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"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante..." (Caio F. Abreu)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Desperdício...

O homem é habitualmente cheio de desejos, projetos e sonhos. Na busca da felicidade, sempre parece lhe faltar algo. Pode ser dinheiro, raramente considerado suficiente. Ou uma relação amorosa, cuja ausência causa amargor. Por vezes a própria aparência física não satisfaz e isso gera desconforto. Ordinariamente, sempre há alguma coisa em falta, no balanço do viver humano.

Não há nada de errado em ter desejos e sonhos...

O problema reside em não valorizar o que se tem e em achar que a plenitude reside no que falta. A Espiritualidade Superior ensina que a existência terrena assemelha-se a um curso de aperfeiçoamento. As condições de vida de cada um guardam relação com suas necessidades de aprendizado. Enquanto a lição não for assimilada, ela continuará a ser repetida.

Assim, importa não desperdiçar os tesouros que batem à porta. Por vezes, eles chegam em embalagens pouco atraentes. Mas sempre representam uma oportunidade de aprendizado e libertação. O familiar carente e enfermo é uma dádiva na vida de quem necessita aprender a ser abnegado. O colega difícil afigura-se uma bênção para o carente de tolerância. As dificuldades financeiras trazem a preciosa lição da frugalidade. Situações de desvalimento propiciam o aprendizado da humildade.

A ausência de um afeto profundo traz o ensinamento da continência e da sublimação. A saúde frágil chama a atenção para a transitoriedade da vida humana e para a importância de se espiritualizar. As experiências dolorosas em geral convidam a desenvolver empatia por quem sofre. A desencarnação de um familiar ou amigo funciona como um convite para estender os laços da fraternidade.

Em tudo, há um aprendizado a ser feito.A natureza da lição que se apresenta revela em quê reside a carência espiritual. É no embate de cada dia que as lições de que se necessita lentamente chegam. Importa não desperdiçá-las, enquanto se sonha com o impossível. É bom sonhar, planejar e buscar, mas sem angústia. Os sonhos precisam ser embalados pela confiança na Providência Divina.

O homem é livre para querer, apenas não deve se amargurar pelo que demora ou não se concretiza. No contexto de uma vida terrestre, há sonhos que não podem se tornar realidade. Ocorre que a experiência terrena, por longa que se afigure, sempre chega ao fim. Então, será feito um balanço das bênçãos recebidas e de sua utilização, a benefício da própria paz. Mais feliz será quem mais tiver aprendido com o que lhe coube viver no mundo. Já aquele que desperdiçou suas oportunidades terá de repeti-las.

Pense nisso.

(Momento Espírita)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Os desafios existenciais...

A vida é a oportunidade que a Providência Divina nos oferece para que a modificação da alma, para melhor, se faça. E para tanto, nossa vida é pródiga de oportunidades para modificarmos as coisas da alma que precisam ser mudadas. Seja a esposa intolerante, o marido incompreensível, o filho exigente, o chefe às vezes tirano, todos nos oportunizam a chance de experimentar outros valores e desenvolver renovados sentimentos na alma.

Muitas vezes, o convite da vida vem através da doença, do revés financeiro que nos abala, ou do ente querido que parte para o Mundo Espiritual nos deixando órfãos emocionalmente. Todos esses desafios que a vida nos oferece são convites silenciosos que ela nos faz, nos oferecendo a chance de renovar paisagens emocionais, repensar posicionamentos e principalmente, redirecionar nossos passos para caminhos que nos conduzam à felicidade.

Em qualquer momento de sua vida, perceba ser ela oportunidade bendita que Deus lhe oferece de iniciar a construção do Reino de Deus dentro de você.

Pense nisso...hum rum !
(Momento Espírita)

Tributo a um Brasileiro Guerreiro...


Desencarnou ontem o irmão JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA, ex Vice-Presidente no Governo LULA...

Um pouco do histórico dele : Nasceu em Itamuri, distrito de Muriaé, na Zona da Mata de Minas, em 17 de outubro de 1931. Era o 11.º dos 15 filhos de Antonio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva. Cinco de seus irmãos morreram ainda pequenos. Aos 7 anos, Zezé, como era tratado em casa, foi ajudar o pai numa venda de Canteiro, um povoado da cidade. Vendiam mantimentos, roupas e ferramentas para os fazendeiros de café e deles recebiam só na época da colheita.

Aos 9 anos, o menino carregou no braço madeira e bambu para pôr de pé a escola do lugarejo, uma tulha - que é como chamavam o barracão onde ele conheceu os enigmas da aritmética que usaria nos negócios que o tornaram empresário bem-sucedido. Aos 14 anos, o rapaz já era um balconista esperto e revelou aptidão para o ofício em Miraí, na Zona da Mata, onde o pai montou um armazém de secos e molhados. Pouco depois da guerra, aos 15 anos, deixou a casa dos pais e foi ganhar a vida.

