aproveitei para perguntar se ela não me "venderia" um coelho. Acabei ganhando mais de um...

Gente, coelho é um animalzinho que adora fazer amor...hum rum ! A fêmea tem em média 4 ou 5 filhotes, de 3 a 4 vezes por ano...Caráca, 20 rebentos de rabinho curto...Imagina no que iria virar o quintal de nossa casa ? Eu estava com duas "gaiolas", as quais abastecia diariamente com folhas, muitas (lingua-de-vaca é que não faltava nas redondezas), boa parte delas dos próprios canteiros de Dona Maria. Um dia (haviam nascido alguns coelhinhos), ao ir tratar dos meus orelhudos me deparei com um quadro aterrador : cadê os pequenos ? restos disformes e com sangue do que foram pequenos corpos lisinhos (ainda), uma bagunça geral e, mais nada...não haviam ali restos suficientes para o número dos moradores...

Neste momento da conversa Marcinha escreveu : - Ôww dóoooo !
Pensei : caráca, quem pode ter feito isso ? O pior, além do estrago causado, dos indícios da mortandade, é que ainda havia "levado" consigo (fora ou dentro da barriga) meus parceirinhos, o tal criminoso. Vil. Maligno. Olhei prum lado, pro outro, desconfiado, coçando a cabecinha ( a própria, em cima do pescoço) quando...em cima do muro, me espreitando, com aqueles olhos vívidos, ares de superioridade e preguiça ao mesmo tempo, vislumbrei o provável facínora. Ali, estanque, pachorrento quanto qualquer dos da sua espécie...

Fui rapidamente buscar meu estilingue e algumas pelotas de mamona (sempre tive em estoque...). Marcinha interrompeu : - Matou o gato ? Quem me dera...retornei com minhas armas e o sujeitinho desaforado já havia dado no pé, escafedido, covarde...pra mandar ver nos meus coelhos foi fácil, mas enfrentar um piá de 13, 14 anos e furioso, aí não se prestava ao papel o desavergonhado...Humpft...

Mas, como sempre digo, sou taurino, teimoso, meio metódico...Fiquei de prontidão, sabia que o "criminoso" iria voltar para a cena do crime, até porque haviam os outros sobreviventes, mesmo que maiores até que ele...Naquela época eu estava negociando com o "Mikimba" ( um amigo meu) uma Winchester calibre 22, lindona, leve...colocavam-se quatorze balas pela culatra, e a retirada do cartucho vazio pela "alavanca", tipo assim como naqueles filmes de faroeste americano...mais uma interrupção da Márcia : - Que doido Fer ...com uma 22 ?

Pois é...o que a raiva, o ódio, a vingança fazem né ? Saí a procurar o dito cujo. Avistei em outro muro próximo o que assemelhou-se ser o meu desafeto. Mirei, atirei...pimba ! Caiu pro outro lado...fui dar uma espiada...caráca, era um cinza mais claro...atirei num inocente ! Fiquei dois dias tendo pesadelos...de verdade...olhos verdes me encaravam na escuridão do quarto..como diria a turminha mais nova...fiquei maus véi...

Pensam que sosseguei né ? Que a consciência tava mais pesada que o estômago do felino após sua refeição nefasta e que causou todo meu furor adolescente ? Claro que não...Dias depois, nos encaramos, frente a frente a uma distância de 10 metros mais ou menos. Ele, cinza chumbo, espiando com aqueles olhos ávidos por alimento em direção às gaiolas...Não pensei duas vezes : entrei e saí rapidamente de casa com o rifle e...Páh ! Na mosca !...ops...acho que foi em outro bicho...

Não foram daí, dois dias, e sim minha vida inteira de tempos em tempos, lembrando da cena e tendo pesadelos...Acho que é a "velha" maldição dos que eram considerados Deuses na antiguidade...

Até gosto, atualmente, de gatos...mas sempre vou preferir os cachorros...vou sim...Hum rum !

O assunto terminou com Marcinha Lanes dizendo : - Você leva jeito para escritor, e tem muitas histórias para contar...Tá perdendo tempo, se fosse vc escrevia tudo que passa em tua mente e faria um daqueles livros que a gente não quer parar de ler...

Prometi que vou fazer deste espaço um livro virtual...são muitas lembranças, boas ou ruins, pouco importa...foram as formadoras de meu caráter e de minha essência...

Beijos Marcinha, bom falar contigo sempre...TE AMO !

