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"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante..." (Caio F. Abreu)

sábado, 9 de abril de 2011

Em cada bolsa, uma história !

 
Antes de findar o sábado e, com o devido "aceite" da autora, segue um texto de minha querida amiga NÉIA LAMBERT, conterrânea, cujo blog "Eterno" -http://eternosim.blogspot.com- é "rico" em postagens maravilhosas, que retratam o cotidiano, os conceitos e as opiniões de minha amiga. Grato por me autorizar a repassá-lo aos meus leitores Néia, um beijo carinhoso em teu coração e Deus te abençoe !
 
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Hoje acordei convicta de que uma tarefa não poderia deixar de ser feita: uma faxina na bolsa, naquela preferida, que combina com quase tudo e que me acompanha por todos os lados. Estava complicado procurar algo no seu interior, principalmente num momento de pressa, onde nada que eu queria era achado imediatamente devido ao seu conteúdo, digamos, um tanto quanto extra.
 
Dizem que se alguém quiser conhecer um pouco de uma mulher, bastar dar uma olhadela no que vai dentro de sua bolsa. Acho que a desarrumação da minha é uma forma de ter o gostinho de ser, pelo menos por alguns momentos, alguém nada disciplinada e meticulosa, um meio de fugir da exaustão da rotina ordeira, pois em casa e na vida, sou bem mais organizada.
 
Mas o fato é que outro dia, fazendo umas comprinhas e visitando diversas lojas, eis que chegando ao carro me deparei sem as chaves do mesmo. Fui tomada por um pânico que parecia borbulhar no peito, fiquei um verdadeiro poço de desolação e com uma sensação premonitória de estar em maus lençóis. Abri a bolsa e minhas mãos correram loucamente em meio a documentos, batons, extratos de conta corrente, cartões de crédito, fio dental (não vivo sem), protetor solar, absorvente, listinha de compras (a memória exige), lenços de papel, celular (não pode faltar), palavras cruzadas (para os momentos de espera interminável), caneta, mini lanterna (ainda não sei porque carrego isso), documento do carro (depois de multada, nunca mais os deixei em casa), óculos de sol, óculos de grau (que deveriam estar no rosto, mas como envelhecem a gente!), goma de mascar, um cremezinho para as mãos (ásperas jamais), comprimido para renite (vai que o clima muda bruscamente) e claro, como toda mulher bem equipada, um mini espelho (imprescindível). E as chaves? Nada!
 
Decidi então fazer o trajeto contrário pelos lugares onde havia estado na esperança de encontrá-las. Já cansada de fazer a mesma pergunta às balconistas - por acaso deixei umas chaves aqui? - decidi-me por fazer uma busca mais cautelosa dentro da bolsa que, conforme descrito, já estava parecendo mais um kit sobrevivência. Naquele momento desejei estar na minha casa e simplesmente vira-la ao avesso, derrubando todo seu conteúdo sobre a mesa. Uma atitude perdoável e nada constrangedora desde que feita entre quatro paredes e com a porta previamente trancada, fazer isso em público seria revelar a própria alma!
 
Depois de uma suada busca, eis que as encontro perdidas em meio às páginas de uma pequena agenda, certamente desejosas por terem um local apropriado e reservado unicamente a elas. Vejo que junto aos objetos que carrego comigo levo também um pouco da minha história, da minha orgulhosa simplicidade e um pouco de recordação de um tempo de completa felicidade, como a foto do meu filho ainda bebê, que fofo!
 
Pensando bem acho que preciso de uma nova bolsa onde possa guardar melhor minhas chaves e caso sobre algum espaço, quem sabe levar mais algumas coisinhas básicas, como uma caixinha de chocolate (para melhorar o humor), um guarda-chuva (a meteorologia nem sempre acerta), um tapa-olhos (para que eu não veja a estultice de alguns políticos), um rolo de macarrão (arma que não precisa de documento de porte), a obra completa de Machado de Assis (amo) e claro, umremedinho para aguçar a memória e me fazer lembrar de tudo que foi colocado lá dentro, só isso!
 
(Postagem no dia 25.06.2010 - título original da autora)

8 comentários:

Elisabete Lira disse...

passando para deixar um xerorororoororo Enorme....lindo dia pra ti......

Jorge Luiz disse...

Adorei seu Blog! Obrigado pela visita ao mente aberta. também estou te seguindo

Dinorah disse...

Fernando, só uma mulher pode saber o que se passa dentro de uma bolsa de outra mulher... o caos! será?
beijos
Dinorah

* Verinha * disse...

rsrs realmente é assim mesmo..rsrsrs
Beijocas em seu coração Fernando!

Verinha

Haylla disse...

Oiê...
A loja Zart vai esta no Jornal Hoje da Globo nesta Segunda-Feira (11/04) o jornal começa as 13:15. Te convido para assistir a reportagem que fizeram comigo sobre a minha lojinha e a moda que virou os brechos... ^^
Cheirinho bem grande.

www.lojazart.blogspot.com

Luna Sanchez disse...

Rs...lembra vagamente a minha.

o que me ajuda um pouco são aqueles bolsinhos internos providenciais!

Beijos aos dois.

Marília Felix disse...

Nandoooooooooooo! Uhum hum...
Muita saudade daqui. Passando para desejar ótima semana meu irmão!
Xeroooooos! :**

Zina disse...

Haha...acontecimentos muito parecidos já aconteceram comigo. Ah, mas como nossas bolsas são absolutamente necessárias.
Grande beijo pra ti meu amigo.
Ah, tem um selinho pra ti lá no aniZ.
Tenha uma semana de muita paz!

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