Quando deixou os pais, seu destino foi a cidade e logo arrumou emprego em uma loja de tecidos concorrida por aquelas bandas: A Sedutora. Logo ganhou sua primeira eleição, a de melhor vendedor da firma. Foi morar num hotelzinho mambembe, no largo da estação de ferro. Ainda com renda esparsa - 600 cruzeiros era o salário -, não tinha como custear aposento melhor. À sua maneira, com simpatia e amabilidades que eram a sua marca, convenceu a dona da hospedaria e pôde alojar-se no corredor mesmo, lá no fundo - uma cama e uma cômoda, com janela para a rua.

Nesse hotel hospedava-se um comerciante de Caratinga que o convidou para trabalhar com ele. João Bonfim, o comerciante, ofereceu o dobro e o rapaz, com 16 anos, mudou para Caratinga, onde foi trabalhar na loja de roupas que levava o nome de seu dono, a Casa Bonfim. Em maio de 1948, como de outra vez, conquistou o título de melhor vendedor.

Quando fez 18 anos, seu irmão mais velho, Geraldo Gomes da Silva, emprestou-lhe 15 contos de réis. Com esse dinheiro, uma boa nota naqueles tempos, e umas economias, Zezé abriu seu negócio em 1950. No dia 31 de março, Caratinga ganhou A Queimadeira, casa comercial que abriu as portas na Avenida Olegário Maciel, 520. O nome do estabelecimento foi sugestão de um viajante português, sr. Lopes. 'Vai vender barato', justificou, na ocasião. 'Ele não era pão duro, mas muito econômico e disciplinado', lembra Antônio, que trabalhou algum tempo com José Alencar. 'Comia de marmita e morava atrás das prateleiras.'
 
Em 1953 , mudou de ramo. Vendeu a loja e investiu em cereais por atacado. Foi por pouco tempo, porque logo fez sociedade com José Carlos de Oliveira, Wantuil Teixeira de Paula e seu irmão Antônio Gomes da Silva Filho. Surgia a Santa Cruz, fábrica de macarrão.

Ao fim de 1959, morreu Geraldo, o irmão, e Alencar assumiu a União dos Cometas. Quatro anos depois, inaugurou a Cia. Industrial de Roupas União dos Cometas, mais tarde Wembley Roupas S.A. Presidia a Associação Comercial de Ubá (MG), em 1967, quando fez parceria com o empresário, poeta, advogado e deputado Luiz de Paula Ferreira, da Arena, e a ele associou-se em uma fábrica de confecções em Montes Claros, a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), hoje o maior conglomerado têxtil do Brasil.

Humpft ! E ainda tem muito mais história de vida do digníssimo José Alencar...Mas basta, a quem interessar possa, dar uma espiada pela net e tomar conhecimento mais amiúde. Perdemos um bravo irmão, que lutou incessantemente contra o Câncer. Já deve ter sido recebido em outro LAR por nossos amigos espírituais, que certamente o acolheram com júbilo, amorosamente.

Deus te abençoe Zezé, por toda tua honrada e honesta vida cá na Terra durante sua última passagem !

terça-feira, 29 de março de 2011

Um quarto de hora faz a diferença...

Hoje vou "dividir" a mensagem espírita, de uma mensageira da luz, MEIMEI, psicografada pelo Irmão CHICO XAVIER. O título da mensagem é o mesmo do post. Mas antes, vou comentar sobre um fato ocorrido hoje no meu local de trabalho, e tem a ver com a referida mensagem.

Como comentei anteriormente, estou trabalhando na Kraft Foods que, nesta época, tem as suas atividades comerciais quintuplicadas pela PÁSCOA. Afinal são maravilhosos e gostosérrimos os Diamantes Negros, Sonhos de Valsa, BIS, Lacta, Shot, Confeti, etc...Mas dá uma trabalheira gente... Ah ! Dá !

Hoje enquanto eu cuidava de um "ponto extra" de caixas de Bombons, uma Senhorinha de uns 70 e poucos anos (que vejo sempre andando pela loja com suas comprinhas, diariamente) me abordou perguntando sobre o nosso delicioso BIS...informei que estávamos com problemas na entrega das cargas ao Mercado e por isso não dispunha do seu "biscoitinho de chocolate" (palavras dela). Dei-lhe atenção por alguns minutos, falando sobre a variedade de nossos produtos, do trabalho que a PÁSCOA enseja nesta época, e outras "amenidades".

Depois de me despedir da encantadora idosa, um promotor concorrente que acompanhou a conversação me disse : cara, eu não teria "saco" para ficar perdendo meu tempo com alguém aqui dentro, como você fez ! Quando articulava uma resposta ao dito cujo, o Gerente da Loja veio em minha direção e, com um sorriso no rosto falou : Fernando, muito obrigado pela atenção que dispensou a uma das nossas mais antigas clientes. Antes dela sair me pediu que viesse lhe agradecer pessoalmente e dizer-lhe que ela "foi embora mais leve" , bem mais alegre do que entrara...Parabéns !...Olhei para o lado, meu "colega" abaixou a cabeça, saiu caminhando lentamente...não houve necessidade de qualquer diálogo mais a respeito do assunto...hum rum !