PS: Advogados de plantão, isso ocorreu há 40 anos...a pena já prescreveu...menos nas minhas memórias e na minha consciência !

Arlindo, Exaltasamba e Regina...todos juntos, é bom demais sô...

Disse-o e repito : estou assistindo pouco  a TV, mas Jack Bauer ainda é o cara (esta semana a loirinha do mal que fez lambanças na UCT foi pro andar de baixo....hehehe), e Regina Casé se tornou minha "ídola"...Hoje o programa tava demais; adoro aquelas passistas mirins, o bom humor da Regina, a ênfase carinhosa que ela dá às amizades que trouxe para sua vida, as diversidades do programa Esquenta, as homenagens ao bom samba brasileiro, de origens, de raiz...tudo muito simples, regado a sorrisos, abraços, boa música e, até, uns bonitinhos para manter a galerinha feminina acesa...hehehe...

Um dos convidados foi o Exaltasamba, que acabou cantando uma música de Arlindo Cruz (que é "sócio" no programa) em parceria com Acyr Marques e Ronaldinho, FAVELA...

Linda música, justa homenagem, e uma parte da letra que chama muito a atenção de todos nós...

Entendo esse mundo complexo
Favela é minha raiz
Sem rumo, sem tino, sem nexo e ainda feliz
Nem sempre a maldade humana 
está em quem porta um fuzil
Tem gente de terno e gravata matando o Brasil
Minha favela ...

Uma cacetada e tanto (merecidíssima) em alguns (ou muitos..escolham aí) engravatados nojentos que teimam em permanecer na política brasileira, ou à frente de algumas estatais, nos escritórios luxuosos e ociosos, que servem  de ostentação apenas para um  falso "poder"...Enquanto isso...
 
O povo que sobe a ladeira ajuda a fazer mutirão
Divide a sobra da feira e reparte o pão, reparte o pão...
Como é que essa gente tão boa, é vista como marginal
Eu acho que a sociedade está enxergando mal

Isso aí, torno a dizer : Salve Salve Regina, Rainha...

A frustração de Dinorah (com agá no fim)...

Enquanto minha cuca tenta um refresco cá na sombra do meu quarto, pois ainda lateja feito dedão que levou uma martelada fortuita e descuidada, fui dar uma passeada no blog da minha nova amiga Dinorah (http://dinorahcomaganofim.blogspot.com), porque precisava algo que aliviasse a roxidão e tudo o mais...e consegui ! Hum rum...vamos ler um de seus textos...
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Aconteceu numa manhã em que não acordei assim como diria, com o pé direito, fosse homem diria que havia amanhecido com “osovovirado”.

Fazia pouco tempo que havia sido assaltada e andava bem paranóica com a impressão de que seria assaltada a qualquer momento. Naquele dia não estava muito animada. No caminho até o trabalho, comecei a sentir uma irritaçãozinha, que aumentava e quando me dei conta estava com ódio, não me pergunte do quê ou de quem – odeio pensar que sou uma pessoa capaz de sentir ódio, mais um motivo para estar odiada. A expectativa de ter como pagar o cartão de crédito era tão real quanto a de arranjar um namorado, daqueles que andam de mãozinhas dadas, que dizem que somos especiais, o melhor que aconteceu em suas vidas.

Enfim, expectativa de dinheiro e de amores = ZERO. Vontade de sumir = MIL.

Foi quando avistei, vindo em minha direção, um rapaz com um jeito suspeito. Entrei em alerta. Ele ainda estava a uma distância razoável, tive tempo de planejar a minha auto defesa. Tirei a sombrinha da bolsa – a minha sempre andou cheia de qualquer coisa que “um dia” pudesse ser útil, só o laquê novinho já dava um bom peso. Planejei: No momento em que este imbecil chegar à minha frente eu bato com a sobrinha na cara dele, dou um pontapé no saco, deixo ele caidinho no chão, bato muito com a bolsa - com o laquê dentro, lembra? Chuto mais uma vez o saco. Grito! Grito muito: - Filho da puta! Sem vergonha! Infeliz!

O rapaz se aproximava e eu me sentia como se, sozinha, fosse uma tribo inteira daqueles índios que surgem de surpresa, aos milhares, por detrás de uma colina, prontos para atacar o General Custer. E o rapaz estava mais perto, e a sombrinha já estava na mão certa, e a alça da bolsa enrolada na outra mão. Eu já estava quase babando de ódio e prazer imaginando que teria em quem desancar toda a minha insatisfação, minha ira. O rapaz chegou perto, mais um pouquinho e estaria no ponto para receber a primeira bordoada.