Ufa ! Vamos à mensagem...este post vai ficar enormeeeeeeeeeee....hehehehe...Mas leiam, vale a pena !

Quando tiveres um quarto de hora à disposição, reflete nos benefícios que podes espalhar.

Recorda o diálogo afetivo com que refaças o bom-ânimo de algum familiar, dentro da própria casa; das palavras de paz e amor que o amigo enfermo espera de tua presença; de auxiliar em alguma tarefa que te aguarde o esforço para a limpeza ou o reconforto do próprio lar; da conversação edificante com uma criança desprotegida que te conduzirá para a frente as sugestões de boa vontade; de estender algum adubo à essa ou aquela planta que se te faz útil; e do encontro amistoso, em que a tua opinião generosa consiga favorecer a solução do problema de alguém. 

Quinze minutos sem compromisso são quinze opções na construção do bem. 

Não nos esqueçamos de que a floresta se levantou de sementes quase invisíveis, de que o rio se forma das fontes pequeninas e de que a luz do Céu, em nós mesmos, começa de pequeninos raios de amor a se nos irradiarem do coração.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Podemos ser felizes...depende de nós...

Seria muito saudável se, ante crises familiares, pudéssemos contar com pessoas amigas. Pessoas que nos recordassem que a vida é breve, que tudo passa. Passa a alegria, passam as tristezas. Seria bom ter amigos que nos lembrassem que a vida é muito curta para se desperdiçar em mágoas e picuinhas. Hoje se está aqui, amanhã podemos não nos encontrar mais. E o que fica, com o vazio da ausência, é um grande remorso que corrói e destrói.

Por que não pedi desculpas? Por que não perdoei? Por quê...? 

Não percamos as horas de ser felizes porque alguém foi infeliz em uma frase. Ou indelicado em suas expressões. Ou ingrato, ou mau. Sejamos sempre aquele que perdoa, acolhe, abraça. Com essa atitude, com certeza, quebraremos resistências, criaremos clima de harmonia e seremos felizes.

Porque ser feliz é ter consciência de que não demos causa a distanciamentos familiares, nem colocamos nuvens escuras nos relacionamentos. Ser feliz é viver cada dia, todos os dias, semeando afeições, entendimento, estreitando laços.

Pensemos nisso nesta noite de segunda-feira ! Hum rum...

(Momento Espírita - título original "Dando a volta por cima")

domingo, 27 de março de 2011

O que é bom dura pouco...humpft !

Aqui já postei, repostei e, hoje (infelizmente), deixo mais esta "marquinha" em meu espaço sobre o programa Esquenta, comandado por essa MULHER maravilhosa e humana que é Regina Casé. Semana que vem temos que voltar à rotina "cara de pau" da Globalizada. As tardes de domingo não vão ser mais as mesmas, certamente. Disse e repito : pouco tenho assistido TV aberta, mas não perderia por nada neste mundo qualquer atração que fosse capitaneada por Regina. Dei uma espiada em fóruns na Net sobre o assunto. Olha só :

Juci disse...
O Esquenta é demais, fazia algum tempo que não assistia um programa tão bem elaborado, tão recheado de grandes artistas. Parabéns!!! Regina, vc é demais. 
Anônimo disse...
Assistir TV no domingo era um saco . Nada imperdível... Até estrear "Esquenta"! VocÊ deveria ocupar o lugar de Faustão,mas tudo que é bom dura pouco.Meus domingos voltarão a ficar sem muita graça com o fim do programa. Já estou com saudades do programa e das lembranças em que o programa me fazia reviver.O "esquenta" é Gente como a Gente. Parabéns Regina! 
 
Luciano Cajueiro disse...
Regina: Seu programa é sensacional, você como ninguém conhece tão bem a cultura brasileira. ESQUENTA com certeza foi um presente a todos os brasileiros. Há muito tempo a TV brasileira estava precisando de um programa assim, que valorize os brasileiros guerreiros, que escrevem as suas histórias, lutando contra tudo e contra todos. Chegou a hora de mostrarmos esses vitoriosos da educação, da música, da arte... Maria Bethânia é maravilhosa, ái como foi bom! Obrigado Regina!!!! 
Matheus disse...
Que programa maravilhoso que vc Regina está nos presenteando aos domingos. Vc é vida, é esperança, é sabedoria, é povo, a sua alegria de viver é contagiante.Todos que te rodeiam durante teu programa viram crianças, tamanha felicidade que vc passa. Sucesso,continue esta pessoa do bem que vc é.
Isso aí...Parabéns Regina. Deus te abençoe e mantenha sempre do jeitinho que é...inté mais ver...

Prisioneiros de nós mesmos...

"...Somos assim. Sonhamos o vôo mas tememos as alturas. Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o vôo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o vôo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram.
 
É um engano pensar que os homens seriam livres se pudessem, que eles não são livres porque um estranho os engaiolou, que eles voariam se as portas da gaiola estivessem abertas. A verdade é o oposto. Não há carcereiros. Os homens preferem as gaiolas ao vôo. 

São eles mesmos que constroem as gaiolas em que se aprisionam  “Prisioneiro, dize-me, quem foi que fez essa inquebrável corrente que te prende?”, perguntava Tagore. “Fui eu”, disse o prisioneiro, “fui eu que forjei com cuidado, esta corrente..."

(Rubem Alves - Crônica Palavra de Grande Inquisidor - Mai/2005)

Reflexão para esta manhã de domingo...

De tempos em tempos, precisamos nos perguntar: O que de importante aprendi?

O aprendizado precisa ser identificado, catalogado, amadurecido na alma. A existência de quem vive colecionando aprendizados é sempre mais feliz. Ela tem propósitos, metas, avaliações e resoluções constantemente. A postura de quem realiza tais conquistas, e as identifica, não deve ser a postura exibicionista, vaidosa, não.

Essa contabilização é íntima. A comemoração é do coração. Os que estão à volta poderão identificá-la, claro, mas através de nossas ações no bem, de nossa renovação de valores, que faz brilhar a nossa luz com força e segurança para todos os lados.

(Momento Espírita - título : "Isso eu aprendi")

sábado, 26 de março de 2011

Atendendo pedido da menina Cris Lira...

Buenas gente ! Minha queridíssima amiga Cris Lira finalmente deu o ar da graça. Tadinha, tá numa correria que só, tipo assim quando no plano Verão do Sarney a gente tinha que correr para a fila do leite senão não havia "pingado" na mesa das pessoas...hehehe ! Pois bem, Cris chegou, já deixou comentário, e disse que ia "catar" histórias de Busão para ler...caráca, esta semana não postei nada sobre isso...

Ainda bem que o dia não terminou...então, atendendo a pedido tão precioso, vamos lá...Aqui na amada e friorenta Curitiba, os busões tem lugares "marcados" para deficientes, idosos e gestantes...deve ser assim em boa parte do Brasil. Pois bem, apesar de toda a parafernália de plaquinhas, adesivos, cores diferentes nos bancos, ainda existem pessoinhas que não respeitam essa determinação. Mesmo com o busão vazio, teimam em sentar justamente nos locais destinados aos seres humanos acima citados.

Sentam-se e, quando percebem que vai entrar alguém idoso, principalmente, voltam seus rostos para a janela, fingem dormir ou divagar, e nada de olhar para o lado e perceber que ocuparam um lugar que não era apropriado para a viagem. Na maior cara de pau ! E quando são requisitadas a ceder o lugar, ainda ficam brabas, isso quando dão atenção. Mas, no busão que pego todos os dias para o trabalho, tem uma senhorinha que não deixa por menos : toda vez que entra e percebe que há pessoas (normalmente jovens) sentadas nos locais que não deveriam estar ocupando, mete bronca, fala que isso é desrespeito, etc..e faz com que o interlocutor fique constrangido, vermelhinho (ou vermelhinha) e abandone seu assento...

Daí lembrei de uma cena que passou em Rede Nacional (Globo) há algum tempinho atrás, da briga de duas mulheres no metrô de Sampa, justamente pelo acima referido. Foi um tal de arranha daqui, puxa cabelo dali, berros aos borbotões, e muito mais...hehehe...Aliás, porquê as mulheres teimam em puxar os cabelos das outras quando entram em contato físico pugilístico ? Ah ! Tá ! A vaidade feminina, ferida em sua essência e beleza....entendi ! Deve doer pacas...hehehe...

Putz ! Pensando bem, qualquer dia eu mesmo vou usar o assento reservado do busão, esperar a tal senhorinha entrar e vir para cima de mim...quem sabe não apareço no Jornal Nacional e tenho meus cinco minutos de fama ??? Hehehehe...

Tá aí Cris, amanhã conto outra história...Beijos para ti...Deus te abençoe ! Xerosssssssssssssssssssss !

Precisão...

O que me tranquiliza é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
 
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
 
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.

(Clarice Lispector)

Da "Casa de Rubem Alves", para nós...

Passeando pelo site do Rubem Alves, na página Jardim, peguei emprestado, e repasso para todos vocês neste sábado...

"...Sonho com um jardim. Todos sonham com um jardim. Em cada corpo, um Paraíso que espera... Nada me horroriza mais que os filmes de ficção científica onde a vida acontece em meio aos metais, à eletrônica, nas naves espaciais que navegam pelos espaços siderais vazios... E fico a me perguntar sobre a perturbação que levou aqueles homens a abandonar as florestas, as fontes, os campos, as praias, as montanhas... Com certeza um demônio qualquer fez com que se esquecessem dos sonhos fundamentais da humanidade. Com certeza seu mundo interior ficou também metálico, eletrônico, sideral e vazio... E com isto, a esperança do Paraíso se perdeu. Pois, como o disse o místico medieval Angelus Silésius:

...Se, no teu centro um Paraíso não puderes encontrar, não existe chance alguma de, algum dia, nele entrar... "

Para reflexão de minha querida amiga Denise Marques


Você já pensou em abandonar algum compromisso, alguma atividade antes de acabá-la, só porque estava difícil demais? Já se viu desistindo de resolver um grande problema, porque ele se mostrou maior do que você estava disposto a solucionar? Talvez muitos de nós já tenhamos passado por alguma dessas situações. O de desistir de algo, de algum intento, de algo previamente planejado.