Infelizmente, não sei por que, ele passou reto, sequer me olhou, como se eu não existisse. Aquilo me deixou ainda mais irritada.

Guri dos infernos! Nem pra assaltar e tomar uma boa sova serve! Tudo o que eu queria naquele instante era gritar e bater muito no primeiro infeliz que cruzasse o meu caminho. Aquele não assalto conseguiu me deixar ainda mais irritada. Fiquei tão frustrada que chorava de decepção – e ódio.

...não consigo lembrar se estava com TPM...
PS.: Hehehehe...Beijos Dinorah, um domingo abençoado para ti guria

sábado, 29 de janeiro de 2011

Perdido na noite...

Ontem quase tive uma insolação. Fui ajudar mana com a retirada de uns matos e plantas da frente e lateral da casa, sol a pico, meio dia (horário antigo), queimando os miolos, não tomei os devidos cuidados...Humpft...e à tardinha tinha que me encontrar com a querida amiga Neide para irmos a um casamento (do primo dela, depois postarei sobre isso). Gente, fiquei assim tipo...vermelho ? não ! morenaço ? não ! fiquei literalmente ROXO...coisa triste, putz...Lá no restaurante, enquanto a festa rolava, minha cachola parecia que ia explodir...hehehe !

Mas, o que quero dizer mesmo, é que não temo a morte (desde que venha silenciosa e não perturbe ninguém...) pois, a cada amanhecer, renascemos ! Ao acordar, recebemos um novo sopro de vida, nos mexemos, remexemos, esticamos, abrimos os olhos e percebemos que estamos...Vivos ! Assim, facinho facinho...E se não acordássemos ? Tudo teria acabado exatamente quando ? Durante o sono, nos sonhos ? 
Sou kardecista e creio na reencarnação. Olha só, não vou discutir dogmas, cada um com seu cada qual...Creio que já viemos outras vezes para o plano físico, que vivemos outras vidas, e que retornaremos sempre, se necessário, para burilar nosso espírito, para corrigirmos erros passados, para aprender mais e mais, até que estejamos preparados para permanecer em outro "lar" e, lá, oferecer nossos aprendizados angariados através dos séculos, para aqueles que necessitarem...

Por isso creio que o ser humano deva viver uma vida intensa, não uma vida morna...passar por esta experiência carnal e não fazer uso dela para tudo que lhe traga felicidade e prazer, é o mesmo que ir para Florianópolis e nem atravessar as Pontes...é transformar o cotidiano em um eterno martírio, maldizendo sua sorte, atraindo desafetos e cargas negativas, deixando de auxiliar quando possível...é não ter planos e sonhos e, os tendo, deixar de realizá-los e persegui-los na primeira "topada" com a realidade ! 

Meu cocoruto tá assim meio, digamos, pulsando...caráca, até que não é mal. Tudo que pulsa é bom né ? Ou não ? Vixi...que dúvida atroz agora....hehehe ! 

Um abençoado domingo para nós...

Os dois lados da distância...


Este é um trecho do texto que leva o título acima, de autoria da Josiana, das Plurais Solitárias (http://vogaisvazias.blogspot.com), que já faz parte deste meu espaço, pelo simples fato de que admiro seu trabalho e nutro um imenso carinho por ela, gratuito, vindo do coração...Vale MUITO a pena ler o texto inteiro lá, e outros tantos, maravilhosos...intensos...Beijos Josi...


(...)Vem, amor, sente-se ao meu lado e ouça. Já não interessa se o que sobra de mim quando você vai embora são cacos de cristal barato espalhados pelo chão ou se tenho vontade de esmurrar minha cabeça na parede para tentar lucrar uma amnésia. Tudo que escrevo sobre o quanto você me dói vai embora - com o último bilhete de passagem - quando sinto seu beijo. Ainda assim, chegamos a um ponto sem retorno. Estamos de bolsos vazios, sem dinheiro para a passagem de volta. 

Restou apenas a dor de ter você, tão meu e de mais ninguém, para depois não ter mais nada. Incline-se um pouco e deixe que eu encoste a cabeça no seu ombro, porque não conheço seu cheiro mas sei que ele poderia me levar ao delírio. Deixe que eu tente senti-lo uma última vez, esse cheiro de "sinta-me enquanto puder". Eu posso muito pouco, mas pagaria até a última moeda do meu pote de vidro cheio de quinquilharias e trocados para ter alguns mililitros do seu perfume guardados para sempre em um frasquinho blindado e diminuto (...)