Algumas vezes o motivo é o cansaço, outros o desestímulo, ainda pode ser a falta de perspectiva... Seja qual for a causa, o resultado é sempre o mesmo: tarefa inacabada, tarefa adiada. Nosso livre-arbítrio nos permite tal ação, mas a resposta da vida será sempre a mesma: em algum momento, nos encontraremos novamente com o compromisso, a fim de concluí-lo.

Quanto mais importante for o compromisso adiado, mais tormentos e dificuldades, e mais energia vai-nos exigir para a sua continuidade. Será sempre mais trabalhoso retomar o compromisso mais tarde pois, ao abandoná-lo, ele não se extingue, apenas continua lá, do mesmo tamanho e tão desafiador como sempre. Desses compromissos que, algumas vezes pensamos em adiar, abandonar, fugir, sem dúvida, o maior deles é a própria vida.

Você já se deu conta de que viver é um grande compromisso de nós para conosco mesmo e para com Deus? Ninguém vive por acaso, por obra do acaso e de maneira aleatória. A vida de cada um de nós é experiência de extrema importância em nossa história de Espíritos imortais. A cada vida, um planejamento, uma programação, sob a tutela e os cuidados da Providência Divina, para que tudo ocorra da melhor maneira possível.

Dessa forma, é natural que, para nossa vida, também estejam programados embates, desafios, alguns dissabores... São os resultados do ontem refletindo no hoje. Mas todas as experiências que a vida nos oportuniza são para aprendizado, nada ao acaso, nada tempo perdido.

Os nossos problemas são os mais adequados para a nossa estrutura emocional e para nossas capacidades. Ninguém no mundo está abandonado. Deus, como Pai amantíssimo, cuida de cada um de nós, com um desvelo que poucas vezes nos damos conta.

(Momento Espírita)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Aquilo que não tem preço...


A nota é internacional e diz, mais ou menos assim: Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô de Nova York, vestindo jeans, camiseta e boné. Encosta-se próximo à entrada. Tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.

Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.

Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram a bagatela de mil dólares.

A experiência no metrô, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post, era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte. A conclusão é de que estamos acostumados a dar valor às coisas, quando estão num contexto.

Bell, no metrô, era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife. Esse é mais um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas, que são únicas, singulares e a que não damos importância, porque não vêm com a etiqueta de preço. Afinal, o que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes? É o que o mercado diz que podemos ter, sentir, vestir ou ser?

Será que os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detêm o poder financeiro? Será que estamos valorizando somente aquilo que está com etiqueta de preço? Uma empresa de cartões de crédito vem investindo, há algum tempo, em propaganda onde, depois de mostrar vários itens, com seus respectivos preços, apresenta uma cena de afeto, de alegria e informa: Não tem preço.

E é isso que precisamos aprender a valorizar. Aquilo que não tem preço, porque não se compra. Não se compra a amizade, o amor, a afeição. Não se compra carinho, dedicação, abraços e beijos. Não se compra raio de sol, nem gotas de chuva. A canção do vento que passa sibilando pelo tronco oco de uma árvore é grátis.

A criança que corre, espontânea, ao nosso encontro e se pendura em nosso pescoço, não tem preço. O colar que ela faz, contornando-nos o pescoço com os braços não está à venda em nenhuma joalheria. E o calor que transmite dura o quanto durar a nossa lembrança.

(Momento Espírita - título original : Sem etiqueta, sem preço! )

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sentir e Fazer...

Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora. Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido.

Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada.

Triste é não sentir nada...

(Trecho do texto - A alegria na tristeza - Martha Medeiros)

O abraço de Deus...


Quando o coração está dilacerado pela injustiça, quando a alma está cheia de curativos para disfarçar as lesões afetivas, gostaríamos que alguém nos confortasse. Quando dispomos de amores por perto, é natural que os busquemos e peçamos: Abrace-me. Escute-me. Dê-me um pouco de carinho. Um chá de ternura.

Contudo, quando somos nós que sempre devemos confortar os outros, mais frágeis que nós mesmos, ou quando vivemos sós, não temos a quem pedir tal recurso salutar. Então, quando estivermos ansiosos por um abraço consolador nos nossos momentos de cansaço, de angústia e de confusão, pensemos em quem é o responsável maior por nós.

Quando não tivermos um amigo a quem telefonar para conversar, conversemos com Nosso Pai. Sirvamo-nos dos recursos extraordinários da oração e digamos tudo o que Ele, como Onisciente, já sabe, mas que nós desejamos contar para desabafar, aliviar a tensão interna. Falemos das nossas incertezas e dos nossos dissabores, sobre as nossas decepções e nossos desacertos e nos permitamos sentir o envolvimento do Seu abraço de Pai amoroso e bom.