Tornando-se benção para o próximo...

 Quem percebe a beleza e a abundância do Universo converte-se em uma presença agradável e benfazeja. Alegre e risonho, espalha bem-estar ao seu redor. Ao perceber os tesouros de que é dotado, dispõe-se a reparti-los. Ao invés de atacar os moralmente decaídos, ampara-os. Arregimenta recursos para atender os necessitados. Dá exemplos de ética e bom proceder.

Auxilia o próximo em suas dificuldades. Torna-se um ouvinte atento e um ombro amigo. Você é rico de talentos e de opções. Pode valorizar o pouco que lhe falta ou o muito que possui.  Pode ser reclamão e desagradável. Ou pode optar por lançar um olhar positivo sobre o mundo que o rodeia. 

Encantado com suas bênçãos, tornar-se também uma bênção para o seu próximo. Pense nisso.

(Momento Espírita)

Nossas lágrimas e nossos risos...para reflexão !

 "Tenho a ardente esperança de que
minha vida nesta Terra seja
até o fim tecida de lágrimas e risos.
 
Lágrimas que me purificam o coração e
me revelam o segredo da vida e o seu mistério.
Risos que me levam mais para
perto dos homens, meus irmãos;
 
Lágrimas com que me uno aos que sofrem,
Risos que simbolizam a alegria
pela minha existência.
Prefiro mil vezes a morte por meio da
felicidade à vida em vão e em desespero."

(Khalil Gibran)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um mimo, um carinho, para lá de especial...


Humpft...! Tenho que começar com esta expressão que "representa" aqueles suspiros (Mônica e minha mãe chamam de "bufo"...hehehe) longos, intermináveis...E já devem ter percebido porque ? Não ? Dá uma espiadinha no novo lay-out do cabeçalho...ficou lindão né ? 

Bem, aí está o motivo do suspiro longo...quem me ofertou esse mimo foi a Márcinha Mendonça, lá do Velho Continente, mais precisamente de Portugal...é lá que hoje ela mora, com seu grande amor, o Paulo Roberto...passear pelo seu blog é encantador, pq tudo tem magia; a sutileza das fotos, a intensidade da paixão que ela nutre pela vida e pelo seu par, a delicadeza com que trata os post, como filhos, cada um deles...são pequenos detalhes que fazem a GRANDE diferença na vida da gente...Quem disse que precisamos de profusão ? Junta aqui, acolá, tiquinhos que sejam de lembranças carinhosas, de recadinhos, de quaisquer tipos de mimos que lhe tenham sido ofertados sem compromisso algum, sem cobrança alguma, sem o famoso troca-troca (te dou se me deres...) e terás combustível para alimentar o espírito por muito, muito tempo...

Não vou me alongar...não há mais palavras...
Márcinha, Deus te abençoe ! Obrigadúuuuuuuuuuuuuuuu ! Bjos pra ti, abraços para o Paulo

Era uma vez...


Era uma vez um corredor de amores, 
e uma casa ancorada no tempo da vida 
para não naufragar. 

Era uma vez viagens e descobrimentos. 
Era uma vez uma infância dourada 
e um quebra-cabeças difícil de armar. 

Era uma vez - e ainda respira em mim
como um cavalo alado - aquele mar. 

(Lya Luft - A casa no mar...)

Donativo do coração...

 Seja a tua palavra clarão que ampare, 
chama que aquece, apoio que escore e bálsamo que restaure. 
Sempre que te disponhas a sair de ti mesmo 
para o labor da beneficência,
não olvides o donativo da coragem! 

Auxilia ao próximo por todos os meios corretos ao teu alcance, 
mas, acima de tudo, ampara o companheiro 
de qualquer condição ou de qualquer procedência, 
a sentir-se positivamente nosso irmão, 
tão necessitado quanto nós 
da paciência e do socorro de Deus.

(Emmanuel - Psic. Chico Xavier)

Grande reality show dos blogueiros...