Não importa como o chamemos: Pai, Deus, Criador, Divindade. O importante é que abramos a nossa intimidade e nos permitamos ser acarinhados por Ele. Ele sempre está pronto para abraçar Seus filhos, sem impor condições. E se descobrirmos que faz muito tempo que não sentimos esse abraço Divino, tenhamos a certeza de que faz muito tempo que não o pedimos...Hum rum !

(Momento Espírita)

quarta-feira, 23 de março de 2011

O amor é indelével...

 Vivemos interessantíssima realidade de sentidos e sentimentos como seres humanos. De um lado o mundo dos sentidos, tangível, material. De outro uma esfera imaterial, dos sentimentos, da alma, das virtudes e imperfeições. Embora sejamos, em essência, Espíritos, isto é, nosso eu verdadeiro pertence à esfera intangível, vestimos um corpo material na Terra. E isso traz muitas consequências importantes.

Vestir-se de matéria, necessitando dela diariamente, sem deixar-se controlar por ela, é talvez o maior desafio para os seres que buscam nas vidas sucessivas a felicidade sonhada. Entender que os bens da matéria são um meio e não um fim, é ainda complicado para a maioria no planeta.

Falar em bens da alma, nas conquistas verdadeiras, as que se levam realmente deste mundo, parece ainda um pouco distante para a grande massa. Em função disso, ainda temos nos perdido como Humanidade, nas teias das necessidades materiais, das seduções do ter, do parecer e do enriquecer.

Porém, não há mais tempo. Já tivemos muitas chances de entender e o momento atual nos coloca em plenas condições de poder escolher melhor os caminhos a serem trilhados de agora em diante. Sábios, mestres, estudiosos - muitos já nos apontaram a trilha mais segura. Muitos já entregaram suas vidas para nos fazer compreender, de uma vez por todas, o que nos traz aqui, encarnação após encarnação.

Não estamos a passeio. Não estamos por mero acaso. Aqui voltamos, mais uma vez, para aprender a amar. Sim, o dom supremo é o nosso maior objetivo. Tudo mais é acessório, é instrumento, é meio. Uma vez conquistado, todo amor se torna parte de nossa alma para sempre. Não se apaga. É indelével.

Não perdemos as pessoas, não perdemos o amor que construímos com elas - nada que seja conquista verdadeira da alma se perde...Hum rum !


(Momento Espírita)

E o tempo, promovendo mudanças ou não...

" ...Algumas pessoas nascem para sentar à margem de um rio, outras são atingidas por raio, algumas têm ouvidos para música, outras são artistas, algumas nadam, outras cozinham, algumas conhecem Shakespeare, outras são mães, algumas pessoas dançam, outras escrevem e algumas, simplesmente, vivem. Se quer saber nunca é tarde demais ou cedo demais para ser quem você quiser ser, não há limite de tempo. Comece quando você quiser, você pode mudar ou ficar como está. 

Não há regras para esse tipo de coisas. Podemos encarar a vida de forma positiva ou negativa; espero que encare de forma positiva. Espero que veja coisas que surpreendam você. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com ponto de vista diferentes. Espero que tenha uma vida da qual se orgulhe, mas se você descobrir que não tem, espero que tenha forças para conseguir começar novamente "...

(Trecho/fala do filme O Curioso caso de Benjamin Button)

terça-feira, 22 de março de 2011

E buscando alcançar uma meta...

Buenas gente. Hoje, além da mensagem dos meus amigos e parceiros do Momento Espírita, tem mais um trecho do Diário de Anne Frank, sobre quem aqui já escrevi. Quando recomecei a postar neste meu abençoado cantinho, há quatro meses atrás, tracei uma meta : alcançar 500 postagens até meu aniversário (24 de abril). Por isso preciso "acelerar" os passos das letras, já que atualmente estou com 424 post.

Na busca desse objetivo, venho sendo "alimentado" diariamente pelos diversos comentários de amigos blogueiros ou não, que me trazem o combustível necessário para seguir na jornada e, sobretudo, pelas mensagens que aqui envio, as quais, após lê-las, reforçam minha fé e minha crença na humanidade e na possibilidade de todos nós distribuirmos um pouco de paz e alegria, e receber por consequência estas mesmas bençãos, fundamentais para o cotidiano e a saúde da alma e do espírito.

Grato a todos que por aqui passam e, mesmo que não deixem seu comentário, me acarinham com suas visitas e sua energia positiva. Abração a todos (beijinhos para minhas meninas...hehehe)...Inté mais...

De hoje em diante...

Você já traçou, alguma vez, um plano de felicidade, ainda que por apenas um dia? Pois uma pessoa nos enviou um plano que trará dias muito felizes para quem o seguir. Ela se propôs ao seguinte:

De hoje em diante, todos os dias, ao acordar, direi:  Eu, hoje, vou ser feliz ! Vou lembrar de agradecer ao sol pelo seu calor e luminosidade. Sentirei que estou vivendo, respirando. Posso desfrutar de todos os recursos da natureza, gratuitamente. Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar. Lembrarei de observar a beleza das árvores, das flores, da relva, da natureza em geral.

Vou sorrir mais, sempre que puder. Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades. Não vou julgar os atos dos meus semelhantes e vou aprimorar os meus.  Lembrarei de telefonar para alguém só para dizer que estou com saudades. Reservarei alguns minutos de silêncio para ter a oportunidade de ouvir. Não vou lamentar nem amargar as injustiças, mas vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos.

Terei sempre em mente que o tempo passado não volta mais e vou aproveitar bem todos os minutos. Não vou sofrer por antecipação, prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não posso fazer nada. Não vou sofrer pelo que não tenho e gostaria de ter, e buscarei ser feliz com o que possuo. E o maior bem que tenho é a própria vida.

Vou lembrar de ler uma poesia, ouvir uma canção e dedicá-las a alguém. Vou fazer algo por alguma pessoa sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de vê-la sorrir. Vou lembrar que existe alguém que me quer bem, e dedicar uns minutos para pensar em Deus, assim Ele saberá que está sempre em meu coração. Vou procurar transmitir um pouco de alegria aos outros, especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar. 

E, quando a noite chegar, eu vou olhar para o céu, para as estrelas e para o luar e agradecer aos anjos e a Deus, porque hoje eu fui feliz ! Hum rum...

(Equipe de Redação do Momento Espírita - autoria ignorada)

Do Diário de Anne Frank (3)

 
"... eu sempre reclamava por não conseguir desenhar, mas agora me sinto felicíssima por saber escever. E se não tiver talento para escrever livros ou artigos de jornal, sempre posso escrever para mim mesma. Mas quero conseguir mais do que isso. Não consigo me imaginar vivendo como mamãe, a Sra. Van Daan e todas as mulheres que fazem seu trabalho e depois são esquecidas. Preciso ter alguma coisa além de um marido e filhos a quem me dedicar! Não quero que minha vida tenha sido em vão, como a da maioria das pessoas. Quero ser útil ou trazer alegria a todas as pessoas, mesmo àqueles que jamais conheci. Quero continuar vivendo depois da morte! 
 
E é isso que agradeço tanto a Deus por ter me dado este dom, que posso usar para me desenvolver e para exprimir tudo que existe dentro de mim ! Quando  escrevo consigo afastar todas as preocupações. minha tristeza desaparece, meu ânimo renasce ! Mas - e esta é uma grande questão - será que conseguirei escrever alguma coisa grande, será que me tornarei jornalista ou escritora?..."
 
(Trecho do Diário de Annelisse Maria Frank ou, simplesmente, Anne Frank)
 

segunda-feira, 21 de março de 2011

E o Mal, existe ?


Certo dia um professor ateu desafiou seus alunos com a seguinte pergunta: “Deus fez tudo o que existe?” Um estudante respondeu corajosamente: "Sim, fez !"...“Deus fez tudo, mesmo?” Insistiu o professor. “Sim, professor” respondeu o jovem.

O professor replicou: “Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe. E, considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, e somos a imagem e semelhança de Deus, então Deus é o mal". O estudante calou-se diante de tal afirmativa e o professor ficou feliz por haver provado uma vez mais que a fé era um mito.

Outro estudante levantou sua mão e disse: “Posso lhe fazer uma pergunta, professor?” “Sem dúvida”, respondeu-lhe o professor. O jovem ficou de pé e perguntou: “Professor, o frio existe?”...“Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?” O rapaz respondeu: “Na verdade, professor, o frio não existe. Eu não sou especialista no assunto, mas, segundo as leis da física, o que consideramos frio é, na realidade, ausência de calor.

Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.”

E a escuridão, existe?” Continuou o estudante. O professor respondeu: “Mas é claro que sim.”
“Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é, na verdade, a ausência da luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca.

Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.”  

Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor: “Diga, professor, o mal existe?” Ele respondeu: “Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.” Então o estudante disse: “O mal não existe, professor, ou, pelo menos, não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência do bem. O mal, como acontece com o frio e o calor, é um termo que o homem criou para descrever essa ausência do bem.

Assim sendo, Deus não criou o mal. Deus criou o amor, a fé, que existem como existe a luz e o calor. Já o mal é resultado da falta de Deus nos corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz." Diante da lógica da argumentação do aluno, o professor se calou, pensativo...

(Momento Espírita - baseado em uma história de autoria desconhecida)

domingo, 20 de março de 2011

E as gentilezas diárias...

A vida é repleta de pequenas gentilezas, tão sutis quanto marcantes no nosso cotidiano. O jardim florido oferece um colorido para a paisagem, o sol empresta suas cores para o céu antes de se pôr, a borboleta ensina suavidade e leveza para quem acompanha seu voo. A gentileza tem essa característica: sutil mas marcante, silenciosa e ao mesmo tempo eloquente, discreta e contundente. O portador da gentileza o faz pelo prazer de colorir a vida do próximo com suavidade, para perfumar o caminho alheio com brisa suave que refresca a alma.