Nas andanças costumeiras e, através do blog de uma amiga, acabei indo parar no cantinho de ANDRÉIA RIFF (http://miscelaniariff.blogspot.com).Taurina como eu, porém com ascendente em Câncer (meu...Aquário) e, carioca meurmão...hum rum...E usa, como eu gosto, expressões bem regionais nos seus textos e, acima de tudo, SOLTA O VERBO, não tem papas na língua, é de uma sinceridade impressionante, além da sua inteligência e espírito aventureiro (vide suas fotos). O Blog é INTENSO ! Em todos os sentidos, a começar pelas cores. Como intensa deve ser a vida da RIFF, tenho certeza...Li boa parte de seus textos e ela me permitiu dividir com vocês aqui...( o título é dela...)

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Todo santo dia, mandamos alguém para o paredão. Eu vivo sendo jogada lá. Vou e volto. As vezes volto com o rabicó entre as pernas ou volto poderosa, me achando a última Coca-cola do Deserto ou a única bóia furada do Titanic. Tem sempre uma polêmica jogada na roda da discussão. Tudo isto é simplesmente a necessidade que temos de manter contato, de tentar satisfazer os desejos e preencher algum vazio do amigo(a) Blogueiro(a). Procuramos sim, diariamente uma melhor compreensão dos anseios dos outros e tentar satisfazê-los ou irritá-los, ou copiá-los e tirar algum proveito. Acredito que tudo isto tem um único objetivo, ou seja, de nos aproximarmos melhor e nos conquistarmos, meRmo só virtualmente, através deste vicioso vício que é a Blogsfera. Estamos todos contaminados, eu particularmente estou até o tampo, porque não sei viver sem este sentimento maravilhoso que é o da AMIZADE. E ai...

Quem vai votar em quem para esta semana??
Será por incompatibilidade comportamental ou por antipatia ocacional?
Quem gosta do meu jeito ou eu estou causando alguma ameaça?
Não concorda com o que penso e falo besteira é isto?
Quer me pegar debaixo do edredon e eu não deixo?
Tudo vale neste jogo porque aqui não se ganha R$1.500.000,00

Se ganha a

AMIZADE

E ela não é vendável !!!

Águas de Janeiro...

É verão, tem chovido quase todos os dias em Curitiba, principalmente no entardecer, como agora...as nuvens se tornam cinza escuras, começam os raios e trovões. Isso até não me incomoda porque sempre gostei de "admirar" esses fenômenos...não me estranhem...eu me estranho...Quando é mais cedo, o despencar das águas que são benignas para uma infinidade de seres vivos, aí inclusas as nossas plantações (quer coisa mais VIVA que canteiros de hortaliças ?), logo após brilha o sol, fraco ou forte, vem o cheiro da grama e  da terra molhadas...E eu cá pensando onde deixei o que um dia foi um futuro promissor. Onde ficaram alguns sonhos de infância, alguns desejos da mocidade, alguns projetos da maturidade...

Uma (ou mais ?) amiga recente, blogueira, indagou pq eu não faço mais poesia. Na realidade, meu gosto sempre foi pelos sonetos, por isso a paixão por Vinicius de Moraes. O soneto dito italiano (ou petrarquiano), aquele com duas estrofes de quatro versos, dois "quartetos" e dois "tercetos"...Humpft...vamos ver se sai alguma coisa...

Chuva serena que cai, fecundando a terra
lavando calçadas e ruas, minha alma também
Mantendo as lágrimas que meu peito encerra
e não transbordam, num eterno vai e vem

Água benigna e fértil, fonte de vida, te vejo da janela
cais de fininho, agora, mas podes virar tempestade
E eu cá, olhos no infinito em que penso? Nela ?
Será que também chove em sua cidade ?

Bem poderiam os trovões levar meu lamento
dizer a ela que eu sinto muita saudade
que ainda vejo uma lua abusada sobre o mar

Os raios me trazem de volta, à realidade
para fazer aquilo que gosto, escrever e rimar
e dizer-lhe, que não me sais do pensamento !

Isso aí, foi bom exercitar novamente...hum rum !

Não sabemos o tempo que nos resta...

A aeronave da nossa existência voa célere 
e a duração da viagem não é anunciada pelo comandante.
Não sabemos quanto tempo ainda nos resta. 
Por essa razão, vale a pena sentar próximo da janela 
para não perder nenhum detalhe.
 
Afinal, “a vida, a felicidade e a paz são caminhos e não destinos”.
 
Pense nisso, mas pense agora.
 
(Momento Espírita)

Putz...Vini, voltei...

Caráca maluco ! Véio, tô tão "entrosado" aqui com o blog que nem tenho assistido TV ( só o 24 horas...pq Jack Bauer é o cara e a Regininha no sábado, pq ela é tudo de bom). Daí, tava procurando um "trem" e acabei dando no site da Império Serrano...hum rum...a Serrinha ! Aquela mesmo Vini, que fica sabe donde ? Eitcha...Madureira, claro ! 

E sabe quem é o homenageado neste ano da graça de 2011 pela Escola ? É tu Vini !!! Olha aí em baixo...Tu virou enredo de Escola de Samba meurmão ! Tem coisa mais linda que isso ? Se já eras IMORTAL, agora...sai de baixo, até Falabella vai se render...Ouvi o samba Vini, é lindo de "viver"...e termina assim ó : 
Cantar é preciso cantar 
Aplausos no seu despertar
Com abenção de Pai Oxalá
Vininha...velho Saravá !
    
É que o Toquinho, aquele teu parceiro de fé que vivia aquareleando por aí, te chamava carinhosamente de "Vininha"...Já eu sigo te chamando de Vini, somente...E como diz o povo da Serrinha : A BENÇÃO VINICIUS !

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Na madrugada, conversando com Vinicius...

Pois é "Poetinha", estamos sós novamente. Tava aqui "cavocando" minhas coisas, peguei aquele livro que ganhei de Vó Gilda, com direito a dedicatória de Mônica (...você que fala do amor, que sente o amor e que escreve sobre ele, leia o amor, sinta-o e doe-o...) no distante dia 10 de Outubro de 2003, no Rio de Janeiro, o mesmo Rio que te viu nascer em Outubro de 1913, lá na Gávea, teu bairro amado, de onde você mesmo disse que nunca deveria ter saído...

Então Vini (não se incomoda que eu continue a te chamar assim né ? ) vou "me unir" a você, nobre amigo, lendo o livro e te trazendo para a minha "realidade". Sempre que a "escrita" for sua, vou de itálico...hehehe ! Combinado ? Mãos a obra, que o tempo é escasso de minuto em pouco, mas isso quem dizia não era tu não, era Seo Ricardo, meu avô...

A vida do poeta tem um ritmo diferente. É um contínuo de dor angustiante. O poeta é o destinado ao sofrimento, do sofrimento que lhe clareia a visão de beleza, e a sua alma é uma parcela do infinito distante, o infinito que ninguém sonda e ninguém compreende...Vini, porquê tem que ser assim né ? Somos incompreendidos, sofremos, dores lancinantes não carnais e, sim, aquelas que ferem o espírito...Somos os eternos errantes dos caminhos, pisando a terra e olhando o céu, presos pelos extremos intangíveis.

E os momentos de felicidade onde ficam Vini ? Sei que tu vai dizer : a felicidade é como a pluma, que o vento vai levando pelo ar...Caráca, porque a tristeza não tem fim e a felicidade sim ? O poeta ama Vini, ama sim...a maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a do ser que ausenta, que se defende, que se fecha...

Bem poderíamos, se tu não tivesse tomado o rumo do andar de cima (foi uma baita sacanagem que fizeste comigo em 1980...foi sim) andar pela orla de Copacabana, onde o poeta lutou contra o invisível, e onde encontrou enfim sua poesia, talvez pequena, mas suficiente para justificar uma existência, que sem ela seria incompreensível...Tu tava em Los Angeles quando escreveu isso aí...bonito, gostei...

É Vini, se as pessoas se tornassem boas, e cantassem loas, e tivessem paz...seria o máximo né ? Ai, quem me dera ao som dos madrigais, ver todo mundo para sempre afim, e a liberdade nunca ser demais, e não haver mais solidão ruim...Putz ! é dureza sentir essa solidão meu camaradinha, dá saudade da moça do corpo dourado do sol de Ipanema mas, principalmente, saudade maior de Madureira, de tomar café no Pilequinho, de "pegar" um cineminha no Shopping de lá, de comer "uma coisinha" no Buffet ali pertinho...coisinha só Vini, assim tipo, 900 gr...hehehehe !

Vini, vou dormir " meurmão" pq amanhã (ops...hoje) acordo cedo. Afinal, não adianta ficar remoendo as coisas aqui dentro né ? É melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe...hum rum ! Volto a falar contigo em breve...Vamos nos despedir com um trecho da Purificação ? Tá...