A gentileza tem o poder de roubar sorrisos, quebrar cenhos carregados ou aliviar o peso de ombros cansados pelas fainas diárias. E ela se faz silenciosa, algumas vezes tímida, inesperada na maioria das vezes, surpreendendo quem a recebe. A gentileza não se pede, muito menos se exige... É presente de almas nobres, presenteando outras almas, pelo simples prazer de fazer o dia do outro um pouco mais leve.

Você já experimentou o prazer de ser gentil? Experimente oferecer o seu bom dia a quem encontrar no ponto de ônibus, no elevador ou no caixa do supermercado. Mas não o faça com as palavras saindo da boca quase que por obrigação. Deseje de sua alma, com olhos iluminados e o sorriso de quem deseja realmente um dia bom, para quem compartilha alguns minutos de sua vida.

A gentileza é capaz de retribuir com nobreza quando alguém fura a fila no supermercado ou no banco, com a sabedoria de que alguns breves minutos não farão diferença na sua vida. Esquecemos que alguns segundos no trânsito, oferecendo a passagem para outro carro, ou permitindo ao pedestre terminar de atravessar a rua não nos fará diferença, mas facilitará muito a vida do outro. E algumas vezes, dentro do lar, a convivência nos faz esquecer que ser gentil tempera as relações e adoça o caminhar.

E nada disso somos obrigados a fazer, mas quando fazemos, toda a diferença se faz sentir...

A gentileza se faz presente quando conseguimos esquecer de nós mesmos por um instante para lembrar do próximo. Quando abrimos mão de nós em favor do outro, por um pequeno momento, a gentileza encontra oportunidade de agir. Ninguém focado em si mesmo, mergulhado no seu egoísmo, encontra oportunidade de ser gentil. Porque, para ser gentil, é fundamental olhar para o próximo, se colocar no lugar do próximo, e se sensibilizar com a possibilidade de amenizar a vida do nosso próximo.

Se não é seu hábito, exercite a capacidade de olhar para o próximo com o olhar da gentileza. Ofereça à vida esses pequenos presentes, espalhando aqui e acolá a suavidade de ser gentil. E quando você menos esperar, irá descobrir que semear flores ao caminhar, irá fazer você, mais cedo ou mais tarde, caminhar por estradas floridas e perfumadas pela gentileza que a própria vida irá lhe oferecer...Hum rum !

(Momento Espírita)

sábado, 19 de março de 2011

Faz de conta que...

 Hoje, as pessoas fazem de conta e está tudo bem. Pais fazem de conta que educam, professores fazem de conta que ensinam, alunos fazem de conta que aprendem. Profissionais fazem de conta que são competentes, governantes fazem de conta que se preocupam com o povo e o povo faz de conta que acredita. Pessoas fazem de conta que são honestas, líderes religiosos se passam por representantes de Deus, e fiéis fazem de conta que têm fé.

          Doentes fazem de conta que têm saúde, criminosos fazem de conta que são dignos e a justiça faz de conta que é imparcial. Traficantes se passam por cidadãos de bem e consumidores de drogas fazem de conta que não contribuem com esse mercado do crime. Pais fazem de conta que não sabem que seus filhos usam drogas, que se prostituem, que estão se matando aos poucos, e os filhos fazem de conta que não sabem que os pais sabem. Corruptos se fazem passar por idealistas e terroristas fazem de conta que são justiceiros...E a maioria da população faz de conta que está tudo bem...Mas uma coisa é certa: não podemos fazer de conta quando nos olhamos no espelho da própria consciência.

Podemos até arranjar desculpas para explicar nosso faz de conta, mas não justificamos. Importante salientar, todavia, que essa representação no dia-a-dia, esse faz de conta, causa prejuízos para aqueles que lançam mão desse tipo de comportamento. A pessoa que age assim termina confundindo a si mesma e caindo num vazio, pois nem ela mesma sabe quem é, de fato, e acaba se traindo em algum momento.

E isso é extremamente cansativo e desgastante. Raras pessoas são realmente autênticas. Por isso elas se destacam nos ambientes em que se movimentam. São aquelas que não representam, apenas são o que são, sem fazer de conta. São profissionais éticos e competentes, amigos leais, pais zelosos na educação dos filhos, políticos honestos, religiosos fiéis aos ensinos que ministram. São, enfim, pessoas especiais, descomplicadas, de atitudes simples, mas coerentes e, acima de tudo, fiéis consigo mesmas.

Você sabia? 

Que a pessoa que vive de aparências ou finge ser quem não é corre sérios riscos de entrar em depressão? Isso é perfeitamente compreensível, graças à batalha que trava consigo mesma e o desgaste para manter uma realidade falsa. Se é fácil enganar os outros, é impossível enganar a própria consciência.

Por todas essas razões, vale a pena ser quem se é, ainda que isso não agrade os outros. Afinal, não é aos outros que prestaremos contas das nossas ações, e sim a Deus e à nossa consciência.

(Momento Espírita)
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