A minha voz subiu até ti, Senhor, e tu me deste a paz. Eu te peço Senhor, guarda meu coração no teu coração, que ele é puro e simples. Guarda a minha alma na tua alma, que ela é bela Senhor. Guarda o meu espírito no teu espírito, porque ele é a minha luz. E porque só a ti ele exalta e ama...

Bênção Vini...nos vemos por aí...

A nossa Conta Bancária emocional...

DEPÓSITOS
  • Ser generoso
  • Pedir desculpas
  • Ser leal aos ausentes
  • Fazer e cumprir promessas
  • Perdoar
RETIRADAS
  • Falar desrespeitosamente, fazer pouco das pessoas ou agir com grosseria ou descortesia
  • Nunca pedir desculpas ou fazê-lo sem sinceridade
  • Criticar, reclamar e falar negativamente dos outros quando estão ausentes
  • Nunca se comprometer com alguém, ou comprometer-se mas raramente cumprir o prometido
  • Ofender-se facilmente, guardar rancor, jogar no rosto das pessoas seus erros e nutrir agravos  
(Stephen R. Covey)

    A verdadeira Humildade...


    "A humildade não está na pobreza, não está na indigência,
    na penúria, na necessidade , na nudez e nem na fome
     
    A humildade está na pessoa que tendo o direito de
    reclamar, julgar, reprovar e tomar qualquer atitude
    compreensível no brio pessoal, apenas abençoa".
     
    ( Emmanuel )

    Pra não dizer que não falei das flores...

    Prefiro as rosas cor-de-chá ! Hum rum...Nada contra as apaixonantes vermelhas, aquelas que também os amigos podem ofertar como forma de respeito, que lisonjeam a beleza de quem as recebe....Ou pelas que carregam em sua beleza o próprio nome, as rosas cor-de-rosa, símbolo de agradecimento e apreço, que sugerem a NÃO maldade. Que dirá das amarelas, ideais para ofertarmos aos jovens mas, que (dizem por aí...acho superstição) podem ser cheias de segundas intenções (ou terceiras, quartas....hehehe)...mas isso gente, só vale para quem a gente não conhece, porque para os amigos é símbolo de alegria e satisfação...

    Ah ! As brancas ! Presentes nos casamentos, nas mãos de noivas em forma de buquet, pureza e inocência juntinhas, desejos de uma vida longa e feliz. E são tantos matizes ! Em Holambra cultivam-se rosas que, ao terem adicionados corantes especiais, tornam-se multicoloridas...uma maravilha...quase não se vê isso aí pelo mundo de Meu Deus...
    As verdes, da esperança, as azuis da confiança e afeto, as laranjas...hum...entusiasmo e desejo (anotem isso...hehehe), as violetas aristocráticas que ensejam calma e auto-controle...

    Só não gosto das Rosas de Hiroshima, não mesmo...Humpft ! Pensem nas crianças, mudas telepáticas...Pensem nas meninas, cegas inexatas...Pensem nas mulheres, rotas alteradas...Pensem nas feridas,como rosas cálidas... (Gerson Conrad e Vini escreveram isso).

    Então, fico com as Cor-de-Chá...porque elas significam amor, respeito e admiração e, levam um recado sempre : nunca me esquecerei de ti...

    Putz...tá vendo ? Fui falar nelas, falar em "não esquecer"...deu meléka...hehehe ! "Queixo-me às rosas mais, que bobagem, as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti...ai ..." ( saudades de tu Cartola, e dela...)

    Busquemos a luz, espalhando o bem e a amizade...

    Tudo que realizes, faze-o com alegria. 
    Coloca estrelas de esperança no céu de tua vida 
    e alegra-te pela oportunidade evolutiva. 

    A alegria que é resultado de uma conduta digna, 
    é geradora de saúde e bem-estar. 
    E toda alegria resulta de uma visão positiva da vida,
    que se enriquece de inestimáveis tesouros de paz interior. 

    O teu amanhã será de luz 
    se hoje semeares bom ânimo, o bem e a amizade.

    (Momento Espírita)

    Espalhando cultura em Curitiba...


    Hoje recebi um caderno/livrete de poesias do Grupo Epopeia, de Curitiba (www.grupoepopeia.blogspot.com), em casa...Hum rum...eu disse "em casa". Uma idéia simples e original de divulgar os "trabalhos" de alguns escritores/poetas e difundir cultura para a nossa gente...Show mesmo ! Parabéns ao pessoal do Epopeia.

    Então, me permiti "emprestar" um poema de Gilmar Chiapetti e, dividir com todos nós nesta quinta-feira...

    Talvez o sopro apague a vela
    talvez eu me queime com ela
    o vento talvez arranque
    as folhas da primavera
    e as árvores fiquem nuas como o outuno

    Talvez os olhos se cruzem
    num instante ensolarado
    e eu volte a vê-la (mesmo distante)
    Talvez o silêncio seja a primeira sinfonia
    e o barulho, a primeira reclamação

    Talvez o homem tenha pisado na Lua
    e a fome seja apenas um mito
    Talvez o mundo seja redondo
    e o ser...
    ainda seja humano

    As nossas incontáveis dúvidas...e a certeza, afinal !


    (...) Talvez algumas pessoas queiram o meu mal. Mas irei continuar plantando a semente da fraternidade por onde passar. Talvez eu fique triste ao concluir que não consigo seguir o ritmo da música. Mas então, farei que a música siga o compasso dos meus passos. Talvez eu nunca consiga enxergar um arco-íris. Mas aprenderei a desenhar um, nem que seja dentro do meu coração
     
    Talvez hoje eu me sinta fraco. Mas amanhã irei recomeçar, nem que seja de uma maneira diferente. Talvez eu não aprenda todas as lições necessárias. Mas terei a consciência que os verdadeiros ensinamentos já estão gravados em minha alma. Talvez eu me deprima por não ser capaz de saber a letra daquela música. Mas ficarei feliz com as outras capacidades que possuo.
     
    Talvez eu não tenha motivos para grandes comemorações. Mas não deixarei de me alegrar com as pequenas conquistas. Talvez a vontade de abandonar tudo torne-se a minha companheira. Mas ao invés de fugir, irei correr atrás do que almejo. Talvez eu não seja exatamente quem gostaria de ser. Mas passarei a admirar quem sou.
     
    Porque no final saberei que, mesmo com incontáveis dúvidas, eu sou capaz de construir uma vida melhor. E se ainda não me convenci disso, é porque como diz aquele ditado: "ainda não chegou o fim" ...Porque no final não haverá nenhum "talvez" e sim a certeza de que a minha vida valeu a pena e eu fiz o melhor que podia. 

    (Autor : Aristóteles Onassis - trecho...)

    O medo mais cruel do mundo...


    Ontem, ao fazer uma singela homenagem aos meus "velhos" e novos parceiros na blogosfera, acabei "deixando" de fora alguns. Não porque sejam menos importantes. É que na ânsia de desenvolver o texto, fui espiando a minha lista e "encaixando" os nomes. E cometi uma grande injustiça : deixei de incluir o Blog vogaisvazias.blogspot.com (Plurais Solitárias) de minha querida JOSIANA REZZARDI, que já abrilhantou este meu cantinho com seus pensamentos (na realidade um problema com "feed" segundo o provedor impediu o nome de aparecer).

    Uma forma de corrigir isso, é postando mais um texto (trecho) dela. O título está no cabeçalho...Beijos Josi, e me desculpe tá ?

    (...)Ainda cogito centenas de outras hipóteses que podem materializar o medo mais cruel do mundo. Medo de perder, de amar, de sofrer, de cair lá do alto depois de demorar tanto para subir. Medo de que o paraquedas não abra no próximo salto e eu acabe como aquele cara que teve o baço perfurado. Medo de palhaços e batracnofobia. Medo de ser um nada e de chegar a lugar nenhum. Medo das lembranças que me aterrorizaram por tanto tempo. Medo de tudo que ficou marcado em mim. Muitos deles parecem concorrer ao título, mas a verdade é que já desvendei o mistério. 

    O medo mais cruel do mundo não é uma coisa só, mas sim uma convenção de medos. Uma barreira que impede que sonhos existam e que amores aconteçam. Uma trava na porta da frente que impede a passagem de boas histórias. Grade nas janelas e areia movediça no chão. Afundando, sempre afundando, sem jamais conseguir dar o próximo passo. Dentre todos os medos, tantos que já não tenho dedos para contar, descobri que o que faz as vezes de cereja do bolo é o medo de viver. Viver, deixar ser, permitir acontecer. Entregar, doar, compartilhar. Este é definitivamente o mais cruel, porque não é um só. É uma compilação de medos, uma coletânea de receios, de sofrimentos por antecipação, de descrença e clausura. E ainda mais conhecido do que ele, à mim, é sua terrivelmente familiar consequência: a solidão.
      
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